terça-feira, 7 de março de 2017

O GOVERNADOR (SALVO SEJA)

O nome é portuguesíssimo e banal: Carlos da Silva Costa. É o Costa do Banco de Portugal, governador e tudo. Nomeado por Sócrates (pouco abonatório), confirmado por PaSSos (pouco prestigiante).
No seu reinado, os feitos notáveis são o afundamento do BES, qual submarino gripado, o voo kamikaze do BANIF com aterragem forçada em Santander. Diz-se que o Montepio aguarda guia de marcha enquanto vê a banda passar cantando coisas de amor (ao BES).
Depois de tudo isto que há muito se sabia, vem a SIC, na reportagem de Pedro Coelho, "O Assalto ao Castelo", pôr a nu a forma displicente com que o Banco de Portugal tratou a questão, apesar de a tragédia estar há muito anunciada.
E que faz o Costa do Banco de Portugal, governador e tudo? Faz um colossal e épico manguito à possibilidade de demissão e agarra-se à cadeira como um náufrago se agarra à bóia.
Da competência da criatura falam os factos, mas o que, neste momento, interessa realçar é a sua coragem. Homenzinho corajoso!

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