quarta-feira, 1 de abril de 2015
CENTENÁRIO
«Se olharmos para trás, percebemos como, com apenas dois números, a "Orpheu" fez mais pela cultura do que os milhares de exemplares de lixo vendido por tanta gente.»
Ana Cristina Leonardo
Expresso
terça-feira, 31 de março de 2015
LABORATÓRIOS
A Grécia está a servir de laboratório para a Alemanha da senhora Merkel, tal como a República espanhola de 36 serviu de laboratório para a Alemanha do senhor Adolfo.
E, agora, como nos idos de 36 do século passado, a Europa assiste, resigna-se e dispõe-se a assinar um novo acordo de abdicação. Talvez em Munique, para manter a tradição...
SUGESTÃO
Cerca de duas dezenas de contos inéditos de Fernando Pessoa são publicados na próxima quinta-feira, sob o título Estrada do esquecimento e outros contos, anunciou hoje a editora Assírio & Alvim
segunda-feira, 30 de março de 2015
E ASSIM FALA PINTO, O CREDÍVEL
«O dr. Rui Tavares é simpático, entrou no Parlamento pelo Bloco de Esquerda todo "vermelho", imediatamente "esverdeou", ficou com um mandato que não era dele. Não é o tipo de pessoa que possa trazer uma mais-valia de credibilidade à política.»
Marinho e Pinto
Expresso
Marinho e Pinto
Expresso
domingo, 29 de março de 2015
sábado, 28 de março de 2015
MANIFESTO
Os signatários, como tanta gente, indignam-se com a degradação de Portugal ao longo dos quatro anos da Troika. Constatamos os efeitos do esboroamento das regras constitucionais, enfraquecendo a democracia onde ela tem responsabilidade social – na justiça tributária, na segurança social, na escola pública, no serviço nacional de saúde – e reforçando uma distribuição cada vez mais desigual do rendimento, o desemprego, a precariedade e a pobreza.
Constatamos também que, depois destes quatro anos angustiantes, a corajosa resistência social que se levantou contra a austeridade pode não vir a produzir uma verdadeira alternativa política. À esquerda, quando é precisa convergência, acentuam-se dissensões. Quando é preciso mobilizar alternativas concretizáveis, ouvimos vozes de conformismo. Quando são urgentes programas detalhados para responder a cada problema, notamos superficialidade e palavras gastas. Quando é preciso responder à agressão dirigida por Merkel, com o Tratado Orçamental e a austeridade perpétua, encontramos submissão. Quando é preciso esquerda, ouvimos que é a vez do centro.
As esquerdas representam-se por vários partidos, aos quais compete, em exclusivo, a determinação da sua estratégia. Não nos incumbe, como signatários deste manifesto e com posições diferenciadas, interferir nessas decisões. Move-nos a obrigação de contribuir para uma solução de esquerda para Portugal, manifestando a nossa opinião, porque queremos promover diálogos com resultados.
Quarenta anos depois do 25 de Abril, com um milhão de desempregadas e desempregados, com a finança a cobrar um resgate que tem devastado a vida dos portugueses, com os contratos colectivos enfraquecidos, com a perda de acesso e de qualidade tanto na saúde como na educação e na cultura, com o risco anunciado de uma mudança da lei eleitoral feita à medida da perpetuação artificial do bloco central, as esquerdas não podem continuar a ser o que sempre foram. Resistir é pouco para salvar Portugal. Aguentar não é suficiente para mudar. Em nome dos trabalhadores, reformados e jovens, homens e mulheres, que no país continuam a sofrer, é preciso mais e queremos consegui-lo. O maior ataque que os direitos sociais e a democracia têm sofrido nos últimos 30 anos exige soluções corajosas.
Só a esquerda pode salvar Portugal, restaurar a esperança e reconquistar a democracia para resolver a crise, reestruturando a dívida em prejuízo da finança e assumindo a prioridade do emprego contra as imposições feitas em nome do euro.
Apelamos por isso a que os principais partidos da esquerda que recusa sem ambiguidades a austeridade, bem como milhares de independentes e activistas, se associem num pólo político, com uma resposta política clara para toda a gente. Um pólo de esquerda significa não somente afirmar uma razão mas também que passará a haver uma proposta de governo que quer disputar a vitória. O pólo das esquerdas unidas, que saiba merecer um resultado histórico, afirmar-se-á como a única alternativa para Portugal. Esse pólo ameaçará a bipolarização, mostrará a convergência de fundo entre o PSD e o PS em torno da austeridade – como fica claro na sua união na ratificação do Tratado Orçamental e dos mecanismos de subtracção de soberania a Portugal em matéria orçamental – e colocará na política as soluções que têm faltado. Nas eleições, esse pólo será a garantia de que um novo governo que aceite o Tratado Orçamental, com a continuação da austeridade e novos cortes contra os serviços públicos e o emprego, terá pela frente uma esquerda capaz de o substituir.
A direita trouxe o país ao empobrecimento e o PS limitou-se a prometer fazer melhor a mesma política nas mesmas restrições nacionais e europeias. Para ser governo, a esquerda tem de ser ruptura.
Ao apelarmos à constituição de um pólo político que tenha força bastante para enfrentar a inevitabilidade da austeridade e do mando do capital financeiro, queremos evitar que as esquerdas caiam na armadilha da resignação. Por melhores que pudessem ser os resultados de um ou outro partido, as eleições estarão perdidas para todas as esquerdas se, depois de três anos de Troika, o nosso povo tiver pela frente trinta anos de empobrecimento. As esquerdas ficarão reféns do voto útil e da alternância, a não ser que abram a porta para uma solução, comprometendo-se com uma proposta forte para salvar Portugal. Essa proposta é a esperança e trabalhamos para ela.
António Borges Coelho, historiador
Carlos Mendes, músico
Cláudio Torres, arqueólogo
Domingos Lopes, advogado
Fernando Rosas, prof. univ.
Guilherme Statter, sociólogo Isabel Allegro de Magalhães, prof. univ.
Jaime Teixeira Mendes, médico
Joana Lopes, doutorada em filosofia
João Correia da Cunha, médico
Jorge Leite, prof. univ.
José Neves, prof. univ.
Luís Bernardo, historiador
Luís Cília, músico
Luís Reis Torgal, prof. univ.
Manuel Carlos Silva, prof. univ.
Manuel Loff, prof. univ.
Mariana Avelãs, tradutora
Mário de Carvalho, escritor
Pezarat Correia, militar
Santos Cardoso, administrador hospitalar
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sexta-feira, 27 de março de 2015
O MENINO DE OURO DA FILOSOFIA
A conclusão de que o volume foi redigido por um professor universitário, um homem da mesma geração do ex-primeiro-ministro, terá resultado das escutas telefónicas a Sócrates, durante meses consecutivos. Quando o ex-primeiro-ministro foi detido, em Novembro, o mesmo catedrático já teria a incumbência de redigir um novo livro para surgir também sob a autoria de Sócrates, que se intitularia Carisma. Resulta também do teor das conversas entre os dois amigos que o verdadeiro autor da obra receberia contrapartidas pelo seu despojamento intelectual.
SOL
SOL
DE OUTROS
«Marcelo Rebelo de Sousa é um comentador (exclusivamente preocupado com a “apresentação” das políticas) a quem, ao fim de 30 anos de televisão, não se conhece uma convicção, um princípio, um objectivo.»
Vasco Pulido Valente
Público
«Acho que ele podia ser um bom Presidente. Eu votava nele.»
Cristina Ferreira
Expresso
Vasco Pulido Valente
Público
«Acho que ele podia ser um bom Presidente. Eu votava nele.»
Cristina Ferreira
Expresso
quinta-feira, 26 de março de 2015
AVISO
Envenenado cão do juiz Carlos Alexandre
Situação estará a ser averiguada por polícias envolvidos na segurança do magistrado para se perceber se o acto constitui ou não uma ameaça indirecta séria. Animal terá sido envenenado com remédio para ratos misturado em comida atirada para o quintal da casa.
Público
quarta-feira, 25 de março de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
UM IMENSO ADEUS
Morreu o poeta Herberto Helder
O maior poeta português da segunda metade do século XX morreu aos 84 anos.
SANGUE E CORRUPÇÃO
Tinta da China oferece livro de Rafael Marques para download gratuito
Editora quer apoiar assim o activista que começa esta terça-feira a ser julgado em Angola pelo que escreveu em Diamantes de Sangue
Público
segunda-feira, 23 de março de 2015
HARMONIA
"Todos sabemos qual é o papel do Governo português sobre Angola. É de total harmonia com os interesses corruptos e autoritários deste regime", disse à Lusa Rafael Marques.
DN
domingo, 22 de março de 2015
CONTAS ATRASADAS
Alemães admitem reparações de guerra à Grécia e um casal até já pagou a sua
A questão das indemnizações da II Guerra é dos maiores mal-entendidos entre Atenas e Berlim. Na Grécia é quase unânime que é legítima, na Alemanha a maioria acha que não era uma questão — mas algo parece estar a mudar.
Enquanto a guerra de palavras entre Berlim e Atenas decorre implacável e os alemães se dizem "fartos" das tácticas de negociação do Governo grego na crise do euro, levantam-se pela primeira vez vozes simpáticas para com a Grécia numa outra questão. Políticos de partidos mainstream alemães vieram agora defender que a questão das reparações da II Guerra Mundial pela brutal ocupação nazi da Grécia devia ser analisada e que Atenas deveria receber uma compensação.
A linha oficial da Alemanha sempre foi repetir que a questão está fechada, encerrada, acabada. Mas na semana passada, vozes da ala esquerda dos Sociais Democratas, que governam em coligação com a chanceler, Angela Merkel, e dos Verdes, na oposição, afirmaram que os gregos têm alguma razão na questão que têm levantado sucessivamente há vários anos.
Público
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