segunda-feira, 24 de abril de 2017

SEMPRE ABRIL

COMO DEUSES BONS E MAUS CAEM OS TIRANOS

MAS JÁ OUTROS A HUMANIDADE SOBREVOAM,

ATERRAM DE MANSINHO E DOCES APREGOAM

A TOADA ENVELHECIDA DOS IDOS SUSERANOS.


A MODA É OUTRA  JÁ, A DOS TOXICÓMANOS

DE MEL EM ÊXTASE NOS HINOS  QUE APREGOAM,

OLHOS AO CÉU, RUBROS, LÂNGUIDOS ENTOAM

LADAINHAS  RETORCIDAS, OS BENTOS SOBERANOS


E VEM DESSAS BOCAS NUAS UM HÁLITO QUE FEDE,

SAI DESSAS TRIPAS ROTAS UM CHEIRO QUE EMPESTA

E A LIBERDADE, DE NOJO, ESCONDE A BELA TESTA


MAS, REPENTINAMENTE, SEM MEDO A ESPADA PEDE

E NA IRA SAGRADA, EM DESVARIO ARDENTE

APERTA O NARIZ, TRINCA O LÁBIO, CERRA O DENTE!


(O RESTO NÃO ESTÁ, FUGIU DESTE SONETO,

MAIS FÁCIL É DEDUZIR O QUE ACONTECEU…

FOI EM ABRIL QUE A TIRANIA SE RENDEU

A UM CRAVO POR FORÇA DE UM DECRETO!)

 Daniel Nobre Mendes

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