sábado, 3 de dezembro de 2011

AS VICISSITUDES POR QUE PASSA UM RAPAZ DE ARGOLA NA ORELHA

«Se não sabe o que é o 'crowding out', vá aprender!» disse o Governador do Banco de Portugal àquele rapaz, o Galamba, que tem uma argola na orelha e foi promovido a representante do povo pela mão amiga e prestigiante de um tal José Sócrates, ex-aluno da Universidade Independente e, actualmente, frequentador de restaurantes finos e casas de moda parisienses onde se apresenta com o cartão de 'estudante de filosofia' (coisa fina e que esconde o doutoramento em engenharias de bancarrota e outras artes!).
Galamba, o rapaz da argola na orelha, surpreendido pelo açoite, respondeu timidamente: «Penso que o senhor foi deselegante de forma injustificada» e exigiu um pedido de desculpas que foi olimpicamente ignorado pelo Governador.
A cena passou-se numa comissão parlamentar onde, frequentemente, os convidados ou intimados têm direito a um tratamento de polé dado por uns senhores que se julgam importantes e poderosos e cujo comportamento oscila entre a arrogância e a arruaça (a ordem dada por Belmiro de Azevedo quanto à hora de início de uma sessão, prontamente acatada pelos senhores deputados, e o ambiente de cordialidade e simpatia criado à volta de Oliveira e Costa constituem excepções que confirmam a regra).
Independentemente da simpatia ou antipatia que possa sentir pelo economista Carlos Costa e pelas medidas por ele preconizadas para a saúde do sistema financeiro, acho que ele prestou um serviço ao país: mostrou que a cidadania deve ser exercida em quaisquer circunstâncias. Mesmo e sobretudo, perante aqueles que, comensais fixos à mesa do orçamento e episodicamente investidos em funções de 'soberania', se julgam enviados dos deuses para castigar os simples mortais que nasceram apenas para neles votarem e a eles servirem com impostos em dia e reconhecida submissão.
Gostei!