quarta-feira, 18 de março de 2026

MARCELADAS (BALANÇO PROVISÓRIO)

 

O Presidente Marcelo, nem sequer aceitando a substituição do primeiro-ministro, fez tábua rasa da estabilidade que apregoava e da vontade expressa pouco antes por uma rara maioria absoluta de eleitores. Mas, pior: ele, o guardião do regular funcionamento das instituições democráticas, caucionou um autêntico golpe de Estado institucional da magistratura sobre o Governo democraticamente eleito. E com isso assegurou o regresso do seu PSD ao poder e, de caminho, a ascensão às nuvens da extrema-direita, que ora nos ameaça.

Miguel Sousa Tavares  (Expresso)