terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HISTÓRIAS DA CAROCHINHA PARA TOTÓS


Quando a brigada de homicídios entrou no quarto, era tarde. A mulher, esvaída em sangue em consequência da facada que levara na aurícula esquerda, onde chegara a faca de cozinha (brinde da revista VIP no já longínquo verão de 2005) exalara, momentos antes, o último suspiro.
O marido, agora já viúvo, com o fato de treino rosa-choque todo ensanguentado e com a faca assassina ainda na mão direita, rosnou, colérico, para os polícias:
- Vocês acabam de violar os meus direitos, liberdades e garantias com uma intromissão abusiva na minha intimidade. E é infame que, antes, tenham espreitado pelo buraco da fechadura. Vou entregar o caso aos meus advogados. É assim num Estado de Direito!