Fica prometido: contemple-me a Santa Casa da Misericórdia com o euromilhões e a minha excentricidade será um canal de televisão vocacionado para o debate das grandes questões nacionais.
Os artistas já estão apalavrados:
ÉTICA, POLÍTICA E OUTRAS ARTES - José Sócrates e Miguel Relvas;
MERCADOS FINANCEIROS - Oliveira Costa e João Rendeiro;
ALIMENTAÇÃO, SAÚDE E BEM ESTAR - Isabel Jonet e Fernando Ulrich;
ASSUNTOS RELIGIOSOS - Fátima Campos Ferreira e Padre Frederico;
CIÊNCIAS DO TRABALHO E DA EMPRESA - António Borges e Belmiro de Azevedo;
PLURALISMO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL - Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes;
ASTROLOGIA, PALPITES E ADIVINHAÇÕES - Vítor Gaspar, Maya e Prof. Karamba;
ECONOMIA E OUTRAS DEMOLIÇÕES - Carlos Moedas e A. Merkel;
COELHOS E OUTROS ANIMAIS DE CAPOEIRA - Felícia Cabrita e Mário Crespo;
FUTEBOL - Pinto da Costa e Martins dos Santos;
LITERATURA - Margarida Rebelo Pinto, Júlia Pinheiro e Fátima Lopes;
ARTES PLÁSTICAS - Lili Caneças e María del Rosario Cayetana Paloma Alfonsa Victoria Eugenia Fernanda Teresa Francisca de Paula Lourdes Antonia Josefa Fausta Rita Castor Dorotea Santa Esperanza Fitz-James Stuart y de Silva Falcó y Gurtubay (duquesa de Alba);
SILÊNCIOS E RUÍDOS - A. C. Silva e Maria C. S.
sexta-feira, 22 de março de 2013
DE OUTROS
«O que está em causa em Portugal não é censurar um governo que nunca existiu. A urgência em Portugal não é a de baralhar as cartas gastas, para dar de novo. O inadiável em Portugal é permitir que o povo possa transformar a sua revolta em semente política de futuro. Os portugueses têm de ir às urnas para, serenamente, dizerem se querem, ou não, seguir pela estrada de destruição a que conduz a continuação do Ultimato da Troika. O que está em causa, de um lado, é a continuação de um governo de facto, localizado em Berlim e Bruxelas (em Lisboa existe apenas um holograma, vazio de substância), e que está a empurrar a União Europeia para um abismo, onde até a guerra poderá voltar a ser possível. Do outro lado, está o direito de os portugueses reclamarem o que é só seu: a faculdade inalienável de serem a fonte do poder soberano.
(...)
Um povo que se une na defesa da dignidade humana e dos direitos de cidadania, será o melhor antídoto que Portugal poderá oferecer a uma Europa intoxicada por uma chanceler que bebeu no leite a pedagogia do terror totalitário.»
(...)
Um povo que se une na defesa da dignidade humana e dos direitos de cidadania, será o melhor antídoto que Portugal poderá oferecer a uma Europa intoxicada por uma chanceler que bebeu no leite a pedagogia do terror totalitário.»
Viriato Soromenho Marques
DN
A CHOCA DE BRUXELAS
Durão Barroso pede desculpa aos russos: “Fui o último a saber”
O líder da Comissão Europeia está em Moscovo, onde participa na cimeira entre a União Europeia e a Rússia. Na reunião com o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, Durão Barroso deu explicações sobre o imposto dos depósitos no Chipre. Durão Barroso explicou que não puderam consultar a Rússia porque o acordo foi firmado já de madrugada. O presidente da Comissão Europeia chegou mesmo a reconhecer que foi “o primeiro a ficar surpreendido” com o imposto sobre os depósitos. Mais, Durão Barroso garantiu: “Fui o último a saber” da medida.
«I»
OS DIAS DIFÍCEIS DO 'PINTAS'
Sarkozy acusado por abuso de confiança no âmbito do caso Bettencourt
Ex-Presidente é acusado após acareação com mordomo da herdeira da L'Oréal. Advogado anuncia recurso.
Público
quinta-feira, 21 de março de 2013
DE OUTROS
«Mas a RTP (que tem o direito a contratar quem quiser) sabe muito bem que não foi buscar um comentador político para “alavancar as audiências”. Contratou (a custo zero) um jogador que vai fazer marcação homem a homem ao seu sucessor à frente do PS.
Para alívio do Governo, que anda a precisar de oferecer ao povo novas distracções que o façam esquecer a ressaca dos vinhos de Chipre.
Entramos assim na cena do ódio. Ou dos ódios.
José Sócrates sabe que muitos portugueses continuam a odiá-lo e vão fazer subir as audiências da RTP com um cesto de tomates podres ao pé do ecrã. O Governo também sabe (e se calhar acredita que José Sócrates não sabe).»
Miguel Gaspar
Público 21.3.2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
DE OUTROS
“O nó górdio à nossa volta é tão grande que ou há alguns compromissos sérios que façam frente à insensibilidade da troika, ou da tríade, como lhe queiram chamar, ou então estamos em grandes dificuldades”
Jorge Sampaio
A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO DOS CALOS
[Francisco]Continua a usar os sapatos pretos que trouxe de casa, não adoptou o calçado vermelho habitual.
RR
OUTROS FUNDOS MONETÁRIOS
Polícia faz buscas em casa de Christine Lagarde
EXPRESSO
A MINHA CAVALARIÇA É A LÍNGUA RELVESCA
Relvas vai além do acordo ortográfico
A adoção do novo acordo ortográfico no mundo lusófono parece condenada. Há Estados que recusam a adesão, personalidades ilustres que criticam o acordo e continuam a escrever como antes. Mas entre discussões e impasses há quem tenha avançado. O Governo português aderiu. E dentro do atual Executivo há quem avance ainda mais, parecendo querer replicar na gramática a receita económica do "ir além da troika". Miguel Relvas agarrou o dicionário pelos colarinhos e tratou de abrir novos mundos ao mundo lusófono. Primeiro, em entrevista à RTP em janeiro, defendeu que "ser visto e ouvisto" tem de ser um dos propósitos essenciais do serviço público. Esta semana - numa audição parlamentar, e a propósito de comparações entre a RTP, a SIC e a TVI -, argumentou que "ambas as três estão no mercado". Não sabemos se Pessoa estará a dar voltas no túmulo. Mas se fosse vivo é provável que também ele repensasse o conceito de "A minha pátria é a língua portuguesa" e acabasse a emigrar.
EXPRESSO
A adoção do novo acordo ortográfico no mundo lusófono parece condenada. Há Estados que recusam a adesão, personalidades ilustres que criticam o acordo e continuam a escrever como antes. Mas entre discussões e impasses há quem tenha avançado. O Governo português aderiu. E dentro do atual Executivo há quem avance ainda mais, parecendo querer replicar na gramática a receita económica do "ir além da troika". Miguel Relvas agarrou o dicionário pelos colarinhos e tratou de abrir novos mundos ao mundo lusófono. Primeiro, em entrevista à RTP em janeiro, defendeu que "ser visto e ouvisto" tem de ser um dos propósitos essenciais do serviço público. Esta semana - numa audição parlamentar, e a propósito de comparações entre a RTP, a SIC e a TVI -, argumentou que "ambas as três estão no mercado". Não sabemos se Pessoa estará a dar voltas no túmulo. Mas se fosse vivo é provável que também ele repensasse o conceito de "A minha pátria é a língua portuguesa" e acabasse a emigrar.
EXPRESSO
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