domingo, 31 de maio de 2015
MARCELO ENTRE OS RIOS
Na corrida para a presidência da Câmara de Lisboa, Marcelo atirou-se ao rio.
Na corrida para a presidência da República, o Rio atirou-se ao Marcelo.
Na corrida para a presidência da República, o Rio atirou-se ao Marcelo.
sábado, 30 de maio de 2015
GELATINA DE LARANJA
"Carlos Abreu Amorim fez hoje fortes críticas à actuação do governador do Banco de Portugal (BdP) no caso BES."
Sol - 26.11.2014
"O grupo parlamentar do PSD encara com naturalidade a nomeação de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, reconhece o mérito de Carlos Costa e a sua coragem num período extremamente difícil para Portugal e para o sistema financeiro português", afirmou Abreu Amorim.
Expresso - 30-5.2015
Sol - 26.11.2014
"O grupo parlamentar do PSD encara com naturalidade a nomeação de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, reconhece o mérito de Carlos Costa e a sua coragem num período extremamente difícil para Portugal e para o sistema financeiro português", afirmou Abreu Amorim.
Expresso - 30-5.2015
MAFIA, DROGAS, FIFA
"Authorities described international soccer in terms normally reserved for Mafia families or drug cartels, and brought charges under racketeering laws usually applied to such criminal organizations."
New York Times
DIVULGAÇÃO
Depois do sucesso das duas últimas edições, a Noite da Literatura Europeia regressa a 6 de junho ao Príncipe Real para festejar, em plenas Festas de Lisboa, a literatura europeia com um serão literário criativo e invulgar.
Ao longo de cinco horas, entre as 18h às 23hdesse sábado, vários atores portugueses vão ocupar espaços emblemáticos do Príncipe Real para realizar sessões de leitura que, na sua maioria, serão acompanhadas por escritores convidados pelos institutos europeus culturais sediados em Lisboa ou pelas embaixadas representativas. As leituras, de entrada livre e com uma duração entre 10 e 15 minutos, repetem-se de meia em meia hora para que o público possa visitar todos os espaços e assistir a todas as sessões programadas.
Os 10 escritores europeus presentes na edição deste ano são: Thomas Melle (Alemanha), Elfriede Jelinek (Áustria), Rafael Chirbes (Espanha), Salla Simukka (Finlândia), Chantal Thomas (França), Maira Papathanasopoulou (Grécia), Chiara Gamberale (Itália), Afonso Reis Cabral (Portugal), Simona Racková (República Checa) e Ioan Es. Pop (Roménia).
Os excertos das suas obras, com temáticas e estilos variados, entre a prosa, a poesia e o teatro, serão lidos por um ou mais atores em espaços como a Padaria São Roque, o Miradouro São Pedro de Alcântara, a Sala do Brasão do Museu de São Roque ou ainda o Palácio dos Condes de Ceia - Reitoria da Universidade Aberta, entre outros. Ao todo, participam no evento 15 atores.
A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa organizada pela EUNIC Portugal, uma rede de institutos culturais e embaixadas e pela Representação da Comissão Europeia em Portugal.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
AFIFA-LHE!
A FIFA? A FIFA é um apito dourado elevado ao absurdo, é um Euro 2004 à escala global, é a ONU da ladroagem.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
HAJA SAÚDE!
Maçonaria, Opus Dei e partidos políticos minam Hospital de Santa Maria
Lusa
O maior do país, está minado por uma teia de interesses conclui um estudo que avaliou a qualidade e funcionamento de seis instituições nacionais. (DE)
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
A CRISE
Stiglitz : « Aucune économie n'est jamais revenue à la prospérité avec des mesures d'austérité »

LIVROS & PRÉMIOS
Ministro da Cultura de Cabo Verde vence Prémio Literário Miguel Torga em Coimbra
O escritor e ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa, é o vencedor da edição deste ano do Prémio Literário Miguel Torga.
A decisão do júri de distinguir Mário Lúcio Sousa, que concorreu ao prémio com a obra inédita "Biografia do Língua" e sob o pseudónimo Mar, "foi tomada por unanimidade"
LIVROS & LIVREIROS
Um “personal alfarrabista” ao seu dispor

OBSERVADOR
Ler mais: http://observador.pt/2015/05/25/um-personal-alfarrabista-ao-dispor/
segunda-feira, 25 de maio de 2015
GOVERNO E FOLCLORE
"Fundámos o PDR não para engrossar o folclore partidário, mas para, justamente, ter soluções de Governo"
Marinho Pinto
Público 24-5-2015 às 7h e 19m
Marinho Pinto
Público 24-5-2015 às 7h e 19m
Confusão no PDR. Filiados de última hora, confusão, gritos e urnas fechadas
Os ânimos exaltaram-se, Marinho Pinto mandou suspender as votações e falou de um "assalto" ao partido por uma "multidão de uma confissão religiosa".
Observador 24-5-2015 às 18h e 20m
domingo, 24 de maio de 2015
DE OUTROS
Hoje a política é um espectáculo permanente. Com a omnipresença da televisão, cada frase, cada movimento precisa de ser pesado e calculado com antecedência e minúcia. Um elogio entusiástico à pessoa errada, uma “gaffe” em S. Bento, revelações despropositadas numa pretensa biografia podem arruinar — e frequentemente arruínam — a propaganda de meses. Como sucede então que o primeiro-ministro Passos Coelho, com a sua já célebre teimosia, persista em não se preparar para essa parte essencial do seu trabalho? Assessores não lhe faltam, nem lhe faltam meios. Porquê a reincidência num amadorismo destrutivo e patético? Na declaração improvisada, repetitiva e vácua? No comentário néscio? Numa biografia (Santo Deus!) que envergonha as pedras? Não leu, ninguém lha mostrou? Não faria mal a Passos Coelho levar a sua profissão a sério.
Vasco Pulido Valente
Público
sábado, 23 de maio de 2015
NOTÍCIAS DOS 'MERCADOS'
Banco de Portugal acusa 15 gestores do BES
Gestão ruinosa e prestação de falsas informações com dolo são algumas das acusações que recaem sobre administradores. Banco de Portugal tem provas de que Salgado ordenou por escrito falsificação de contas da ESI.
São 18 acusados e cinco ‘crimes’ detetados. É apenas o primeiro de cinco processos de contraordenação que o Banco de Portugal abriu sobre o caso BES. Ricardo Salgado é o principal visado.
EXPRESSO
O CURRICULUM DO RAMBO DE GUIMARÃES
Oficial da PSP acusado de mais agressões
Comerciante, adepto do Vitória, foi agredido e ferido pelo subcomissário Filipe Silva no final do jogo Guimarães-Braga, a 17 de abril. Apresentou queixa contra o oficial.
Polícia acusado de agredir jovem
Filipe Silva é alvo de queixa apresentada em fevereiro por pai de um menor.
CM
Comerciante, adepto do Vitória, foi agredido e ferido pelo subcomissário Filipe Silva no final do jogo Guimarães-Braga, a 17 de abril. Apresentou queixa contra o oficial.
Polícia acusado de agredir jovem
Filipe Silva é alvo de queixa apresentada em fevereiro por pai de um menor.
CM
sexta-feira, 22 de maio de 2015
UM BILHETE PARA ÉVORA
Às cenas bárbaras de Guimarães chamaria António de Oliveira, o Salazar, "meia dúzia de safanões a tempo". Acontece que aos safanões se seguiram as prisões do Aljube, Caxias, Peniche e o campo de concentração do Tarrafal.
E para que a história não se repita, é bom que o aprendiz de Carrajola faça um prolongado estágio em estabelecimento adequado.
Em Évora há celas vazias.
E para que a história não se repita, é bom que o aprendiz de Carrajola faça um prolongado estágio em estabelecimento adequado.
Em Évora há celas vazias.
DE OUTROS
O lixo
Há anos que a televisão (pública e privada) nos dá uma dieta diária de toda a espécie de crimes. Não há limite à violência que se julga própria para o nosso aprimoramento moral: de novos sobre velhos, de velhos sobre novos, de velhos sobre velhos, de novos sobre novos. A conversa sobre a necessária defesa das mulheres, sobre o “bullying” ou outras formas de barbaridade — uma conversa que nunca é coerente e nunca leva a nada — só serve para explicar que a televisão se tenha ultimamente convertido num emissor de lixo sem desculpa, nem sentido. De resto, além do crime, existe ainda o acidente, qualquer acidente, desde que apareçam imagens de sangue, desespero e destruição. E, quando não se encontram em Portugal, não faltam por esse mundo calamidades para encher o tempo.
Vasco Pulido Valente
Público
MPLA VERGADO
Rafael Marques e generais angolanos chegam a acordo
O jornalista angolano Rafael Marques, que estava a ser julgado por "difamação caluniosa" devido às denúncias de violação de direitos humanos nas explorações de diamantes das Lundas, presentes no seu livro "Diamantes de Sangue: Corrupção e Tortura em Angola", não verá ser-lhe aplicada qualquer pena. Os generais e as duas empresas de exploração diamantífera que se consideraram alvos de "injúrias" e processaram o escritor aceitaram esta quinta-feira fazer um acordo com a defesa, segundo relata o site Rede Angola.
EXPRESSO
Para ler o livro:
quinta-feira, 21 de maio de 2015
HISTÓRIAS DO FASCISMO 'MANSO'
OPINIÃO
Maio de 65, o encerramento da Sociedade de Escritores
ANTÓNIO VALDEMAR
Um levantamento da imprensa da época e a documentação policial e política na Torre do Tombo permitem avaliar clivagens muito profundas nos círculos intelectuais e que perduram até depois do 25 de Abril.
Na última década de salazarismo, maio de 65 ficou assinalado por um dos maiores atentados à cultura e à liberdade nas suas várias dimensões: o encerramento da Sociedade Portuguesa de Escritores. O pretexto legal foi a atribuição do Grande Prémio da Novela a Luandino Vieira, autor da obraLuuanda. O ministro Inocêncio Galvão Teles, no despacho que exarou, classificava Luandino Vieira “um indivíduo condenado criminalmente a 14 anos de prisão maior por actividades de terrorismo na província de Angola”.
Público
NOTÍCIAS DOS 'MERCADOS'
Seis bancos multados em €5 mil milhões por manipulação do mercado cambial
Seis dos grandes bancos mundiais vão pagar cerca de cinco mil milhões de euros no âmbito de uma investigação de manipulação do mercado cambial.
Cinco bancos - Citicorp, JP Morgan Chase, Barclays, The Royal Bank of Scotland e o UBS - deram-se como culpados, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano. Além destes cinco bancos, que foram alvo de várias penalizações por diversas autoridades judiciais, um sexto banco - Bank of America - foi multado pela Reserva Federal norte-americana.
EXPRESSO
A GRANDE OBRA DO MINISTRO 'COMPETENTE'
Falta de dinheiro e de pessoal colocam em causa rastreios ao cancro
A situação é "particularmente crítica no caso dos rastreios do cancro do colo do útero e do cancro do cólon e reto", diz a Direção-geral da Saúde.
As administrações regionais de saúde (ARS) sentem dificuldades em manter ou implementar programas de rastreios oncológicos devido, essencialmente, à falta de pessoal e de dinheiro, segundo um relatório da Direção-geral da Saúde (DGS).
"Existem muitas dificuldades na manutenção, alargamento e implementação de novos rastreios por parte das ARS que se prendem com motivos organizacionais, logísticos e de falta de recursos humanos e financeiros", conclui o relatório da Avaliação e Monitorização dos Rastreios Oncológicos Organizados de Base Populacional referente a 2014 e divulgado na quarta-feira no site da DGS.
DN
quarta-feira, 20 de maio de 2015
DE OUTROS
«A aldrabice tornou-se lugar-comum na vida política portuguesa; porém, tanto quanto a minha malvada curiosidade se recorda, nunca tinha assistido a este rebotalho moral. A pátria está de cangalhas, subordinada às ordens da Alemanha, vencedora, pela imposição económico-financeira, do que nunca obteve pelas armas. A asfixia dos povos mais débeis, através de uma estrutura ideológica sabiamente articulada, só era possível com a criminosa cumplicidade de governos desprovidos de espinha dorsal. No caso, Pedro Passos Coelho é um desses. Mas não é só este homem o responsável pela miséria portuguesa. Ele é o resultado, não a causa de uma doutrina experimentada há anos, no Chile, pelos Chicago Boys, de Milton Friedman, e que somou a violência ao empobrecimento dos chilenos, mascarados de paz e prosperidade, e sob o slogan capitalismo e liberdade. Estamos lembrados do apoio da senhora Thatcher, que recolheu o tirano e o protegeu, assim como de Ronald Reagan, e do inevitável dr. Cavaco. Estas coisas têm uma relação umas com as outras, e os rostos do "sistema" são inúmeros e vários.»
Baptista-Bastos
CM
Baptista-Bastos
CM
A GARGALHADA DO DIA
Surdos tinham de fazer prova de inglês que incluía ouvir CD
EMÍLIA MONTEIRO
Prova de Inglês previa que alunos com deficiência auditiva severa ouvissem o CD da oral em velocidade lenta. Não havia DVD para leitura labial.
JN
terça-feira, 19 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
MEMÓRIA
O senhor Águas
Há mais de trinta anos que não assisto a um jogo de futebol. Não conheço os estádios novos, vejo, às vezes, um bocadinho na televisão. Mas entre os dez e os vinte anos não falhava um jogo do Benfica. E não falhei enquanto Águas jogou. Claro que não era apenas Águas: era Costa Pereira, Germano, Ângelo, Simões, Eusébio, Cavém, o grande Mário Esteves Coluna que Otto Glória considerava o melhor jogador português, outros mais artistas que jogadores, como José Augusto, por exemplo, a todos estou grato pela beleza e a alegria que me deram, porém nunca admirei tanto um atleta como admirei José Águas. Para quê, portanto, ir ao futebol se ele já não se encontra no estádio? Era a elegância, a inteligência, a integridade, o talento, e ao pensar em escrever o meu desejo era ser o Águas da literatura. Vi Pelé, Didi, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Santamaria, tantos outros génios, no tempo em que o futebol não era ainda uma indústria nem os jogadores funcionários competentes, comandados por esse horror a que chamam técnicos: era pura criação, uma actividade eufórica, uma magia cinzelada, uma nascente de prazer, uma inspiração, um entusiasmo. Águas foi tudo isso e, muito novo, ganhou o respeito dos colegas, dos adversários, dos jornalistas da época, que os havia de grande qualidade, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Aurélio Márcio, Homero Serpa, tantos outros. Não jogava futebol: criava futebol, respirava futebol, inventava futebol, e teria sido um privilégio para mim conhecê-lo. Não para falar com ele, para o ouvir. A sua beleza física invulgar distinguia-o de todos os outros, a forma de se mover em campo era única, a autoridade sobre os companheiros natural e humilde. Os miúdos que iam comigo à bola chamavam-lhe senhor Águas, sem sonharem que era desse modo que Simões e Eusébio o tratavam, como tratavam Coluna. Senhor Águas, senhor Coluna. Reconhecíamo-lo, do alto do terceiro anel, no estádio de então, onde, de tão longe, os jogadores minúsculos, pelo modo de correr, se deslocar no campo, passar, rematar, reconhecíamo-lo pelos seus golpes de cabeça, inimitáveis, pelo sentido da ocupação do espaço, pela simplificada geometria do seu futebol. Não tinha a garra de Ângelo ou Cavém, a força de Coluna, o gigantesco talento de Eusébio, o poder do drible de Simões, a velocidade de José Augusto: era uma espécie de rei sereno e eficaz, um aristocrata perfeito. Até a andar os olhos ficavam presos nele, na harmonia dos gestos, no modo de ajeitar bola, e eu, criança de dez anos ou adolescente de quinze, pensava tenho de trabalhar mais esta página, ainda não chego aos calcanhares de José Águas. Escrever como ele jogava, com a mesma subtileza e a mesma eficácia. Escrever como a equipa do Benfica, umas vezes à Ângelo, outras à Germano, outras à Coluna, e finalizar à Águas. Nunca deve ter ouvido falar em mim nem podia adivinhar que um garoto qualquer o tomava não apenas como mestre de futebol mas como mestre de escrita. Só, mais tarde, certos saxofonistas de jazz, Bird, Coltrane, Webster, Coleman, Hodges, alguns mais, tiveram, sobre o meu trabalho, influência semelhante. Mas Águas foi o meu primeiro e indisputado professor: escreve como ele joga, meu estúpido, aprende a escrever como ele jogava. Como morava em Benfica via-o, às vezes, no autocarro do clube e ficava, pasmado de admiração, a fitá-lo. Isto lembra-me o meu irmão Nuno chegando a casa de dedo no ar
- Toquei no Eusébio, toquei no Eusébio
como provavelmente, eu o faria, porque na infância e na adolescência o futebol era, para além de uma aprendizagem do mundo, um prazer infinito. A cor dos equipamentos
(o meu amigo Artur Semedo:
- Não sou um homem às riscas, sou homem de uma cor só)
a entrada em campo, o hino, tudo isto me exaltava e fazia feliz. E as vitórias, comemoradas em Benfica com bebedeiras eufóricas. Uma das minhas glórias secretas, confesso-o agora, consiste em ter visto a fotografia do meu pai no balneário do hóquei em patins do Benfica, de ele ter estado no Campeonato da Europa de 1936, em Estugarda, com vinte ou vinte e um anos, e de brincarmos com uma caixa de lata cheia de medalhas, a que o meu pai não dava importância alguma e eu considerava inestimáveis. Há pouco, a minha mãe
- O que faço eu a isto?
exibindo-me uma espécie de troféu ou de placas num estojo, que alguns anos antes de morrer a Federação de Patinagem lhe entregou, juntamente com outras antigas glórias, e que me recordo de o meu pai, que não saía, ir receber com satisfação secreta. Mas, claro, eu era só filho do Lobo Antunes, não era filho do Águas, e ainda sei medir as distâncias. Portanto, o que vou eu fazer a um campo de futebol se ele já não joga? Seguir os funcionários competentes de um negócio? Assistir ao bailado dos técnicos? Ver a fantasia substituída pela sofreguidão, a ambição pela avidez, o amor ao clube pela violência idiota? Claro que continuo a querer que o Benfica ganhe. Claro que sou, como em tudo o resto, parcial, sectário, por vezes sem bom senso algum. Mas há séculos que não sofro com as derrotas e, sobretudo, não choro lágrimas sinceras com elas: estou-me nas tintas. Contudo voltaria a trotar, radiante, para assistir à entrada em campo de Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo, Cavém, Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas, Coluna e Simões, a agradecer-lhes o facto de me terem, durante anos e anos, colorido a existência. E talvez no fim do jogo, postado junto ao autocarro, quando os jogadores saíssem do balneário, o senhor Águas me apertasse a mão.
ANTÓNIO LOBO ANTUNES
VISÃO
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