O nojento Frazão
Frazão, essa figura de duas caras que navega no espaço público a tentar tornar-se aceitável no clube restrito da política ao mesmo tempo que desata todo o ódio nas redes sociais, que insulta jornalistas e adversários sempre pela bitola mínima do “nojento” e dos “porcos”, é uma metáfora ambulante da hipocrisia do Chega. Num momento, grávido de sentido de Estado, no minuto seguinte metido dentro desse quadro impiedoso da miséria moral que é o filme Feios, Porcos e Maus. Frazão, o Nojento, assim ficará conhecido no seu bairro pela quantidade de vezes que usa o adjetivo, simboliza o que será o Chega se um dia tiver um pequeno naco de poder. Mesquinho, vingativo, ressentido, sempre na pele do pequeno e ridículo ditadorzeco imortalizado por Chaplin.
Eduardo Dâmaso
CM