Numa altura em que a relação de confiança dentro do actual governo PSD-CDS está em crise, Santana Lopes vem dizer que quando ele era primeiro-ministro, Paulo Portas foi factor de corrosão do Executivo de coligação, tendo dado força à decisão de Jorge Sampaio de levar o país para eleições. Depondo Santana.
Portas, então também ministro de Estado, passava informações a Sampaio, que Santana desconhecia. «Hoje sei, através de declarações do então Presidente, que o CDS fazia chegar a Belém recados a demonstrar sentimentos contraditórios sobre a forma como as coisas estavam a correr ao Governo. Sampaio, aliás, acabava sempre por proteger Paulo Portas», escreve Santana Lopes no livro editado pela D. Quixote, intitulado Pecado Original.
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