quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A EUROPA QUE JÁ TIVEMOS

 
ADAM PIECZYNSKI

Tinha um futuro promissor à sua frente. Ella Lingens fora uma das alunas mais brilhantes da Faculdade de Medicina, casara com um colega e tinha um filho de caracóis louros que estava a aprender a balbuciar “mamã”. Acabou em Auschwitz, a trabalhar sob as ordens do “Anjo da Morte”, Josef Mengele. No dia em que passam 71 anos da libertação dos prisioneiros, e para assinalar um acontecimento histórico, o Expresso disponibiliza online um texto publicado originalmente a 28 de janeiro de 1995


1 comentário:

Daniel Nobre Mendes disse...

NA BARRIGA DA MINHA MÃE APRENDI A SER ANTINAZI E A SOFRER ATÉ AO DESESPERO DA IMPOTENCIA A QUALIDADE QUE AINDA HOJE ME ACOMPANHA- A DE SER, ATÉ AO FIM, ANTINAZI!

NA BARRIGA MATERNA EU JÁ SENTIA O GRITO LACERADO DE QUEM MORRIA POR ASSASSINIO ATROZMENTE ABJECTO PORQUE EU TAMBÉM ESTAVA EM Auschwitz E EM CADA PRISIONEIRO, EM CADA TRUCIDADO, EM CADA TORTURA, EM TODAS AS RAIVAS, E PRNCIPALMENTE, QUANDO, EM TODAS AS TENTVIVAS DE FUGAS, EU MORRIA, TAMBÉM, ASSASSINADO, ANTES DE NASCER!

NAQUELA BARRIGA DOCE COMO O MEL, QUENTE COMO UM NINHO DE LÃ MACIA, ACARICIADA POR DUAS MÃOS ARREPIDAS, SIM, NAQUELE ÚTERO DEVASSADO, EU FUI ASSASSINADO E ENTREI NA HISTÓRIA COMO UM CATACLISMO DE ONDAS DE NOJO E SEREI PARA SEMPRE UM ÓBITO GRAVADO EM Auschwitz!!!