segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PRESIDENCIAIS

O maior perigo para António Costa é Maria de Belém. Não é dona de uma agenda própria, é a candidata da ala derrotada por Costa no PS e a candidata desejada por Passos para enfraquecer PS e Marcelo em simultâneo. Se há candidato que representa as forças que querem ver fracassar um governo de esquerda é, sem qualquer dúvida, Maria de Belém.
Daniel Oliveira
Expresso

O IMPROVÁVEL CONSELHO DE UM REACCIONÁRIO

Não sigo o cherne (nem a garoupa), sobretudo por causa do preço. Sigo o Assis, o retardado 'novo filósofo', o nosso Bernard Henri-Lévy de Amarante, o André Gluksmann dos pobrezinhos.
E o apóstolo Assis, em artigalhada no 'Público', deixou o aviso a fiéis e infiéis: Aconselho aliás às mentes mais excitadas a leitura semanal do Avante. Garanto-vos que é um órgão de comunicação bem feito, inteligente e plenamente confiável. E garanto que não estou a ser irónico.
Excitado de mente e corpo, lá fui ler o Avante, finalmente considerado periódico 'bem feito', 'inteligente' e 'confiável' (dizeres de Assis).
Fiquei alarmado. Vem aí a revolução, as nacionalizações, lá vem outra vez a reforma agrária, a colectivização, o inferno.
 Já tratei de pôr a salvo todo o meu património: transferi para a Suiça o meu depósito a prazo de 27,35€, 5 acções do BES, 20€ de papel comercial da Rioforte e as minhas terras, embora reduzidas a um vaso com hortelã, já estão escondidas debaixo da cama, lá onde o meu bisavô escondia o penico. O 'esquerdalho' Centeno e o 'comuna' Capoulas Santos não vão apanhar-me desprevenido.
Obrigado, Assis.

domingo, 29 de novembro de 2015

SUGESTÃO

A vida dava um filme e os bilhetes deram uma maravilha

Ferreira Fernandes

PRESIDENCIAIS


Com excepção dos votos em Jorge Sampaio, nas presidenciais votei sempre contra alguém. Votei Eanes contra Soares Carneiro, votei Mário Soares contra Freitas do Amaral, votei Manuel Alegre contra Silva, o Cavaco.
Em 2016, vai ser diferente: votarei Sampaio da Nóvoa na primeira volta e na segunda, se houver e ele as disputar. E deixo já aqui para memória futura: não voto (nunca votei) em nenhum candidato de direita pelo que  em nenhuma circunstância votarei no Marcelo ou na sua ajudante conjuntural Maria de Belém.
Disse.

DE OUTROS

CARTA DE ANTÓNIO COSTA A CAVACO SILVA
«Quero sossegar V. Exa. acerca das medidas que o meu governo vai tomar no sentido de garantir a estabilidade do sistema financeiro. São elas: impedir que qualquer amigo de V. Exa. funde ou administre bancos; propor um aditamento à Constituição que impeça V. Exa. de fazer considerações acerca dos bancos nos quais os portugueses podem ou não confiar.»
Ricardo Araújo Pereira
Visão

sábado, 28 de novembro de 2015

O 'PÚBLICO' E O MISTÉRIO DAS CORES


Quando António Costa chegou à liderança do PS, o 'Público', em peça jornalística assinada por São José Almeida, titulava:
"António Costa, um político para além da cor da pele".




Ontem, no dia de posse do governo do PS liderado por António Costa e a propósito da recém-empossada ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, saiu um artiguinho assinado pela directora, Bárbara Reis, e assim titulado:
"De que cor é esta ministra?".



Mesmo admitindo que nenhuma das jornalistas pretende defender o racismo sob qualquer forma, pergunto-me: a que propósito se levanta a questão da cor da pele de duas figuras públicas que, há dezenas de anos, desempenham funções relevantes no aparelho de Estado? Será ligeireza de quem se pretende muito "prá-frentex"? Será inconsciência de quem não se apercebe que a exumação descuidada de cadáveres, bem ou mal enterrados, pode contaminar a atmosfera? Será saudade do Império que ia do Minho a Timor, com passagem por África e Índia?
Não sei, sinceramente, não sei. Para mim é um mistério. Em qualquer caso, vou ponderar a hipótese de deixar de ser assinante do jornal do grupo das mercearias 'Continente'.




DIVULGAÇÃO

Comissão promotora – Adelino Granja (advogado), Almerindo Rego (dirigente sindical), Ana Carita (professora universitária), Ana Matos Pires (médica), Ana Nave (actriz, encenadora), André Barata (filósofo, dirigente político), André Freire (politólogo), António Borges Coelho (historiador), António Diogo (médico), António Faria-Vaz (médico), António-Pedro Vasconcelos (cineasta), Bernardino Aranda (livreiro), Carlos Brito (escritor), Carlos Fragateiro (encenador, professor universitário), Carlos Luís Figueira (gestor), Carlos Matos Gomes (militar de Abril, escritor), Cipriano Justo (médico), Daniel Adrião (dirigente empresarial), Daniel Sampaio (médico), Eduardo Milheiro (gestor aposentado), Eduardo Pitta (escritor, ensaísta), Elísio Estanque (sociólogo), Fernando Nunes da Silva (engenheiro), Guadalupe Simões (enfermeira, dirigente sindical), Hélder Costa (encenador), Helena Roseta (arquitecta), Henrique Melo (editor), Jaime Mendes (médico), J.-M. Nobre Correia (mediólogo), Joana Lopes (gestora, aposentada), João Cunha Serra (engenheiro), João Gama Proença (médico), Jorge Espírito Santo (médico), Jorge Silva Melo (actor, encenador), José Aranda da Silva (farmacêutico), José Manuel Boavida (médico), José Manuel Mendes (escritor, presidente da APE) José Manuel Tengarrinha (historiador), José Vítor Malheiros (jornalista), Manuel Alegre (poeta, político), Maria Santos (gestora do ambiente, dirigente política), Maria Augusta Sousa (enfermeira), Maria Tengarrinha (actriz), Mário Jorge Neves (médico, dirigente sindical), Mário Vieira de Carvalho (musicólogo), Martins Guerreiro (militar de Abril), Miguel Vale de Almeida (antropólogo), Paula Cristina Marques (actriz, especialista em assuntos de habitação), Paulo Fidalgo (médico, dirigente político), Paulo Sucena (professor, ex-dirigente sindical), Ricardo Sá Fernandes (advogado), Rosário Gama (professora aposentada), São José Lapa (actriz, encenadora), Teresa Dias Coelho (pintora), Ulisses Garrido (sociólogo, dirigente sindical), Vasco Lourenço (militar de Abril, dirigente da A25A) 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

APELO



Vários governos fascistas (de Salazar e Marcelo Caetano). Seis governos provisórios. Vinte governos constitucionais. Tudo isto aturei, a tudo isto resisti.
Ontem, chegou o moderado XXI governo constitucional suportado pelas esquerdas. Apoio.
Mas deixo um singelo apelo a todas as forças políticas que o viabilizaram: Agora, tenham juízo!

PRESIDENCIAIS


E como diria o Tiririca, ganhe quem ganhar, pior do que está não fica.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

COMENTÁRIO



Sobre o discurso de Cavaco, o cavaco?

Baza, pá!

SUGESTÃO


DE OUTROS


Ferreira Fernandes

AS FOLHAS MORTAS

Ferreira Fernandes
DN

Fui parisiense durante cinco anos. Às vezes digo-o só para mim. Outras, digo-o porque tenho de explicar que um dos meus livros é A Vida à Sua Frente, de Romain Gary. O amor entre um rapazinho árabe, Momo, e uma reformada prostituta judia, sobrevivente de Auschwitz, Madame Rosa. Os dois viviam na cabeça de Momo, que conta a história, e num prédio arruinado e de longas escadas, na parisiense Belleville, o bairro de Edith Piaf e como ela, que era filha duma berbere. Eu gosto de dizer aos outros que fui parisiense. Gosto porque Paris é um lugar onde bocadinhos do mundo vão desembarcando.
Eu estive lá. Cercado do mundo e com Paris a crescer em mim a ponto de me fazer amar um livro porque era um livro de Paris. Mas A Vida à Sua Frente é só um romance e pode ser romanceado. Pode ser que Paris não exista. Falemos, então, de pessoas. O mundo em Paris. Em 1975, ano em que deixei Paris, A Vida à Sua Frente ganhou o Goncourt, o prémio literário mais prestigiado em França. Vocês sabem, aquele prémio que, em 2015, teve entre finalistas o romance dum tunisino sobre uma aldeia do Magrebe, o romance sobre uma história cairota, escrita por judeu nascido na capital do Egito, e o romance dum francês sobre lugares que nos habituamos a ouvir, hoje, em notícias de guerra: Aleppo, Palmira…
Voltando quarenta anos atrás, Romain Gary era outro parisiense dos quatro costados, herói da libertação de França. Nascera na Lituânia, judeu russo. Madame Rosa, a personagem de A Vida à Sua Frente, era judia polaca e, quando levada ao cinema (1978), foi interpretada por Simone Signoret, já em fim de carreira. Ah, Signoret, a do filme Casque d’Or (1952), a bela de cabelos louros daBelle Époque, amante de bandidos, personagem real que deu nome ao jardim Casque d’Or, vizinho desta Paris popular, da Margem Direita… Por falar no que venho falando, Simone Signoret nasceu na Alemanha. E o homem da sua vida foi Yves Montand, que cantou Feuilles Mortes, no filme Paris É Sempre Paris (1951). Yves Montand, aliás, Ivo Livi, nascido em Monsummano Terme, na Toscana, Itália.
Também Romain Gary teve um grande amor, Jean Seberg, a americana. Lembro-me dela ardina, loura de cabelos curtinhos, com voz e as letras na T-shirt, a apregoar o jornal New York Herald Tribune nos passeios dos Champs-Élysées. Foi num filme, À Bout de Souflle, de Jean-Luc Godard, suíço. Com a americana contracenava Jean-Paul Belmondo, chamado assim porque o pai, de Argel, era de origem siciliana. Um dia, Seberg matou-se, o que levou, meses depois, Romain Gary a pôr o revólver na boca e a assinar as últimas palavras: «Isto não tem nada que ver com Jean Seberg.» A canção de Montand diz: «As folhas mortas apanham-se às braçadas, a saudade e o lamento também…»
Diz também: «Eu amava-te, tu amavas-me, mas a vida separa os que se amam, muito suavemente, sem fazer barulho…» O mundo vai para lá morar, Paris, esperando que esta o deixe amar e desamar muito suavemente, sem fazer barulho, com o bater forte que lhe vai por dentro. Assunto de cada um, de dois, talvez. Na Rua de Charonne, a sul de Belleville, Grégorie, o judeu, 46 anos, e Djamila, a muçulmana, 40 anos, donos do restaurante La Belle Équipe, ainda viviam o tempo em que a vida era mais bela e o sol mais quente do que hoje. Foi há dez dias. Até que chegaram uns tipos com ideias e religião daquelas que se agarram às solas e obrigam a arrastar os pés pelo passeio. Eles não arrastam, alimentam-se do que lhes vai nas solas. Não chegaram suavemente, nem sem fazer barulho. Grégorie tinha a mão de Djamila entre as suas quando ela morreu. Às vezes Paris não se cumpre e a vida à sua frente cessa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

DIVULGAÇÃO

DE OUTROS

O avejão
 O avejão tem sido o pesadelo de nós todos, mesmo daqueles que o lisonjeiam

O avejão ensombra, há tempo de mais, a sociedade portuguesa.
 O avejão, sobre ser (diz o dicionário) uma ave agoirenta, é homem alto e feio. O avejão tem gosto particular pela necrofilia. O avejão é um pouco tonto, burro e desajeitado. O avejão odeia os outros, pessoas ou aves. O avejão é esquisito, todos o desprezam e detestam. O avejão só sabe adejar numa atmosfera sombria e lúgubre. O avejão paira sobre as coisas, nunca se aproxima muito, por receio de represálias. O avejão é produto típico do monturo. O avejão voa só, nenhum pássaro tem por ele afecto. O avejão é assolado por doenças perdidas e morre de barriga para baixo. O avejão é nojento, sobretudo a rir ou a debicar bolo-rei.
 O avejão tem inveja deste mundo e do outro. O avejão, ao abrir a boca, exala cheiro fétido. O avejão nunca leu um livro até ao fim. O avejão permitiu que, em seu nome, fosse publicado, num inquérito, títulos de livros que não frequentou. O avejão gosta muito do programa cultural ‘A Quinta’. O avejão, como o carcará, pega, mata e come. O avejão, convém repetir, é um ser fedorento. O avejão, sobre ressonar a dormir, e dorme muito, no palácio, tem flatulência.
O avejão tem dificuldades com a tabuada. O avejão tem dificuldades com a língua portuguesa. O avejão não sabe fazer o nó da gravata. O avejão baba-se a comer. O avejão baba-se se contrariado. O avejão baba-se sem motivo aparente; baba-se. O avejão, que tem dificuldades com o português, o idioma e o propriamente dito, não sabe onde pôr as mãos quando fala, ou diz que fala. O avejão não parece um espeque: é um espeque.
 O avejão é amaldiçoado pelos deuses que assim o configuraram, coitado! O avejão está no estertor, e no estrebuchar ainda se julga alguém e comete pequenas perfídias. O avejão desconhece que circunstâncias fortuitas lhe têm permitido que voe alto. O avejão é a vergonha de todos os pássaros: todos são belos, menos ele, repelente. O avejão não é apenas aquilo de que se sabe, nem, somente, as definições que vêm no dicionário.
 O avejão há muito que morreu e não sabe que está morto. O avejão foi abatido pelo Raul Brandão, que, diz-se, se inspirou numa noite de pesadelo.
 O avejão tem sido o pesadelo de nós todos, mesmo daqueles que o lisonjeiam. O avejão está prestes a ser escorraçado, sem ter edificado um trémulo instante de grandeza.
 Abaixo o avejão, abaixo!
Baptista-Bastos
CM

POSTAL PARA UM REACCIONÁRIO


Oh Assis, trata de pedir asilo político aí em Bruxelas. Olha que, com a indigitação de António Costa para primeiro-ministro, isto por cá está a transformar-se num imenso gulag. As temperaturas começaram a baixar rapidamente e já há neve nas terras altas; o Silva da UGT já passou à clandestinidade e vive escondido no canil do banqueiro Salgado; o Jerónimo está a deixar crescer o bigode e trata o Costa por Kerensky; a Catarina, pelo sim, pelo não, pediu o aumento do IVA para as picaretas e já alugou um apartamento na cidade do México.
Cuida-te e, por precaução (a Tcheka está em toda a parte), põe capas de papel ferro nos livros dos 'novos filósofos' franceses, do José Milhazes e do Chico da Cuf.

A ÚLTIMA REACÇÃO VAGAL

terça-feira, 24 de novembro de 2015

UMA DERROTA EM TODA A LINHA

           António Costa indigitado primeiro-ministro

DE OUTROS

Um impertinente de todos os portugueses

Obrigado por ter vindo a Belém, doutor Costa. É só uma formalidadezinha. Seis condições: a 1, a 2, a 4, a 5 e a 6. O doutor vai... Que diz, só lhe dei cinco? Que cabeça a minha, falta a 4, ora cá está... Ah, faltava era a 3! Pronto, tem toda a razão, aqui está ela. Não leia, o meu Facebook já lhe diz do que se trata. O doutor vai para casa, preenche e, para a semana... sim, só para a semana. Bem sabe, fui à Madeira por causa das bananas, neste tenho de ir aos Açores gabar o tamanho dos chicharros. São os custos da insularidade. Bom, como eu ia dizendo... Não insista, tem de ser, até sexta preparo os Açores e para a outra semana você traz-me as respostas. Então, deixe ver, segunda, 30, não. Tenho dentista. Terça é 1 de dezembro, ainda faço feriado, depois mete-se a quarta... quinta... O melhor é vir cá a Belém na outra semana. Olha, não dá: dia 8 é da Imaculada Conceição. Depois, volta a ficar apertado... Na semana de 14 é para as compras, a doutora, aí, não cede. Depois é Natal, e quem diz Natal diz Ano Novo. Que me diz trazer as respostas preenchidas a meados de janeiro? Para dizer a verdade dava-me mais jeito no fim, já ficava para o outro inquilino. Ah, não quer, quer dar as respostas já... Então, pronto, indigito-o no próximo 25 de novembro. Vou a uma homenagem ao Jaime Neves e depois volto aqui para o receber. A menos que queira passar lá no quartel, não? Traga os seus amigos que o apoiam, eles hão de gostar.
Ferreira Fernandes
DN

DE OUTROS

Entre 1976 e 2005 tivemos sempre em Belém aristocratas republicanos. No último decénio, contudo, ali morou, quase sempre, apenas um chefe de fação. Talvez se tenha de rever a Constituição para impedir que uma anomalia destas se venha a repetir.
Viriato Soromenho Marques
DN

POSTAL PARA UMA LASCA DE LENHA

Vai. Vai e não voltes. Vai e aproveita o tempo livre para participações em filmes publicitários do Cálcio Mais ou do Calcitrin. Sempre dá para arredondar a pensãozita miserável de que te queixas. E fica calado não vá o Miguel Sousa Tavares classificar-te outra vez.

domingo, 22 de novembro de 2015

DE OUTROS

Portugal tem nova PIDE 
A nossa polícia secreta é uma PIDE adaptada a um regime democrático.

Em qualquer país com uma democracia desenvolvida o que se passa há anos com os serviços secretos portugueses chegaria para as instituições tremerem, para os media não largarem o assunto, para rolarem cabeças. Em Portugal, porém, nada. Os serviços secretos espiaram um jornalista; essa acção foi institucional e não marginal: Jorge Silva Carvalho confirmou em tribunal e acusou o chefe das secretas, Júlio Pereira, de ter participado na decisão. Este negou. Carvalho disse também que as secretas têm desde sempre "fontes de informação em todas as operadoras de telecomunicações", que 90% da acção das secretas "é ilegal" e que elas usam "meios claramente ilegais", como "vigiar pessoas no espaço público, fotografá-las, filmá-las". A actividade é decidida pelas chefias.
(...)
Que as secretas tenham espiões é o que se espera. Mas as nossas secretas cospem na Constituição e espiam os concidadãos ao serviço de interesses obscuros, certamente políticos. Os serviços secretos portugueses são também, portanto, uma polícia política. Não prendem e torturam, como a PIDE, mas vigiam portugueses por causa da sua profissão, das suas fontes, das suas opiniões. Destroem pessoas por meios que não a prisão e a tortura. Nesta actividade ilícita, a nossa polícia secreta é, assim, uma PIDE adaptada a um regime democrático. Esta nova PIDE está ao serviço de interesses que desconhecemos, embora desconfiemos.
Eduardo Cintra Torres
CM

SUGESTÃO

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sábado, 21 de novembro de 2015

DE OUTROS

Ele queria era um governo de indigestão

Ele vai indigitar um governo de gestão. Tivesse decidido na Madeira, era certo. Ele pegava nos deputados da esquerda, comparava com os da direita, e dizia para estes: "Vocês têm maior tamanho." Na Madeira o tamanho mede-se a olho pelo míope. O que é um míope? É o que vê com nitidez os próximos (no míope em questão, os da direita) e vê embaciados os distantes (no caso, os da esquerda). O nosso míope raramente tem dúvidas e nunca apostaria no escuro. Vai apostar no que lhe é mais nítido, até porque este só lhe serve de pretexto. O indigitado, escolhe ele. Ele adoraria ter um governo seu para os últimos dias do seu último mandato. Na ópera, um tombar de pano destes chama-se grand finale. O prazer que vai ser o dele, que passou anos a tratar os secretários de Estado como "ajudantes", acabar a vida política a tratar, no governo de gestão, o primeiro-ministro por simples gerente! Tivesse sido na Madeira, pois, sopesando os tamanhos com o pouco jeito que ele tem para isso (exceto quando se trata do dele: um dia disseram-lhe o peso do salário de Chefe de Estado, mas ele optou pela reforma...), era certo ele escolher um governo de gestão. Mas com a decisão em Lisboa, já não estou tão certo. Aqui tudo se sabe, e são tantas as pequeninas questiúnculas entre os parceiros do acordo do PS, que talvez ele indigite Costa. Ainda maior grand finale para ele, seria ver o dilúvio depois dele. "Eu não disse?" é o seu epitáfio preferido.
Ferreira Fernandes
DN

UM HUMANISTA NA CPLP

Obiang quer "cortar os tendões" dos pés aos delinquentes

A ÚLTIMA AUDIÊNCIA



E depois desta audiência, Cavaco, o cavaco, tomará uma decisão.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

DIVULGAÇÃO

Contos ASSESTA – Alentejo
 
Está agendado para dia 21 de novembro, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago, a apresentação do livro «Contos ASSESTA», a primeira produção literária da recém-criada Associação de Escritores do Alentejo.

Trata-se de uma obra na modalidade de conto, escrita por 12 autores alentejanos. Cada um dos textos, para além de dar vazão à identidade literária do seu criador, reflete o Alentejo, as suas gentes e tradições, narrado de uma forma viva, envolvente e sedutora, ora com o drama, ora com a comédia, ora com a aventura, ora com a desventura que caracterizam tão bem esse pedaço de terra desafogada que se espraia além do Tejo.
 
A sessão contará com a presença dos Fios contados da Joaninha Duarte (contadora de histórias), com os microcontos ao som do ukulele de Fernando Guerreiro, com momentos de jazz alentejano, por Marta Duarte D’Almeida, e outras surpresas mais. 

Escrevem: Carlos Campaniço, Dora Nunes Gago, Fernando Évora, Fernando Guerreiro, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Contente, Luís Miguel Ricardo, Maria Ana Ameixa, Napoleão Mira, Olinda P. Gil e Vitor Encarnação.
 
E porque cada conto tem uma ilustração, ilustram: Alexandra Prieto, Anita, Beatriz Lacerda, Danuta Wojciechowska, Flávio Horta, Hugo Lucas, Igor Nunes Silva, Joaquim Rosa, João Brilhante, Paulo Monteiro, Pilar Puyana e Rita Cortez.
 
A capa é da autoria de Joaquim Rosa.
 
 
A ASSESTA – Associação de Escritores Alentejo (sediada na Casa da Cultura de Beja) nasceu da vontade de um grupo de escritores naturais do Alentejo ou com fortes vínculos à região em promover a literatura nas terras que se estendem para além do Tejo.
Para além da edição pontual de obras alusivas à região que lhe dá identidade, a ASSESTA tem por principais objetivos: dinamizar apresentações de livros e autores, promover tertúlias temáticas, desenvolver oficinas de escrita, organizar eventos de promoção da literatura, estabelecer parcerias culturais, criar concursos literários para novos valores da escrita e dinamizar espetáculos da palavra.  

SIMPLESMENTE CAVACO


Dele se poderá dizer: pequenino, arrogante, ignorante, vingativo. Complexado, autoritário. Fraco, viscoso, reptiliano. Gebo mental, pascácio, tendencialmente fascistóide. Intelectualmente paraplégico, culturalmente indigente, politicamente vesgo. Raivoso, odioso, asqueroso, direitoso. Calculista, carreirista, arrivista, contabilista. Laranjista, camafeu, múmia paralítica. Alfarroba, figo seco. Nódoa indelével, américo tomaz à paisana. Deslumbrado, obnóxio, cínico, hipócrita, manhoso. Ratoso, lastimável, suburbano, sufixo de mariani. Acaciano, rancoroso, quadrado, pavoroso. Árido, postiço, narciso. E etc e tal onde caiba todo o mal.
Mas para quê gastar palavras se, por definição, cavaco é uma lasca de lenha? Temos, assim, que Cavaco é cavaco, simplesmente cavaco. E fica tudo dito.

O CONDE DE COLARES


Não, não venho, a propósito do livro cuja leitura recomendo, aliás, falar do pântano cavaquista ou do irrevogável arlequim, bom conhecedor do Parque Eduardo VII, segundo testemunho de Macário Correia.
 Venho chamar a atenção para esse rapaz muito bonzinho, esse incompreendido génio de Colares que diariamente derrama sublimes inanidades no 'Público', Miguel Esteves Cardoso, MEC para os amigos e aqui designado por Cardoso.
Monárquico como o conde de Abranhos, o Cardoso julga-se, desde sempre, "um desses astros que se destacam no céu da nossa Pátria". Sujeito a votos na lista do PPM e olimpicamente desprezado pelo eleitorado, o Cardoso despediu-se das lides com estes dizeres: "Não estou nada chateado. Pronto. O povo é que sabe e está tudo dito. O povo é soberano. Se me é permitido, contudo, um pequeno comentário, gostaria apenas de dizer: Salafrários! Ingratos! Estúpidos! Preguiçosos! Palonços! Egoístas! Nunca mais!".
A Pátria, que o não merece, deve ao Cardoso um título de Conde de Colares, uma estátua a eternizar o seu "invólucro físico" e um Zagalo ("ao abrigo da depravação intelectual, moral e social") para lhe escrever a biografia.
Viva o Cardoso, viva, Pim!

ESTADO DOURADO

Caso Vistos Gold. Conheça tudo o que o MP reuniu contra Miguel Macedo

18/11/2015, 7:23
Ex-ministro acusado de promover tratamentos de favor na Administração Interna, Negócios Estrangeiro e Finanças para empresas a que amigo estava ligado. Jaime Gomes terá recebido mais de 185 mil euros
Observador

OUTROS FUTEBÓIS

O presidente do Benfica é um dos apanhados nas 80 mil escutas telefónicas do processo "Operação Marquês", que envolve José Sócrates, por suspeitas de corrupção, fraude fiscal de branqueamento de capitais. Luís Filipe Vieira não foi o alvo direto da escuta, mas uma conversa com Rui Pedro Soares, presidente da SAD do Belenenses, este sim sob escuta, foi considerada como tendo "alguma relevância" para o processo.
  • Segundo informações recolhidas pelo DN, a conversa em causa mais não será do que o agendamento de uma reunião entre os dois dirigentes do futebol e Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates e também arguido no caso. Aparentemente, o tema da conversa seriam negócios, uma vez que Vieira ter-se-á mostrado interessado em saber junto de Rui Pedro Soares quais as atividades empresariais de Santos Silva no estrangeiro.
  • DN

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SERVIÇO DOS NEGÓCIOS DA SAÚDE

DN

VISÃO PLURAL SEGUNDO SILVA


DE OUTROS

Esplendor presidencial entre as bananeiras

Acabar o mandato com dignidade já não é um objectivo do Presidente da República.
Ana Sá Lopes
«I»

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

AVISO LARANJA

“Quando Cavaco fala sentimos um mau hálito político” (Nuno Morais Sarmento - 2010)

DE OUTROS

Onde reside a causa deste mal que nos envolve a todos? Sem desejar ir mais longe, se nos lembrarmos da cimeira dos Açores, em que W. Bush, Aznar e Tony Blair, com Durão Barroso a servir de vassalo, programaram a invasão do Iraque, talvez descortinemos a raiz do horror. Sem esquecer Donald Rumsfeld, o sinistro secretário de Estado norte-americano, que beneficiou com a "reconstrução" do país devastado. Nenhum deles foi punido, e qualquer deles merecia o escarmento universal, pelos crimes de guerra cometidos. E, acaso, pela humilhação inútil provocada a Saddam Hussein, e pela mentira hedionda do material de destruição maciça, logo denunciada e não ouvida por um dos investigadores, o sueco, imediatamente silenciado. Nada justifica a retaliação que, um pouco por todo o mundo, os que se consideram ofendidos e espezinhados têm praticado. Mas quando o agravo e o crime passam impunes, e a justiça aplicada a uns é escondida a outros, os povos têm a represália como justificada. A chacina de Paris, dez meses depois do assassínio no Charlie Hebdo, não encontra fundamentação, a não ser no ódio e na perversidade, afinal provocados pela insânia de um presidente e pelo estupor dos seus cúmplices.
Nós, portugueses, temos um conhecimento dramático dessa demência, em forma de "política". Nos últimos quatro anos, a mentira mais despudorada obteve, em Portugal, carta-de-alforria, com as consequências que se conhecem. Um dos cavaleiros do Apocalipse pateou no nosso corpo colectivo; os outros três estão espalhados pelas sete partidas, e, agora como há dez meses, escoiceou em Paris. Há uma guerra brutal, e sob diversos disfarces políticos, que está a dizimar as nossas mais fundas convicções e a fazer do conceito de fraternidade um valor desprezível. Por detrás desta miséria, o dinheiro e o lucro.
Baptista-Bastos
CM

O OUVIDOR


Cavaco Silva recebe banqueiros na quarta-feira

Esperemos que não se esqueça de nenhum.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

COMENTÁRIO

Não tenho o hábito de responder aos comentários feitos no espaço adequado deste blogue, mas este, que transcrevo, 

Tenho, no entanto, uma observação a fazer-lhe: a utilização de referências jocosas aos atributos físicos de quem entende criticar prejudica o efeito da crítica.
Não é por ser de baixa estatura que Marques Mendes é um fraco comentador. É por ser faccioso e estar ao serviço do PSD e do Governo. Por isso, sim, é um mini-comentador, o mesmo se aplicando ao Ferreira da SIC. 

por pertinente, merece um agradecimento e um esclarecimento.
As figurinhas referidas (Marques Mendes e Gomes Ferreira, ambos propagandistas de direita que actuam travestidos de comentadores independentes, na SIC) aparecem aqui pela sua pequenez intelectual e pelo reaccionarismo que evidenciam nas suas homilias. As referências às suas reduzidas dimensões físicas são complementos menores que só surgem porque dão harmonia às personagens. É a pequenez na sua totalidade.
Claro que há também uma certa vontade de 'épater les bourgeois' (defeito de um empedernido e incorrigível soixante-huitard). É que essa gentinha, que vive, sobretudo, da imagem e para a imagem,  sente-se mais incomodada com uma amolgadela na chapa do que com uma referência às emissões poluentes emitidas pelos seus motores.

SUGESTÃO

"Um livro decisivo como poucos" Edgar Morin

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

FONTE LUMINOSA

Sobre a tétrica e cavacal figura nunca me enganei e raramente tive dúvidas.
Neste interregno entre a morte e o enterro do governo da coligação 'Chicago à Frente', curiosamente, tenho dúvidas. Será que está em preparação mais uma cavacada?
Nesta eventualidade, acho conveniente lembrar aos apoiantes de um governo alternativo que, em Belém, na Praça do Império, também há uma fonte luminosa que, em caso de necessidade, será o sítio ideal para acolher um milhão de portugueses que estejam dispostos a indicar ao residente do palácio fronteiro o caminho marítimo para a praia da Coelha.

ANÍBAL, O OUVIDOR

Já só falta ouvir:

Conselheiro M. D. Loureiro; Associação de Amizade Portugal-BPN; Grémio dos Produtores de Figos e Alfarrobas; Lesados do BES; Liga dos Amigos das Cagarras; Sindicato dos Professores de Português da Guiné Equatorial; Associação de Criadores de Vacas Felizes e Sorridentes dos Açores; Importadores de Malaguetas, Pimentas e Piri-piri de Bombaim; Conselheiro M. D. Loureiro; Associação de Moradores em Vivendas Mariani da Praia da Coelha; Brigada da Polícia Judiciária Encarregada da Investigação do Número de Cantos dos Lusíadas; Sindicato dos Génios que Nunca se Enganam e Raramente Têm Dúvidas; Dueto More & Mann - os Thomases; Comissão Organizadora do Congresso de Comedores de Bolo-rei; Coral "Eu fazerei, Tu fazerás, Ele Fazerá"  da Faculdade de Letras do Poço de Boliqueime; Coligação dos Franciscanos e Novos Filósofos do PS; Responsáveis do Programa "Salvemos o Lince Ibérico e as Ratazanas do Largo do Rato"; Conselheiro M. D. Loureiro; Grupo Excursionista "Os Silvas" da UGT; Sociedade de Moços de Fretes Medina Carreira, J. Gomes Ferreira & Associados; Conjunto Típico "Deixem-nos Trabalhar"; Irmã Lúcia (com o ministro Calvão a servir de médium) e, finalmente, Conselheiro M. D. Loureiro.

DIVULGAÇÃO


Ricardo Araújo Pereira, Júlio Pomar e Gisela João lêem o livro que Angola teme


Mais de uma dezena de nomes conhecidos da cultura portuguesa vão estar no São Luiz, nesta segunda-feira, numa leitura pública de Da Ditadura à Democracia, de Gene Sharp.
No dia em que começam a ser julgados no principal tribunal de Luanda os 15 activistas angolanos detidos e acusados por prepararem "uma rebelião" contra o Presidente José Eduardo dos Santos, em Lisboa, no São Luiz Teatro Municipal, acontecerá uma leitura pública do livro de Gene Sharp, Da Ditadura à Democracia: uma abordagem conceptual para a libertação, sobre estratégias de luta contra ditaduras, que levou estes jovens à prisão.
Ricardo Araújo Pereira, Júlio Pomar e Gisela João são algumas das personalidades que nesta sessão lerão excertos do livro que, em Portugal, irá ser editado pela Tinta da China. E o evento que acontece no mesmo dia em mais de 15 cidades internacionais, entre as quais Nova Iorque, Los Angeles, Buenos Aires, Londres, Berlim, Paris, Macau, Hong Kong e Tóquio. 
Público