quinta-feira, 16 de junho de 2011

A CASACA DO CHEFE DE GABINETE

«Passos Coelho já tem chefe de gabinete. É Francisco Ribeiro de Menezes, actual embaixador de Portugal em Estocolmo e ex-chefe de gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo socialista, Luís Amado.

Ribeiro de Menezes - que também tem no currículo a autoria de letras para a banda Sétima Legião - já tinha trabalhado no gabinete de Jaime Gama, quando este tutelou a política externa, também num Governo PS.»

EXPRESSO

A LUTA CONTINUA, O KANELLOS ESTÁ NA RUA!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A CAVACAL LENTIDÃO



A cavacal figura, agora em versão 'Agricultura e Pescas', precisa de 2-dias-2 para ouvir cinco partidos antes de indigitar o novo Primeiro-Ministro.
Ora aí temos um bom exemplo de uma má produtividade.

DE OUTROS


«Vocês são os assassinos do futuro de Portugal»

Medina Carreira (dirigindo-se a um ministro do governo Sócrates)

SIC-Notícias

GERAÇÕES

Li, recentemente, o segundo volume das 'Memórias' de Edmundo Pedro. Ele teve um ideal e por ele se bateu e pagou caro: dos 15 aos 27 anos esteve preso onze anos (dez dos quais no Tarrafal) e, mais tarde, por ter participado no assalto ao quartel de Beja, esteve mais uns bons anos na prisão de Caxias.
Estou a reler toda a obra de um dos meus autores de culto (infelizmente, sobressaltado pela notícia da sua morte): Jorge Semprún. Mais um idealista que, aos vinte anos, estava internado no campo de concentração de Buchenwald e, depois da libertação, passou vários anos na clandestinidade, em Espanha, a combater contra a ditadura franquista.
São exemplos extremos, mas não são únicos. Cito-os apenas em função de leituras recentes e em curso.
Em contraste, e pela leitura dos jornais, concluo com sincero desgosto que a geração que chegou ao poder nos últimos anos e que o disputa em alternância (e não em alternativa) também tem os seus ideais: o poder a qualquer preço, as mordomias, os saldos bancários.
As declarações da dirigente do CDS de Beja (ver 'post' abaixo) são exemplares.
E o pior é que os partidos do 'arco do poder' estão cheios de gentalha desta...

UM IMENSO ADEUS


«El suboficial de las SS se lhama Kurt Kraus. Nada más puede decirse de él.
El número 44.904 que ha sido sorprendido por Kurt Kraus a un lado de la avenida principal flanqueada de columnas rematadas de águilas hitlerianas, contemplando arrobado un haya aislada, acaba de anunciar quién es: el número 44.904. La cifra está impresa en negro en un rectángulo de tela blanca cosido en el lado izquierdo del chaquetón, a la altura del corazón. Asimismo está impresa en un sagundo rectángulo, cosido en este caso en el lado derecha del pantalón, en el muslo. Encima de cada uno de estos rectángulos, un triángulo isósceles de tela roja. Impresa con tinta indeleble en los triángulos rojos, la letra ese.
Una persona poco sagaz podría llamarse a error, podría creer que no es pura coincidencia. Como si la doble ese plateada - y estilizada: doble destello, doble desgarrón fulgurante - sobre fondo de rombo negro en el cuello del suboficial y la simple ese negra sobre fondo rijo en las ropas del número 44.094 revelasen alguna ralación jerárquica. Del simple al doble, en algún modo. Pero nada de eso. Existe la jerarquía, qué duda cabe. Entre el suboficial de las SS Kurt Kraus y el número 44.094 media toda la distancia del derecho a matar. Distancia y jerarquía, con todo, no quedan simbolizadas por ese paso del simple al doble, de la ese a las SS. Porque en lugar de la simple ese podría haber figurado cualquier otra letra. Una efe, una erre, una te: Franzone, Russe, Tscheche, por ejemplo, ya que la letra cosida en el triángulo isósceles tan sólo indica la nacionalidad de quien lleva el número. En el caso que nos ocupa, la ese aparece allí por Spanier, español. De suerte que la distancia jerárquica entre todo el que lleva número y el suboficial de las SS Kurt Kraus no viene condicionada por el origen nacional de aquél. El derecho a matar puede aplicarse a todo aquel que lleva número, con independencia de su nacionalidad. Atañe a la existencia misma de quien lleva número, sea cual fuere la letra identificativa que lleve cosida, para comodidad de la administraxión.
Son las diez de la mañana. Es domingo. Finaliza el mes de diciembre. El paisaje está cubierto de nieve.
El bosque de hayas de la colina del Ettersberg que da su nombre al lugar, Buchenwald, dista pocos kilómetros de Weimar.»

IDEALISMO NO REGIME DE VICHY

“Este é o momento…de se correr atrás de lugares…” assinalou ontem Sílvia Ramos, presidente da distrital de Beja do CDS-PP, aos microfones da emissora local Rádio Pax.

A dirigente popular deixou claro aos militantes do seu partido que lhes compete estar “nos devidos lugares, proporcionalmente ao nosso peso político e porque temos isso legitimado pelos votos que obtivemos”.

Público

domingo, 12 de junho de 2011

NOTÍCIAS DO REGIME DE VICHY

Portugal, século XXI: há escravos levados das Beiras para Espanha
Os novos "negreiros" são famílias que encaminham indigentes para explorações agrícolas espanholas. Dormem acorrentados, passam fome e não recebem.

Público

sábado, 11 de junho de 2011

UM IMENSO ADEUS

«Plus tard, j'ai vu des types voler le morceau de pain noir d'un camarade. Quand la survie d'un homme tient précisément à cette mince tranche de pain noir, quand sa vie tient à ce fil noirâtre de pain humide, voler ce morceau de pain noir c'est pousser un camarade vers la mort. Voler ce morceau de pain c'est choisir la mort d'un autre homme pour assurer sa propre vie, pour la rendre plus probable, tout au moins. Et pourtant, il y avait des vols de pain. J'ai vu des types pâlir et s'effondrer en constatant qu'on leur avait volé leur morceau de pain. Et ce n'était pas seulement un tort qu'on leur causait à eux, directement. C'était un tort irréparable que l'on nous causait à tous. Car la suspicion s'installait, et la méfiance, et la haine. N'importe qui avait pu voler ce morceau de pain, nous étions tous coupables. Chaque vol de pain faisait de chacun de nous un voleur de pain en puissance. Dans les camps, l'homme devient cet animal capable de voler le pain d'un camarade, de le pousser vers la mort.
Mais dans les camps l'homme devient aussi cet être invincible capable de partager jusqu'à son dernier mégot, jusqu'à son dernier morceau de pain, jusqu'à son dernier souffle, pour soutenir les camarades. C'est-à-dire, ce n'est pas dans les camps que l'homme devient cet animal invincible. Il l'est dejà. C'est une possibilité inscrite dès toujours dans sa nature sociale. Mais les camps sont des situations limites, dans lesquelles se fait plus brutalement le clivage entre les hommes et les autres.»

sexta-feira, 10 de junho de 2011

DE OUTROS



«Há dias - quase todos - em que era melhor o Presidente da República estar calado.»

Maria Filomena Mónica
Expresso

A GARGALHADA DO DIA

«José Sócrates vai viver para Paris e estudar filosofia»

Expresso

DIA DE VICHY

«A chanceler alemã, Angela Merkel, felicitou na quarta-feira o líder do PSD pela vitória nas eleições legislativas, prometendo a Pedro Passos Coelho apoio activo «no caminho das reformas», anunciou hoje a embaixada da Alemanha em Lisboa.

«Também no futuro, a Alemanha continuará a apoiar activamente vossa excelência no caminho das reformas. Será um prazer cooperar com vossa excelência», escreveu Angela Merkel no telegrama enviado a Passos Coelho, segundo a embaixada.»

SOL

quinta-feira, 9 de junho de 2011

REVELAÇÕES



«Ele [Frank Carlucci] jogava ténis com o Otelo Saraiva de Carvalho»
Mário Soares
SIC

DESABAFOS DE UM MINISTRO 'SOCIALISTA'



«A economia portuguesa precisa de um choque liberal, porque a dinâmica de integração da economia europeia foi muito subordinada a uma matriz ideológica mais liberal», defendeu Luís Amado.


TSF

OS GRANDES IDEAIS SEGUNDO O SOCIALISMO DE FACE OCULTA

«José Sócrates poderá assumir, em breve, a função de representante de várias empresas brasileiras de topo para Portugal e toda a União Europeia – apurou o SOL junto de fontes próximas do Governo brasileiro. (...)

Entre o grupo de empresas de primeiro plano que endereçaram a José Sócrates o convite para ser o seu representante de negócios na UE contam-se a gigante petrolífera Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia.»

SOL - 9.6.2011

«O Ministério Público Federal de São Paulo oficializou 14 novas investigações contra a Camargo Corrêa por suspeitar de sobreavaliação de obras públicas e utilização do dinheiro extra para pagar a deputados, senadores e a membros do sistema judicial, segundo explica o Ministério Público brasileiro no pedido de investigação apresentado em meados de Dezembro de 2009.»
'Jornal de Negócios' - 5 de Janeiro 2010
.
. « O ex-administrador e vice presidente do BCP Armando Vara disse hoje à Lusa que assumiu o cargo de presidente do conselho de administração da cimenteira Camargo Corrêa para África.»
«I» - 21 de Setembro 2010

quarta-feira, 8 de junho de 2011

SEM DEMAGOGIA

Este rapaz, o Coelho, bom aluno da escola 'Jota-laranja' (como o seu antecessor, aliás), confesso seguidor da ideologia da senhora Thatcher, que vai estar de chefe de repartição do regime de Vichy, teve um mérito: numa atitude incomum na política portuguesa, disse ao que vinha.
Começou por dizer que uma Constituição que convivia pacificamente com 700.000 desempregados era insuficiente. Revê-la para facilitar os despedimentos era uma necessidade para...criar emprego;
Convidou para cabeça de lista no círculo de Lisboa uma criatura que, pelo simples facto de aceitar o convite depois de tudo o que tinha dito na campanha presidencial, passou, automaticamente, para a categoria dos desclassificados;
Recuperou para o seu círculo íntimo de conselheiros um tal Dias Loureiro, dando indicações preciosas sobre o que entende por ética;
Para satisfazer os ultramontanos do costume e a 'Santa Madre', anunciou a vontade de um terceiro referendo sobre o aborto;
Sossegou os sagrados 'mercados' com a promessa de ir mais longe do que o programa da 'Troika'.
Pois bem, o resultado é conhecido: ganhou as eleições para chefe de repartição do regime de Vichy. Tem, portanto, toda a legitimidade democrática para exercer o cargo de subalterno da senhora Merkel.
E, assim sendo, perdida a dignidade, resta-nos para os próximos anos, manter a resignação muda dos animais e aguardar a guia de marcha para o matadouro.
(E não me venham com a velha demagogia do governo dos ricos e poderosos. Em Portugal não há dois milhões e meio de ricos e poderosos. Mas há dois milhões e meio de votantes em Passos Coelho que não podem dizer que foram enganados - o rapaz apresentou-se, disse ao que vinha... e ganhou.)

COLONIALISMO HIPERMODERNO


«A missão do FMI vai analisar o desempenho fiscal, a agenda das reformas estruturais, a execução do orçamental durante o ano corrente e iniciar os trabalhos relativos ao Orçamento Geral do Estado para 2012.»
Calma, meu povo. A notícia refere-se à Guiné-Bissau.
O regime de Vichy só terá direito a notícia de igual conteúdo daqui a três meses...

NOTÍCIAS DA PIOLHEIRA

UM IMENSO ADEUS

«-No te mueras! - me dijo en el umbral de la puerta casi en voz baja.
Con un ademán furtivo, pero tierno, me rozó la mejilla.
Habíamos pasado la noche juntos, en la Rue Visconti, donde nos sorprendió el toqye de queda. Sin embargo, era la primera vez que nuestros cuerpos se tocaban: con la mano me acarició castamente la mejilla.
Qué decia? Morir? Ni hablar. En aquella primavera de 1943 yo estaba seguro de ser inmortal. Al menos invulnerable. Por qué me decía eso? Qué debilidad había tenido de pronto?
Julia, éste era su nombre de guerra, era el último de mis contactos con la MOI, la organización comunista francesa para los extranjeros. Primero habían sido Bruno y Koba. En aquellos últimos tiempos, Julia. Pero la decisión ya estaba tomada: iba a trabajar con Jean-Marie Action, una organización Buckmaster. Allí manejaría armas, , y yo necesitaba cambiar las armas del discurso por el discurso de las armas.
Si cito esta fórmula marxista es para que se comprenda cómo era yo a los diecinueve años: qué exigencia, qué ilusión, qué fiebre, qué voluntad de vivir.
(Morir? Pero de qué hablaba Julia? Yo era invulnerable!)»