quarta-feira, 12 de maio de 2010

A ALEGRE CAMPANHA E A TRISTE MEMÓRIA


Recordemos:
Salazar viajou de Coimbra para S. Bento ao colo de militares.
Salazar, durante quarenta anos sempre teve o apoio dos militares de quem se serviu e manipulou nas mais diversas circunstâncias, da Presidência da República (Carmona, Craveiro Lopes, Américo Thomaz) ao mais obscuro instrutor da Legião Portuguesa, passando pelos comandos da GNR, PSP, PIDE (Homero de Matos, Silva Pais) e Censura.
Salazar, que mandava, ordenou a aventura da guerra colonial (dez mil mortos com nomes inscritos no monumento de Belém), os militares, que obedeciam, fizeram-na durante catorze anos.
Marcello Caetano, já em queda livre, ainda tentou agarrar-se às espadas ferrugentas da 'Brigada do Reumático'.
Houve excepções? Claro que sim: o general Humberto Delgado, o Capitão (a patente da 'Revolta de Beja' não é inocente) Varela Gomes e poucos mais.
E a heróica jornada do '25 de Abril' não conta? Conta, conta. Não sejamos injustos para os militares do PAIGC e da FRELIMO.