sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ROTINA

Tomás Correia e Montepio arguidos em negócios de terrenos

Negócio imobiliário em Coimbra está no centro das suspeitas do Ministério Público, que constituiu 14 arguidos, incluindo o Montepio. Em causa estão suspeitas de insolvência dolosa e de burla.
No final de Janeiro o Ministério Público constituiu arguidos os presidentes da Associação Mutualista Montepio Geral, Tomás Correia, do grupo industrial Martifer, Carlos Martins, do ex-presidente do Finibanco, Humberto Costa Leite, bem como outros gestores e sociedades envolvidas. Sobre todos recaem suspeitas de insolvência dolosa e de burla qualificada, emissão de cheques sem provisão, acordos estabelecidos com intuito de não serem cumpridos e venda de terrenos, sem que estes tenham sido pagos ao proprietário inicial, para liquidar responsabilidades em incumprimento de terceiros.
No epicentro da decisão do Ministério Público de Viseu está um negócio imobiliário de venda de 30 hectares situados à entrada de Coimbra, conhecidos por Colinas de Vale Meão. E que correu a par da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada em 2010 pelo banco Montepio-Caixa Económica Montepio Geral, então presidido por Tomás Correia, sobre o antigo Finibanco, à data dos factos liderado por Humberto Costa Leite, do grupo Vicaima. Uma operação de 341 milhões de euros, 100 milhões acima das avaliações efectuadas.
Para além de Tomás Correia, o actual presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, que chefiou até 2014 o banco Montepio, e de Fernando Magalhães (Montepio), as autoridades apontaram outros arguidos: o ex-presidente do Finibanco, Humberto Costa Leite, o director financeiro Bessa Monteiro e Ricardo Henriques, os três ligados à Vicaima, com sede em Vale de Cambra. E ainda Carlos Martins, presidente da Martifer, e o seu colaborador Ricardo Henriques, bem como o empresário da Prestige José Pucarinho.
Público

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