segunda-feira, 3 de julho de 2017

O GOVERNO DA BALEIA AZUL

Afinal não foi a troika 
Para mim não é novidade nenhuma, foi matéria de que falei ad nauseam nos "anos do lixo": a troika foi usada como instrumento para proceder a mudanças qualitativas nas relações sociais correspondendo a um programa radical de direita, apoiado nalguns interesses económicos. Muitas medidas de que se responsabilizou a troika foram de exclusiva responsabilidade do governo Passos Coelho-Portas. Foi preciso um primeiro estudo publicado fora de Portugal, de Catherine Moury e Adam Standring, no European Journal of Political Research, e que deu origem a um artigo no Público, para se começar a perceber como a intervenção do "ajustamento" permitiu um programa de engenharia social, que nunca ninguém ousou enunciar, muito menos levar a votos. É também por isso que duvido que haja os registos, a que a lei obriga, das comunicações, emails, resumos de telefonemas, actas, entre o Governo português e a troika. Apesar de já ter suscitado várias vezes esta questão, inclusive num debate com o actual primeiro-ministro, tudo permanece em segredo, se é que há alguma coisa. Mas o que se vai sabendo já é bastante grave.

J. Pacheco Pereira
Sábado

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