domingo, 30 de agosto de 2015

ASSIM FALAVA O ALDRABELHO

“Colocar o combate às desigualdades sociais e económicas no topo da agenda política nos próximos anos”.

PaSSos Coelho

DE OUTROS

Em “1984”, de George Orwell, o contexto é político e a língua, ou a novilíngua em construção, atira-se aos significados, subvertendo-os, e ao léxico, reduzindo-o. O objetivo é moldar o pensamento (e a realidade) a uma grelha de sentido unívoco, libertando-o de escolhas polissémicas. Já muitos se referiram ao modo como hoje em dia o empobrecimento vocabular, a literalidade interpretativa ou os modismos redutores sugerem uma espécie de novilíngua insidiosa, e contagiosa, que vai tentando adequar o real a um modelo único e conformista. O desaparecimento de palavras como ‘patrão’ ou ‘trabalhador’, o novo significado, por exemplo, de ‘trabalho não remunerado’, que passou a ‘oportunidade’, o termo ‘mercados’, que é dito e escrito à exaustão sem que ninguém saiba com rigor o que significa, os ‘doentes’, que passaram a ‘utentes’, quando não a ‘clientes’, o ‘empobrecimento’, que passou a ‘ajustamento’… E, se quisermos continuar com Orwell e avançar até ao doublethink, que melhores vocábulos do que ‘parcerias público-privadas’, em que os riscos ficam por conta do público e os lucros são privados, ou ‘dívida soberana’, uma contradição óbvia nos termos? Estamos muito longe do mundo real a que se referia Feynman, antes atolados no delírio humano puro e duro. Um exemplo esclarecedor de manipulação da linguagem está a acontecer agora, neste preciso momento, na Europa, 2015. Pois eis senão quando aos que atravessam o Mediterrâneo para o lado de cá (aquele de onde escrevo) se deixou de chamar ‘refugiados’ e se passou a chamar ‘migrantes’.
Ana Cristina Leonardo
Expresso

sábado, 29 de agosto de 2015

CARTAZ ELEITORAL

Faltam camas e recursos humanos nas unidades de cuidados intensivos de adultos de todo o país.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

DE OUTROS

Ricardo Araújo Pereira - Visão

OLHA QUEM FALA


"Na Europa também temos
 políticos palhaços."

Durão Barroso

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DE OUTROS

O atual PS não pode apoiar Maria de Belém porque, no fundo, ela está a apostar (mesmo que não deliberadamente, mesmo que não conscientemente) na derrota dos socialistas nas legislativas e na substituição de António Costa – pela única e simples razão de saber que, com Costa, não terá nem, cargos, nem prebendas, nem sinecuras nos próximos anos se este chegar a primeiro-ministro. O regresso de Seguro é o seu seguro de vida política futura. Maria de Belém está a trabalhar para isso.
Nicolau Santos
Expresso

ASSIM FALAVA O ALDRABELHO

terça-feira, 25 de agosto de 2015

DE OUTROS


OPINIÃO

Tsipras, o novo Lula?

22/08/2015 - 07:59
Alguém dizia há dias que Tsipras se preparava para ser um novo Lula: depois de nele se depositarem tantas esperanças de emancipação, acabou por ser o menino prodígio dos poderosos. Dos mesmos que, contudo, nunca deixaram de sentir por ele um profundíssimo desprezo. Não sei. Sei que, como Lula, Tsipras não vai acabar bem. (Público)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

MEDITAÇÃO

O burro da morgada da Apariça meditando sobre a polémica que opõe o Bruninho do Sportem ao Gabrielzinho do Benfas.

domingo, 23 de agosto de 2015

OBRIGADO, GÉNIO

"Aqui em Colares só falta uma semana e um dia para acabar Agosto". Assim começa, hoje, a crónica diária do genial Miguel Esteves Cardoso, no 'Público'. Grande literatura é isto. Qual Vieira, qual Aquilino, qual Camilo, qual Eça, qual Saramago, qual Antunes.
É certo que em todo o mundo falta uma semana e um dia para acabar agosto, mas só um génio residente em Colares poderia deixar-nos, no dia 23 de agosto, esta frase lapidar: "Aqui em Colares só falta uma semana e um dia para acabar Agosto".
Obrigado, MEC. E obrigado a Deus por te ter sobrecarregado com dose tão generosa de genialidade. Olha, nos próximos anos, não te esqueças de avisar outra vez, sff. É só para a Humanidade saber às quantas anda...

DE OUTROS

Não deixaria de ser uma grande ironia política que viesse a ser o PS, partido de tradição sobretudo republicana, socialista e laica, a constituir-se como um veículo privilegiado de infiltração da Igreja Católica no poder do Estado, ainda democrático, em que actualmente vivemos. E convém salientar que esta senhora não foi, ao contrário daquilo que se quer fazer crer, uma boa ministra da Saúde. Já poucos se lembrarão de que o seu amigo então primeiro-ministro, o «beato» e «blairista» António Guterres, teve de substitui-la por não estar a dar boa conta do recado, e criou, para ela não ficar triste, uma pasta ministerial fantasma, dita da Igualdade, sem qualquer conteúdo nem infraestruturas mínimas, e que não serviu para mais nada senão para proteger o ego da amiga Maria de Belém.
Esta senhora, que pertence ao pouco famoso «grupo de Macau» (com António Vitorino, Jorge Coelho e outros que tais) e que foi consultora da Espírito Santo Saúde (quando era presidente da comissão parlamentar de Saúde), não tem propriamente um «curriculum» que a qualifique como socialista ou genuinamente social-democrata, e ouvir dizer que ela «tem uma experiência política notável» (José Junqueiro) é, no mínimo, de gargalhada. Também não deixa de ser subliminarmente insultuoso ouvir dizer que ela «é uma pessoa que une pessoas honestas à sua volta» (Miguel Oliveira e Silva), como se todos os outros candidatos potencias a Presidente da República só conseguissem unir vigaristas à sua volta.
Note-se que, para além dos óbvios apoios da Igreja Católica (que prudentemente nem precisam de se fazer ouvir), esta pré-candidatura escandalosamente encostada à direita tem muitos apoios da medíocre «tralha segurista» que fez dela, imerecidamente, Presidente do PS. Infelizmente, António Costa não se tem mostrado à altura de mobilizar o partido e fazer esquecer esse equívoco, apesar do actual presidente do PS, Carlos César, esse sim, ser politicamente muito mais competente.
O PS suicidar-se-ia definitivamente como partido de esquerda se viesse a apoiar a candidatura de Maria de Belém Roseira ao cargo de Presidente da República!
Alfredo Barroso
Facebook 

sábado, 22 de agosto de 2015

A ZONA DE CONFORTO DA SONSA QUE RI

Passos Coelho, Anjo

OUTROS FUTEBÓIS

Os investimentos de Álvaro Sobrinho, o maior accionista da SAD do Sporting através da Holdimo, estão a ser investigados pela CMVM e pelo Banco de Portugal, de acordo com a informação dada pelo regulador do mercados financeiros português ao Parlamento.
Jornal de Negócios

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A PUPILA DOS SENHORES REITORES




REITORES APOIAM MARIA DE BELÉM

António Rendas, da Universidade Nova, e Luís Reto, do ISCTE, assinam um apelo à candidatura presidencial da socialista.

Expresso

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

SMS PARA O VIEIRA

Por essa superfície que tens entre as orelhas não passa a ideia de transferires o director de comunicação do Benfica, esse ponta-de-lança da asneira, para o clube dos herdeiros do senhor visconde de Alvalade?
É que ele, o Bruninho e o outro são farinha do mesmo saco. E, assim, só se estragava uma casa.
Apressa-te que a época de transferências está a chegar ao fim.
Se não conseguires, nem mesmo com a ajuda do Jorge Mendes, então dá-lhe a vacina anti-raiva e põe-lhe um açaime.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A SONSA QUE RI

Anúncio de Belém com Costa na TV foi "gaffe"

por Octávio Lousada OliveiraHoje
Anúncio de Belém com Costa na TV foi "gaffe"
Fotografia © MIGUEL A. LOPES/LUSA
Maria de Belém não quis embaraçar líder socialista com confirmação da candidatura presidencial, garante fonte próxima da ex-presidente do PS.
António Costa sabia que Maria de Belém Roseira iria anunciar na segunda-feira a candidatura à Presidência da República, mas o timing escolhido pela ex-presidente do PS - a nota a confirmar a decisão foi enviada à Lusa enquanto o secretário-geral socialista estava em direto na SIC Notícias - não deixou de causar estupefação. No entanto, fonte próxima da ex-ministra da Saúde explica o sucedido e contraria que tenha havido uma intenção deliberada de embaraçar Costa.
"Foi um acaso, uma gaffe", explica essa fonte, para quem o ato não visou "afrontar, atacar ou ofender" o líder do partido, nem criar divisões internas. Contudo, há diferentes leituras deste avanço - confirmado a Costa na segunda-feira, após Maria de Belém ter estado com o secretário-geral na entrega das listas em Lisboa.
DN

RICA CRISE

O consórcio alemão Fraport-Slentel venceu a primeira privatização feita pelo Governo de Alexis Tsipras. Daqui para a frente quem vai mandar nos aeroportos de Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, e das ilhas de Corfu, Rodes, Kos, Samos e Santorini, entre outras, é uma empresa do país de Angela Merkel
Ironia do destino, ou simples dramaturgia do capitalismo internacional, são alemães os novos concessionários de 14 aeroportos gregos. De acordo com a agência de notícias grega AMNA, o acordo para a venda da concessão de “14 aeroportos regionais ao consórcio Fraport-Slentel , por 1,23 mil milhões de euros, foi publicado no Diário do Governo” da Grécia, esta terça-feira. Esta é a primeira privatização feita pelo “governo SYRIZA e faz parte do memorando que foi ratificado pelo Parlamento” de Atenas, na última sexta-feira,14 de agosto.
Desta forma, de agora em diante, são os alemães que no próximo meio século vão garantir o funcionamento do aeroporto de Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, bem como os das conhecidas ilhas de Corfu, Rodes e Santorini. O aeroporto de Kos - a ilha que tem sido tão falada por causa da crise dos refugiados e migrantes - também passa a ser propriedade da Fraport-Slentel.
Os outros nove aeroportos que passam para as mãos dos alemães são os de Chania, Kefalonia, Zakynthos, Aktion, Kavala, Samos, Mitilene , Mykonos e Skiathos.
EXPRESSO

SUGESTÃO

Prémio da União Europeia para a Literatura 2015 Daniel tinha um plano, uma espécie de diário do futuro, escrito num caderno. Às vezes voltava atrás para corrigir pequenas coisas, mas, ainda assim, a vida parecia fácil - e a felicidade também. De repente, porém, tudo se complicou: Portugal entrou em colapso e Daniel perdeu o emprego, deixando de poder pagar a prestação da casa; a mulher, também desempregada, foi-se embora com os filhos à procura de melhores oportunidades; os seus dois melhores amigos encontram-se ausentes: um, Xavier, está trancado em casa há doze anos, obcecado com as estatísticas e profundamente deprimido com o facto de o site que criaram para as pessoas se entreajudarem se ter revelado um completo fracasso; o outro, Almodôvar, foi preso numa tentativa desesperada de remendar a vida. Quando pensa nos seus filhos e no filho de Almodôvar, Daniel procura perceber que tipo de esperança resta às gerações que se lhe seguem. E não quer desistir. Apesar dos escombros em que se transformou a sua vida, a sua vontade de refazer tudo parece inabalável. Porque, sem futuro, o presente não faz sentido. "Índice Médio de Felicidade" é um romance admirável e extremamente actual sobre um optimista que luta até ao fim pela sua vida e pela felicidade daqueles que ama. Dramático e realista, mas com momentos hilariantes, confirma o talento de David Machado como um dos melhores ficcionistas da sua geração. «Relato intenso, cinematográfico e cheio de ritmo, realista e dramático, Índice Médio de Felicidade revela uma notável segurança narrativa, um estilo claro, ágil e eficaz, uma imaginação e um humor dignos de realce, aliando à qualidade da escrita a qualidade da efabulação.»Declaração do júri do Prémio da União Europeia para a Literatura 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

MORTE À ÉTICA E HAJA SAÚDE

Diz Henrique Neto, em entrevista ao jornal "I", que a anunciada candidata a presidente da República, Maria de Belém, "não fez nada na vida nem na política".
Falha de memória de Henrique Neto. A senhora foi ministra da Saúde e, posteriormente, (após breve período de nojo, tão breve que meteu nojo) presidente da comissão parlamentar de Saúde ao mesmo tempo que arredondava a mesada com uma avença da empresa "Espírito Santo, Saúde", em troca de uns pareceres sobre saudáveis estratégias.
Ora, é bom de ver que a acumulação de cargos públicos com biscates privados dá trabalho e requer tempo. Tanto trabalho  e tanto tempo que a madame nem tempo tinha para ler uns livrinhos sobre Ética.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

CALÇADA PORTUGUESA

                              PORTUGAL À FRENTE (PORMENOR)

CPLP - PAZ À SUA ALMA

Murade Murargy: “Temos de ter paciência com a Guiné Equatorial”

16/08/2015 - 08:07
Secretário executivo da CPLP relativiza a dissolução do poder judicial na Guiné Equatorial e apela ao bom senso na Guiné-Bissau para sair da crise.
Sendo assim, que pensa do decreto presidencial de Obiang, de 20 de Maio, que dissolveu o poder judicial?
São questões internas que eu não …
Internas? Nos estatutos da CPLP está prevista a cooperação dos Estados na Justiça, referem-se Estados democráticos com separação de poderes, não com dissolução do poder judicial. Isto não é normal.
Pois, não me envolvi nesses aspectos porque não tive conhecimento.
Quando teve conhecimento?
Através dos órgãos de comunicação, não tive uma notificação pelos órgãos competentes.
Os seus diplomatas no terreno não o informaram?
Não me informaram.
Não tinham que o fazer?
Não. Não foi uma questão de grande dimensão, como estamos a pensar.
Considera esta uma questão menor?
É uma questão interna da governação da Guiné Equatorial. Nós estamos a apoiar a Guiné Equatorial na sua integração [na CPLP]. Esse é que o ponto fundamental. Não vou considerar a situação, nem sei do que se trata, não sei que tipo de solução foi feita, não sei.
O ministro Rui Machete considerou esta situação negativa. Qual é a sua posição?
É a apreciação do ministro português.
Não faz a sua?
Não, porque não tenho conhecimento. Não me pronuncio sobre coisas de que não tenho conhecimento.
Não sabia que Malabo dissolveu o poder judicial?
Só através dos órgãos de comunicação.

O chefe da diplomacia portuguesa considerou insuficiente o acompanhamento pela CPLP do cumprimento do dossier dos Direitos Humanos na Guiné Equatorial. Diz-me que Malabo está a evoluir favoravelmente e que não podia ser de outra maneira. Em que ficamos?
Não sei qual é base do ministro Machete. Ele não esteve em Díli, não ouviu a informação completa, contrariamente ao seu secretário de Estado [Luís Campos Ferreira, secretário de Estado da Cooperação] que ouviu o relatório do embaixador e manifestou a sua opinião. Não houve uma opinião negativa do representante de Portugal no conselho de ministros de Díli. Disse que o processo estava evoluindo, que tínhamos de apoiar a Guiné Equatorial, mas não de uma forma negativa, não sei se foi isso que o ministro Machete disse ou não…
Público

domingo, 16 de agosto de 2015

DE OUTROS

«Saber ganhar dinheiro, tal como ser um ás no xadrez ou um craque da bola, não significa nada além da posse de uma habilidade específica para uma determinada tarefa. Pode ser-se milionário sendo - para tudo o resto - um tolo irrecuperável e um inculto pertinaz»

Mario Vargas Llosa
Expresso

(As palavras de Vargas Llosa foram escritas a propósito do comportamento de um humanóide americano chamado Donald Trump. Mas podem aplicar-se aos emergentes ordinários que conspurcam o mundo do futebol e para quem um fato de bom alfaiate, um mercedes espadalhudo, um andar de luxo no edifício 'Katinga', em Cascais, são as únicas referências do cartão de visita. Ética? Deontologia? Isso são coisas menores, desprezíveis e do 'forno interno' de cada um.)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

LISTA VIP

JUSTIÇA
INTERPOL procura 24 portugueses
23:19 - 11-08-2015

São 24 os portugueses procurados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), a maioria dos quais por tráfico de droga.

Entre os países que mais reclamam os criminosos portugueses está o Brasil, onde, para além do tráfico de droga há vários suspeitos de exploração sexual, a Venezuela, onde consta uma acusação por branqueamento de capitais e a Suíça, que procura uma médica portuguesa acusada pelo assassinato do marido.

Distingue-se ainda o antigo deputado do PSD, Duarte Lima, acusado pelo homicídio, em 2009, de Rosalina Ribeiro.
A Bola

CARTAZ ELEITORAL



Três mil médicos abandonaram o serviço público desde 2011

Números são da Federação Nacional dos Médicos, que acusa o ministério de “meter litro e meio de água onde só cabe um litro”.



Maternidade de Faro suspende assistência a grávidas durante o Verão


Por falta de pessoal, Centro Hospitalar do Algarve não vê outra saída que não seja reduzir a assistência em Agosto e Setembro
Público

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

SUGESTÃO


DE OUTROS

VIRIATO SOROMENHO MARQUES

Sala de pânico 2.0

por VIRIATO SOROMENHO MARQUES
No dia 9 de janeiro de 2012, a Alemanha emitiu quatro mil milhões de euros em títulos de dívida pública a seis meses, com um juro negativo. O leitor de 2015 já está habituado a esse facto, mas nessa altura era novidade. Comentei o assunto aqui no DN ("Sala de Pânico", 12. 01.2012): à medida que a crise apresenta sinais de agravamento, os aforristas e investidores procuram um porto seguro para salvar o seu dinheiro. Na Europa, é a dívida pública de Berlim que aparece como a aposta segura. Daí o aumento da procura, com a consequente queda dos juros pagos pelo Estado alemão. Nesta segunda-feira, o importante instituto de pesquisa económica Leibniz, sediado em Halle, publicou um relatório de 24 páginas sobre "Lucros da Alemanha com a Crise Grega". Os autores esclarecem que as estimativas poderão pecar por defeito, até por se centrarem apenas nos ganhos do setor público alemão (o setor privado tem tido ganhos significativos com as condições de concorrência particularmente favoráveis), mas os resultados não deixam de surpreender. Entre 2010 e 2015 a Alemanha lucrou cem mil milhões de euros com a baixa de juros ligada diretamente à crise grega. Mesmo que Atenas declarasse agora bancarrota total, as perdas alemãs seriam inferiores em dez mil milhões aos ganhos já obtidos. Os investigadores do Leibniz Institut analisam também, com minúcia, o modo como as más notícias na Grécia têm sido um bom sinal para o custo da dívida alemã. Este é um estudo de grande qualidade. Que honra a ciência alemã, e a honestidade académica dos seus autores. Por quantos mais anos poderá sobreviver uma união monetária em que os mais fortes beneficiam da desgraça dos mais frágeis? Por quanto tempo sobreviverá uma Europa governada pela propaganda, e não pela coragem de estar à altura da realidade?
DN

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A GRANDE FESTA

Denúncia leva à descoberta de práticas de cartel entre fornecedores da Parque Escolar

10/08/2015 - 23:03
Investigação foi desenvolvida pela Autoridade da Concorrência e levou à condenação de cinco empresas que forneceram contentores à empresa pública
Público

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

RICA CRISE

Alemanha lucrou mais de 100 mil milhões de euros com a crise grega

por Lusa
Alemanha lucrou mais de 100 mil milhões de euros com a crise grega
Fotografia © EPA/BERND VON JUTRCZENKA
Um estudo do instituto Leibniz, sem fins lucrativos, considerou que aquele valor representa a poupança garantida pela Alemanha através de baixas taxas de juro sobre as suas obrigações.
A Alemanha "beneficiou claramente com a crise grega", em mais de 100 mil milhões de euros, segundo um estudo divulgado hoje pelo Instituto de Investigação Económica Leibniz, da Universidade de Munique, citado pela agência France Presse (AFP).
DN

REPETENTES


Sobre eleições presidenciais, parece não haver dúvidas: o PS prefere, em Belém, um Rio, um Marcelo, um Santana, qualquer um desde que não cheire a "esquerda". Um pouco como se passou com a eleição da tétrica e cavacal figura. Com os resultados que se conhecem...

sábado, 8 de agosto de 2015

DE OUTROS


«O Holocausto continua a ser a grande anomalia na História do século XX. E é algo com que todos nós temos de lidar. W. G. Sebald dizia que "nenhuma pessoa decente consegue alguma vez pensar noutra coisa". Era uma afirmação irónica, mas para algumas pessoas a frase será mais verdadeira do que para outras. É muito verdadeira para mim.»

Martin Amis

"E"/ Expresso

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO MATRAQUILHO DA SIC

"Marques Mendes sabe tudo isto, mas preferiu ser porta-voz da perfídia, colaboracionista e cúmplice da farsa. Sente--se mais no tamanho de Schäuble, é da sua natureza.
Preferiu o princípio, inventado nos anos 30 na Alemanha por um antecessor seu na pasta da Propaganda, de que “uma mentira repetida mil vezes passa a ser verdade”.
Logo o Marques é um intruja, o que nem é de admirar de quem se especializou na fancaria política, a querer controlar alinhamentos dos telejornais da RTP, e a censurar as agendas das redacções.
Claro que tudo isto pode encontrar simples explicação nas indizíveis margens da complexa engenharia da alma humana. Quer dizer, pode ser trauma.
Varoufakis é calvo como um mongol, reconhecidamente inteligente, um sex symbol de mota, que como sabemos tem um simbolismo psicológico poderoso, vive à beira do vulcão e é actor da história colectiva do seu país.
A nós, que somos periféricos, saiu-nos o Marques Mendes às voltas com Freud, sempre a olhar para cima, perseguido pelo maldito adágio popular de que “homem pequenino, velhaco ou dançarino”."

Artur Pereira
"I"

CRIME DE GUERRA

O homem que pode vir a liderar o Labour acusa Blair de guerra "ilegal" no Iraque

O candidato que as sondagens apontam como favorito para líder dos trabalhistas afirmou que a guerra no Iraque foi "ilegal" e que Tony Blair, então primeiro-ministro, pode ser julgado por "crime de guerra"
Quando perguntaram a Jeremy Corbyn - que as sondagens apontam como favorito na sucessão a Ed Miliband, como líder do Partido Trabalhista (Labour Party) inglês - se Tony Blair, ex-primeiro-ministro trabalhista, deveria ser julgado pelo seu papel na Guerra do Iraque, este respondeu: "Se ele tiver cometido um crime de guerra? Sim."
DN

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

UMAS ORELHAS DE BURRO PARA O MENINO BRUNINHO

 "Portugal ainda está num buraco fundo. A economia está ainda 7,5% mais pequena do que no seu pico no início de 2008 - na verdade está mais pequena do que em 2002 - e ao nível atual de crescimento de 1,5% não vai voltar aos níveis de 2008 antes de 2020: mais de uma década perdida. As dívidas globais - das famílias e das empresas - são insuportavelmente grandes. Os bancos ainda estão numa confusão, com o escândalo do BES à cabeça. Os salários caíram. A pobreza aumentou. O desemprego continua altíssimo. Muitos portugueses emigraram. Ajustando para a população ativa que não tem trabalho e o subemprego, o FMI calcula uma redução do mercado de trabalho de 20%. O FMI também diz que as reformas portuguesas foram inadequadas e que ainda têm de produzir benefícios. Portugal é um país europeu relativamente pobre. Devia estar a aproximar-se dos mais ricos através de mais investimento e aumentando a produtividade. Em vez disso, está a posicionar-se para ser ultrapassado pela Polónia e outros. É trágico."
(...)
"O programa falhado foi projetado pela troika dentro das limitações políticas definidas pela Alemanha. E foi entusiasticamente implementado pelo governo português, que tentou ser "mais alemão do que os alemães". Mas as consequências foram desastrosas: uma longa e desnecessária depressão da qual o país ainda não recuperou e que perversamente causou uma dívida pública tão alta que ultrapassa o produto interno bruto."
Phillippe Legrain
DN

MODALIDADES ESPORTIVAS

Rio 2016: a maior festa do esporte no coração do Brasil

Dilma Rousseff  (Público)


(Depois da festa do esporte do Mensalão e do Petrolão, com um trio de ataque constituído por seu Dirceu, seu Lula e sua Dilma, vem aí a festa das olimpíadas. As contas do 'investimento' e seus efeitos colaterais a seu tempo se saberão.)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

LINGUAGEM INTERNETEIRA


Primeiro, foi a amputação das palavras: o 'que' passou a k, beijos passaram a bjs.
Agora, consumou-se o assassinato: as palavras foram enterradas e substituídas por símbolos.
Os cérebros começaram a descida vertiginosa para os intestinos.
É tempo de resistir!

O VELHO E IRREVOGÁVEL LOBBY



"Se não fosse gay, provavelmente não seria CEO do banco"

António Simões
Presidente do HSBC

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SUGESTÃO

DE OUTROS

Achamos que é falta de educação dizer a alguém que mentiu mesmo quando essa pessoa mente descaradamente e há milhões que sofrem por isso. E os jornalistas vivem no pavor de ser considerados "parciais", de "ter uma agenda". Não tem importância mostrar Passos Coelho três vezes num telejornal a debitar propaganda, mais dois ministros e dois secretários de Estado, como numa típica ditadura sul-americana (para usar o cliché). Isso não é parcialidade. Preocupar-se com a veracidade dos factos é "ter uma agenda". "Ter a agenda" do governo não é ter uma agenda, é citar fontes institucionais. Denunciar falsidades no discurso do poder passou a ser considerado militância de esquerda. Pode fazer-se às vezes, uma vez. Mas não se pode fazer de cada vez que uma mentira sai da boca de Passos Coelho. Seria impensável, inaceitável, uma perseguição. Por isso, a propaganda ganha sempre. Por isso a democracia perde sempre.
José Vítor Malheiros
Público

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

MAIS UM PRESO POLÍTICO (REPETENTE)

José Dirceu, antigo braço-direito de Lula, detido na investigação Lava-Jato

EM ACTUALIZAÇÃO: 
PÚBLICO 
03/08/2015 - 15:44
A principal figura no caso Mensalão foi apanhada na nova mega-operação policial no Brasil. Estava em prisão domiciliária desde 2014.

NEOLIBERALISMO DE ROSTO HUMANO

Cameron promete “mais cães e cercas” para travar imigrantes no canal da Mancha