terça-feira, 31 de março de 2009

PORREIRO, PÁ




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Disse ele:

«Jobs are our first priority».

Não vale a pena traduzir. Os portugueses sabem disso há mais de quatro anos.


E A CARAVANA PASSA


"Cavaco, faz opção de classe!"
João Pinto e Castro
No Verão de 75, o PCP mobilizava a Cintura Industrial de Lisboa; agora, a oposição aposta tudo na Cintura Judicial de Lisboa.
Os sindicatos dos juízes e dos magistrados do Ministério Público são o último reduto do proletariado revolucionário.
Blogue 'Jugular'

segunda-feira, 30 de março de 2009

CRISES E OPORTUNIDADES


Confissões de um propagandista desajeitado:
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«O DN acompanhou o ministro da economia num périplo de quatro dias por mais de 15 fábricas. Manuel Pinho distribuiu beijinhos, cumprimentou trabalhadores e nunca deixou de ouvir os pedidos dos empresários. "Se as eleições fossem só aqui, nem era preciso fazê-las. Eu ganhava com 80% dos votos", garante.»

domingo, 29 de março de 2009

BUZINÃO II


«O espectáculo "Crioulo, uma ópera cabo-verdiana", com direcção artística de António Tavares e música e libreto de Vasco Martins, começou ontem à noite com meia hora de atraso no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB). Com a sala esgotada, o primeiro-ministro José Sócrates e os seus convidados, que se sentaram no camarote VIP do CCB, entraram na sala às 21h30. O primeiro-ministro foi vaiado ao chegar à sala.»
Público

DE OUTROS



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António Barreto
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Público

sábado, 28 de março de 2009

TU QUERES É LULAS


É tão absurdo classificar os banqueiros em função das cores do cabelo e dos olhos, como absurdo seria condicionar os beneficiários do 'mensalão' à cor da pele ou ao número de dedos.
O dinheiro não tem preconceitos raciais.

CONHECIMENTO DO INFERNO




Bom dia.
Este é o blogue 'A Dita e o Balde' e eu não sou a Manuela Moura Guedes.
Notícia do dia:
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

UM IMENSO ADEUS


«- Mas o Governo não será obrigado por vezes, para bem da Nação, a governar contra a opinião pública? Não terá razão Eugénio d'Ors quando define e proclama a necessidade, em certas épocas históricas, da política de missão, aquela que procura salvar o povo contra si próprio?
- Sem dúvida - concorda Salazar -. Sobretudo quando se trata da falsa opinião pública, duma opinião pública levianamente formada, ocasional, caprichosa, filha de interesses momentâneos. A disciplina financeira que foi necessário impor no começo da ditadura pode servir-nos, ao mesmo tempo, para demonstrar a necessidade de ter o acordo da opinião pública e a necessidade de ir contra ela. Sem uma opinião pública superior não se poderia ter, certamente, equilibrado o orçamento, porque os sacrifícios pedidos, exigidos, foram grandes; mas, quantas vezes, não foi preciso evitá-la, contrariá-la nesta ou naquela medida mais violenta! Sobretudo, os governos nunca se devem escravizar à opinião das massas, sempre inferior e muito diferente da opinião pública da Nação. Em resumo, a opinião pública é indispensável ao governo dos povos, constitui, por vezes, um grande estimulante, mas nunca se pode perder, a bem da sua própria saúde, o controlo da sua formação.»

DE OUTROS


«Como se fosse possível dissociar a Eduarda Maio que é responsável numa estação do Estado (e do Governo) da Eduarda Maio que faz um anúncio contra os adversários do governo e da Eduarda Maio que fez um livro de pura propaganda do chefe do governo. O mais grave de tudo? Isto ter sido possível num regime democrático e ter como protagonistas jornalistas, ex-jornalistas, publicitários que deveriam ser cuidadosos e dirigentes empresariais que costumam ter cuidado com as matérias políticas. E foi possível devido ao ambiente de sufoco das liberdades, de acção continuada e extensíssima de uma central de propaganda do governo, e à cumplicidade, anestesia, medo ou complacência da classe jornalística nos media dos Estado. Só após quatro anos de um governo inimigo da imprensa livre e fautor da mais massiva propaganda do pós 25 de Abril, um anúncio destes pôde chegar à TV do Estado. Uma coisa assim não acontecia desde 1975. É uma lição sobre o ponto a que pode chegar, numa democracia, a propaganda e a “engenharia das almas” do tipo fascista.»
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Eduardo Cintra Torres
(Jornal de Negócios)

quinta-feira, 26 de março de 2009

JMFRP


Vi, ontem, o episódio de 'A Guerra' que me mostrou a vida e a morte no inferno de Madina do Boé. E, de repente, compreendi melhor aquele meu amigo que, durante dezenas de anos, me disse a frase que, estupidamente, sempre considerei excessiva: «Eu morri em Madina do Boé».
Gostava de poder dizer-lhe isto mesmo, mas agora é tarde. Num Outubro recente, mergulhou no rio Corubal e nunca mais foi visto.
Um dia, hei-de escrever o nome dele no memorial de Belém, ao lado dos dez mil que lá estão.
Prometo.
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PM

quarta-feira, 25 de março de 2009

PRÉMIO BALDE


«Eu limitei-me a dizer que as câmaras de gás foram um detalhe da história da II Guerra Mundial.»
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Jean-Marie Le Pen
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SAEM SEIS MILHÕES DE BALDES PARA O SR. LE PEN!!!

IMPRENSA COR-DE-ROSA


Então, meninas, este gajo malandreco que tenta apalpar a perninha da francesa não vos faz lembrar o actor Diogo Morgado?
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(Fotografia retirada de um programa de «apanhados» da SIC)

OS AMBIENTES



A minha condição de anti-salazarista primário, secundário e terciário nunca me levará a afirmar que o 'Botas' andou por aí a apreender livros, a torturar presos políticos, a matar pretos na guerra colonial, a dar tiros em Humberto Delgado.

Não. A execução desses trabalhinhos mais ou menos sujos estava a cargo de subalternos zelosos, muitas vezes gente anónima, que, além da promoçãozinha, a pouco mais aspirava.

O senhor presidente do conselho limitava-se a criar o ambiente para os deixar trabalhar. Simples.
De igual modo, e apesar da minha condição de anti-socratista primário, secundário e terciário (não gosto, definitivamente, não gosto de produtos filhos do cruzamento do 'Plástico' com a 'Plástica') nunca direi que o mais ilustre filho de Vilar de Maçada executou ou, sequer, ordenou os processos disciplinares da DREN, as visitas policiais aos sindicatos, a apreensão de livros, em Braga, os textos da publicidade da 'Antena 1'.
Não. Esses trabalhinhos continuam reservados para gentinha subalterna, zelosa, como sempre, impaciente, às vezes, que mais não quer do que um lugarzinho de chefia, uma presidência de junta, uma vereação, uma deputação.
O senhor presidente do conselho limita-se a criar o ambiente para os deixar trabalhar. E a mais não é obrigado. Simples.
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PM

E A CARAVANA PASSA


«A liberdade da imprensa mede-se pela quantidade de vitupérios que se dizem contra o governo, o PS e Sócrates, em particular, atingindo e levando por arrasto tudo o que se lhe chegue, ainda que de leve. Estranha concepção de democracia.»

Sofia Loureiros dos Santos
Blogue 'Defender o Quadrado'

DE OUTROS



«Para já não falar da atonia e da desorientação que têm marcado áreas tão vitais como as do livro e da leitura, do cinema e do audiovisual, em que não se vislumbram, ao nível da tutela do sector, quaisquer opções, orientações ou políticas. A política cultural tornou-se assim cada vez mais invisível, ilegível e incompreensível, ameaçando fazer, dos anos 2005/09, uma legislatura perdida para a cultura.
Este facto tornou-se ainda mais sério porque foi acompanhado por um conjunto de decisões imprudentes e mal preparadas, que rapidamente exibiram as suas múltiplas consequências negativas. Basta olhar, para o compreender, para as condições - que desafiam o sentido de interesse público - de cedência do CCB para a instalação da Colecção Berardo. Ou para a decisão de construir um inútil novo Museu dos Coches, ao mesmo tempo que os museus nacionais sobrevivem em condições dramáticas e são objecto de um garrote orçamental que, só em 2008, os privou de 72% das suas verbas de funcionamento, deixando-os à beira do colapso. Ou para a reforma da administração do sector (o Prace/cultura) que, feita sem o necessário conhecimento, estudo e ponderação, deu origem a estruturas mais burocráticas, mais ineficazes e mais dispendiosas, com con- sequências que - ao contrário do que se pretendia - na maior parte dos casos se revelaram contraproducentes, e em alguns se revelaram mesmo catastróficas, como aconteceu em várias áreas do património.»
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Manuel Maria Carrilho
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Diário de Notícias

UM IMENSO ADEUS


«Nas zonas selvagens do Illinois, entre a erva densa e alta e os vestígios deixados pelos veados, ecoa o uivar dos lobos. Antigos predadores escondem-se na noite escura para agredir as suas presas ou para fugir a quem os persegue. Não são as cintilantes luzes de Chicago, é antes qualquer coisa de primordial, qualquer coisa que resistiu quase imutável durante milhares de anos. Uma caça que nunca mais acaba. Uma caça na qual, de um momento para o outro, o caçador se pode transformar em presa. Aninhada no coração deste caos calmo fica a pequena cidade de Tuscola, onde habitam criaturas obscuras que lutam para sobreviver à antiga batalha.
Estão a ver aquelas coisas que se começam sabendo que se vai ser interrompido brevemente? E depois afinal não se é interrompido? E então continua-se, e a coisa começa a tornar-se interessante? Ora bem, foi o que me aconteceu a mim.
Acabo de apurar que há na net 2180 sites que mencionam «quiet chaos». Tentei abrir alguns, mas eram todos demasiado pesados e o meu telemóvel não conseguia. O único que consegui abrir foi este, e agora tenho uma definição de caos calmo: uma caça que nunca mais acaba, uma caça na qual de um momento para o outro, o caçador se pode transformar em presa. O que é que isto tem a ver com a minha vida? Pode ser interessante reflectir sobre esta questão. Mas primeiro pode ser interessante reflectir sobre a maneira como vim aqui ter.»

terça-feira, 24 de março de 2009

PRÉMIO BALDE


«Marquei pénalti por intuição»
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Lucílio Baptista
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SAI UM BALDE PARA O SR: ÁRBITRO!!!

DÚVIDAS FRONTEIRIÇAS


O Sr. Licenciado em Engenharia Pela Universidade Independente, José Sócrates, acompanhado por aquele ministro que sempre me faz lembrar o Simpson (pai), esteve, ontem, na empresa 'Energie' numa acção de propaganda a favor da energia solar.
Acontece que há por aí uns especialistas na matéria que dizem tratar-se de um embuste, dado que a empresa não fabrica painéis solares térmicos, mas bombas de calor accionadas a electricidade com apoio secundário em energia solar.
E, assim, lá ficamos nós, em questões de 'Ambiente', com mais uma dúvida existencial - a de saber onde fica essa linha imaginária e flexível, a que damos o nome de fronteira, entre o 'Amor' e o 'Interesse'.
Haja alguém que me esclareça porque a minha ZPE (Zona de Preocupações Existenciais - nada de confusões!) está a ficar saturada.
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PM

segunda-feira, 23 de março de 2009

«OS APANHADOS»


Estava eu sentado diante da pantalha, à espera que Silva Lopes respondesse às perguntas de Mário Crespo, como estava anunciado, e eis que me aparece, em sua substituição, o programa de «apanhados» «NÃO HÁ CRISE!».
Bom, de facto, se não há crise, não há razão para ouvir Silva Lopes. Mas, mesmo assim, senti-me «apanhado».
De qualquer modo, já ouvi dizer que os «shares» e os balanços da SIC estão em crise. Provavelmente, é porque há cada vez mais tele-espectadores que não gostam de ser «apanhados».

VELHOS CONTOS


Adoro a linguagem daqueles rapazinhos das agências financeiras. Sobretudo, quando anunciam que «os mercados trepam».
Dizem-no com o ar feliz de quem não sabe que foi «a trepar, a trepar» que os «mercados» sodomizaram os «investidores», em particular, e os contribuintes, em geral.
Coitados, talvez nunca tenham ouvido falar de brancas, costas, rendeiros, madoffes...