

Carlos Moedas é um precursor. Foi-o na utilização intensiva de redes sociais para disfarçar a inexistência de trabalho e obra. Foi-o na política das perceções, que substitui o rigor das políticas públicas pela gestão de imagem. Foi-o na banalização da desinformação no debate político. Foi-o ao destruir todas as linhas vermelhas com a extrema-direita. E volta a sê-lo na cedência às mais caprichosas exigências do Chega. A relação tortuosa que mantém com a verdade, a ausência de convicções políticas e um oportunismo sem limites fazem dele o protagonista ideal de um casamento que já todos perceberam (a começar por ele) ser o futuro da direita. Como Passos Coelho, Moedas espera a sua vez.Daniel Oliveira (Expresso)