quinta-feira, 3 de julho de 2014

SOPHIA

Acompanhei, pela televisão, a homenagem nacional a Sophia. 

Gostei das palavras de D. Manuel Clemente ("Eu rezo com as palavras de Sophia"), na capela do Rato, onde Sophia participou nas vigílias contra a guerra colonial. Gostei das palavras inspiradas de José Manuel Santos ("Não é ela que precisa de nós, somos nós que precisamos dela"), no elogio fúnebre da poeta maior, já no Panteão. Não ouvi, por razões óbvias, os discursos de uma senhora loura e do outro.

(Ficou-me uma nota amarga: as pessoas de cultura andaram dramaticamente distraídas, durante dez anos. E o termo de sepultura ficará para a história com as assinaturas de Aníbal António, Esteves e Coelho.  Sophia não merecia este castigo.)




2 comentários:

Daniel Nobre Mendes disse...

NAO FOI CASTIGO , FOI DESONRA E OFENSA A UMA GRAANDE MULHER QUE ESSAS BESTAS DESCONHECEM !!!!

Daniel Nobre Mendes disse...




daniel nobre mendes • 17 horas atrás



PARA SOFIA

OS CULTOS E INTELIGENTES DESTE PAÍS NÃO FAZEM PACTO COM OS MORTOS MAS REVIVEM NA POETISA A MULHER VIVA QUE SE ASSOMA À JANELA DOS SEUS LIVROS, QUER DE POESIA QUER DE PROSA E SE PROLONGA NA NOSSA HODIERNIDADE RUMO AO FUTURO DOS NETOS!
SOFIA CONTINUA A VALER PELO DESASSOMBRO POLITICO, PELA SENSIBILIDADE DE MULHER POETISA E PROSADORA E PELO NOBILISSIMO E DESTEMIDO EXEMPLO DE VIDA QUE SEMPRE FORAM O OURO MAIS PURO E BRILHANTE DE TODA A SUA EXISTÊNCIA!!!
O MUNDO SEM POETAS ERA UM DESERTO DE DIAMANTES SEM ÁGUA!!!