sábado, 3 de junho de 2017

LUZ & SOMBRA

Investigação à EDP e REN: António Mexia é um dos quatro arguidos

O presidente executivo da EDP foi indiciado por corrupção na investigação do DCIAP sobre as compensações que a empresa negociou em 2007 com o Governo de José Sócrates.
O presidente executivo da EDP, António Mexia, foi constituído arguido na investigação do Departamento Central de Investigação Criminal e Acção Penal (DCIAP) aos contratos entre o Estado e a EDP sobre rendas garantidas (os chamados CMEC). A notícia, avançada pela TVI e SIC Notícias, foi confirmada pelo PÚBLICO.
O administrador da EDP (e presidente da EDP Renováveis) João Manso Neto é outro dos quatro arguidos do caso, confirmou o PÚBLICO junto da PJ, mas poderão surgir outros.
O Ministério Público esteve esta sexta-feira a realizar buscas na sede da EDP, da REN e da consultora Boston Consulting Group, tendo anunciado entretanto que estão em causa "factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção activa, corrupção passiva e participação económica em negócio”.
Contactada, a EDP, que já tinha confirmado as buscas, escusou-se a fazer comentários sobre as eventuais acusações a Mexia e Manso Neto.
A SIC avança outro nome, o de Rui Cartaxo, actual presidente da administração do Novo Banco, que esteve na liderança executiva da REN até 2014.
Público

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