segunda-feira, 10 de julho de 2017

OS MILAGRES DOS SANTOS DA CAIXA

CGD: Ministério Público suspeita de favorecimento na concessão de créditos

Os investigadores falam em "prática de favorecimento" de empresários na concessão de crédito, omissão deliberada de passivos e de ocultação de incumprimentos pelos clientes. Actos de alegada "gestão danosa" durante os mandatos de Santos Ferreira, Faria de Oliveira e José de Matos.
O acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa sobre o pedido de levantamento de sigilo bancário na Caixa Geral de Depósitos (CGD), recusado pelo Banco de Portugal, entregue no Parlamento e a que o PÚBLICO teve acesso, revela a "suspeita de que a Caixa tem vindo a acumular, desde pelo menos da década de 2000, um conjunto de negócios consubstanciados em concessões de crédito, sem que as mesmas se revelassem colaterizadas por garantias bancárias adequadas". 
Num documento que procura justificar o acesso a informação sigilosa, como determinante para a investigação em curso, o Ministério Público acrescenta que os negócios em causa revelam por parte da gestão do banco público "uma deficiente análise de risco" e "negligência na observância dos níveis prudenciais adequados". Práticas que, dada a identidade dos clientes já apurada na investigação, podem "consubstanciar uma intencional prática de favorecimento de determinados agentes económicos em detrimento de outros, face às condições de acesso ao mercado de crédito".
Cristina Figueiredo e Pedro Ferreira Esteves
Público


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