«O que se passa é que às vezes a opinião pública não existe. Uma sociedade dividida em grupos discrepantes, cuja força de opinião fica reciprocamente anulada, não dá lugar a que se constitua um mando. E como a Natureza tem horror ao vazio, esse vazio deixado pela força ausente de opinião, enche-se com a força bruta. Quando muito, pois, esta adianta-se como substituto daquela. Poi isso, se se quiser exprimir com toda a precisão a lei da opinião pública como lei de gravitação histórica, convém ter em conta esses casos de ausência e, então, chega-se a uma fórmula que é o conhecido, venerável e verídico lugar-comum: não se pode mandar contra a opinião pública.»