«O Tribunal de Contas (TC) revelou este sábado que o projecto Metro Mondego sofreu um aumento de custos quatro vezes superior ao inicialmente previsto e recomendou ao Governo que decida, com brevidade, sobre o destino da continuidade do investimento.Criada em 1994, a sociedade Metro Mondego, que integra o setor empresarial do Estado, tem atualmente como missão implementar o projeto de Sistema de Mobilidade do Mondego, que prevê a criação de um metropolitano ligeiro de superfície no Ramal da Lousã e dentro de Coimbra.
Num projecto que se arrasta há 15 anos, estão actualmente em curso as empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), correspondentes à Linha Verde, primeira fase do projeto, que representam um investimento de 130 milhões de euros, de um montante global de 447 milhões, que terminam no final do ano, com praticamente um ano de atraso.
Numa auditoria às contas da Metro Mondego, cujo relatório foi agora divulgado, o TC revela que o projecto sofreu um aumento de custos quatro vezes superior, tendo passado de uma estimativa de 122,8 milhões de euros, em abril de 1997, para 512 milhões de euros (mais encargos financeiros), em janeiro de 2011.
Agência Financeira