domingo, 9 de julho de 2017

DOS PAIÓIS DA ERC AOS PAIÓIS DE TANCOS - RETALHOS DA VIDA DE UM MINISTRO QUE ESTÁ A MAIS

Ex-militante do CDS, ex-chefe de gabinete de Rui Moreira e amigo de Augusto Santos Silva, Azeredo não está, porém, a viver uma estreia em crises mediáticas. Entre 2006 e 2011 foi o primeiro presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, cargo para o qual foi escolhido após acordo entre o então PM José Sócrates e o líder da oposição Marques Mendes. Depois de eleito, viu-se envolvido em várias polémicas, algumas delas alimentadas por artigos de opinião com respostas contundentes a críticas que lhe eram dirigidas. Porque, justificou-se um dia, recusava-se a ter "uma posição institucional associada à atitude cristã, de levar uma bofetada e oferecer a outra face".
Entre as muitas 'bofetadas' a que teve de responder nesse período, três acabaram por marcar de forma mais clara o mandato. Sempre com o mesmo protagonista: Sócrates. Primeiro em 2006, quando investigou as acusações de censura na informação da RTP (após um artigo de opinião de Cintra Torres sobre a cobertura aos incêndios desse verão); depois em 2007, quando analisou as alegadas tentativas de controlo de jornalistas por parte do Governo de Sócrates (após o artigo do Expresso "Impulso irresistível de controlar"); e, por fim, em 2009, quando analisou o fim do "Jornal Nacional" da TVI, apresentado por Manuela Moura Guedes. Em todas elas a ERC inocentou o ex-PM, mas na última criticou os espanhóis da Prisa por interferência ilegal no afastamento da jornalista dos ecrãs a dias das eleições legislativas.
A. N.
Expresso

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