segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

OS JAVARDO-TRUMPISTAS

Três exemplos colhidos no jornal on-line Observador. Antes ainda da tomada de posse de Donald Trump, Rui Ramos escrevia: "…entre a intolerância, a mentira e o assédio, os anti-trumpistas vão praticando o que clamam que Trump fez ou fará mais tarde. Se estes são os defensores da democracia, então a democracia não precisa de inimigos". Segue-se José Manuel Fernandes, com Trump já na Casa Branca: "Nas últimas semanas assistimos a um assalto do ‘politicamente correcto’ que tratou de impor uma linguagem única que, mais do que corresponder a valores democráticos e humanistas partilhados por todos, correspondem à tentativa de impor uma agenda ideológica de ‘engenharia social’". Finalmente, Paulo Tunhas: "Mais depressa Trump fará coisas boas pelos Estados Unidos, e até pelo mundo, do que Costa o fará por Portugal".
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Se não fosse essa terrível ditadura da correcção política, Trump não teria existido, existiria sob uma forma menos imprevisível ou "perigosa" e, segundo os trumpistas mais acérrimos, não seria alvo da "intolerância, a mentira ou o assédio" (sic). De qualquer modo, consolemo-nos, ele fará mais pela América e o mundo do que Costa por Portugal! O horror a Costa parece ser simétrico da devoção a Trump…

Vicente Jorge Silva
Público

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