quarta-feira, 24 de maio de 2017

TV MACACA

 "Na noite e no dia seguinte à visita do Papa a Fátima, já não havia Papa na televisão. Havia Benfica, Benfica, Benfica, o misto Benfica-Salvador Sobral e Salvador Sobral. Se se tiver em conta a linguagem intensa que acompanhou a visita do Papa, em que cada jornalista e repórter parecia um padre, é interessante ver como a seguir a linguagem foi a de um adepto do SLB aos pulos e, depois, de um emocionado e nacionalista espectador de uma vitória pátria num festival de canções em que sempre perdemos. Sim, é verdade que é melhor ganhar do que perder e que não há problema nenhum em sentir felicidade e gosto pessoal nessas vitórias, mas a questão é que cada vez mais o discurso televisivo deste tipo de eventos é completamente acrítico, ausente de qualquer mediação e, desse ponto de vista, informa-nos pouco."
J. Pacheco Pereira 
Sábado

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