domingo, 10 de novembro de 2013

NOTÍCIAS DOS 'MERCADOS'

Ricciardi foi "impedido" de votar no Conselho Superior do Grupo Espírito Santo e abandonou reunião a meio

Há pelo menos um ano que se trava um conflito entre primos no Grupo Espírito Santo. No início discretamente, agora em plena praça pública, desde que na semana passada Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi se “digladiaram” na cúpula do Grupo Espírito Santo (GES).
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Guardar o machado de guerra não significa que as tropas fiquem amigas. Mas permitiria a ambos os lados, José Maria Ricciardi e Ricardo Salgado, ganharem tempo para, num contexto de menor turbulência, resolverem os seus problemas (nomeadamente do foro judicial).
Ricciardi é arguido em vários processos por suspeita de tráfico de influências (privatização da EDP), manipulação de mercado e abuso de informação privilegiada (transacções de acções da EDP Renováveis entre o BES Vida e o BES).
Já o nome Salgado surge associado a várias polémicas: diferendo com Álvaro Sobrinho, ex-presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), envolvido no escândalo Akoya; é acusado de ter recebido uma comissão de 8,5 milhões paga por um construtor da Amadora, por lhe ter aberto as portas em Angola (o que o banqueiro negou); corrigiu várias declarações fiscais; foi chamado pela justiça brasileira para prestar declarações no quadro do Mensalão. Controvérsias que têm sido notícia e que afectam a imagem dos dois banqueiros e das instituições que representam. (Público)