sábado, 8 de agosto de 2026
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
LER OU NÃO LER, EIS A QUESTÃO
Temos de trabalhar na promoção da leitura a todos os níveis. Em casa, os pais leem menos com os filhos. Queixam-se de que os miúdos não leem, mas eles também não. Ao crescer, uma criança tem de ver os pais a ler e os pais têm de passar tempo sentados com ela a ler, o que não acontece. Quando os miúdos aprendem a ler, os pais acham que devem ler sozinhos para treinar e deixam de ler com eles, o que é um erro tremendo. O tempo passado a ler em voz alta com os miúdos deve prolongar-se até o mais tarde possível. Isso ajuda a consolidar hábitos de leitura.
Regina Duarte
Ex-comissária do Plano Nacional de Leitura
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
O EX-MENINO BONITO DA MINISTRA DO CAOS
Exército abre processo disciplinar a Gandra d'Almeida
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
terça-feira, 4 de agosto de 2026
VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS INCOMPETENTES
Já disse 'a quem de direito': Quando acharem que estou doido varrido, internem-me no Ministério da Educação.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
domingo, 2 de agosto de 2026
CIRCO CHUNGA
Ventura diz que lhe assaltaram o gabinete e não faltou uma fotografia da Nossa Senhora no chão, com um terço pousado. Insinua que isso está ligado a Luís Neves. Mas o gabinete ficou aberto toda a noite, a segurança não ouviu nada e um deputado do Chega teve o instinto de aparecer às sete da manhã num parlamento em férias para tropeçar no crime e o filmar. Ou estamos perante um Watergate nacional, ou os refluxos de Ventura estão a ficar cada vez mais perigosos.
Daniel Oliveira (Expresso)
sábado, 1 de agosto de 2026
O ASSALTO
Quando um porco se instala num palácio, o porco não se torna príncipe, o palácio é que se transforma numa pocilga.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
"ÉTICA", NOVA MARCA DE PAPEL HIGIÉNICO
Noutro nível de exigência, talvez o ministro da Administração Interna tivesse de se demitir. Mas sendo a Spinumviva e a casa de Espinho as marcas deste governo, não vejo como isso se justifique. Com o que sabemos, o que levaria à demissão de Luís Neves nunca poderia permitir que Montenegro se mantivesse primeiro-ministro. Sendo que esta bitola ética foi uma escolha do país, nas últimas eleições.
Daniel Oliveira
Expresso
HOMÉRICA INGNURANÇIA
É um desfile de ignorância, e nem parece haver pudor. Desta vez, Cristina Rodrigues, deputada do Chega, indignou-se com o casting de Odisseia, de Christopher Nolan, que está agora nos cinemas. O filme, claro, resgata o poema épico de Homero, e Rodrigues indigna-se porque a escolha de Lupita Nyong'o “não tem rigorosamente nada a ver [sic] com a Helena de Tróia”.
“Parece-vos a Helena de Tróia?”, pergunta ela, com sorriso de risco ao lado e ar de quem acha que a figura existiu mesmo.
(...)
É um desgosto que o parlamento esteja reduzido a isto. Gente sem inspiração, sem estudo, sem rigor. Gente que não faz ideia do que é trabalhar, que trata o parlamento como um circo, que não se distingue de um influencer que viva de publicitar cremes no Instagram – gente a quem interessa fazer barulho e mais nada, e para quem o terreno democrático é apenas um palco pronto para conferir visibilidade. Gente que olha para uma figura mitológica que nasce a partir de um ovo e se indigna por não ter olhos azuis. Homero saberia lá inventar isto, mas Cristina Rodrigues sabe lá quem foi Homero.
Ana Bárbara Pedrosa
Expresso
quinta-feira, 30 de julho de 2026
PASQUINADAS TELEVISIVAS
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado. Falo da "informação" fornecida por canais e caneiros televisivos. Quase diariamente, repito: quase diariamente, lá vem no menu "informativo": entrevista com o político mais abjecto que a II República, até hoje, conheceu.
E o concerto de grunhidos lá vem. Quando não é no caneiro NOW, é na SICN; quando não é no caneiro CMTV é na CNNP.
Porra, senhores directores de "informação", mudem o 'chip', preocupem-se com o pluralismo. Dêem também tempo de antena ao 1143 e ao Armilar Lusitano. Eles também são filhos de Deus e até gostam de missas em latim.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
OBSERVATÓRIO DE COMÉDIAS CHUNGAS
Ventura diz que gabinete do Chega na AR foi invadido
PORCOGAL PRECISA DE UMA LIMPEZA
Deputado do Chega alvo de queixa por alegado subsídio indevido
Deputado do Chega Francisco Gomes alvo de queixa na Entidade de Contas e Financiamentos Políticos por suspeita de receber subsídio indevido.
A Entidade de Contas e Financiamentos Políticos recebeu uma queixa contra o deputado do Chega Francisco Gomes, que esta manhã foi visto, através das câmaras de vigilância a entrar no Parlamento às 7:00.
A denúncia anónima levanta a suspeita de o deputado, que tem residência na Madeira, ter recebido indevidamente o o Subsídio Social de Mobilidade, apesar de os custos das viagens serem integralmente pagos pela Assembleia da República.
Em causa podem estar crimes de enriquecimento ilícito, fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
A SIC tentou contactar Francisco Gomes, mas sem sucesso
SICN
O ESTRONDOSO FRACASSO DA RECEITA NEOLIBERAL
RTP
terça-feira, 28 de julho de 2026
O (NADA) ESTRANHO CASO DO PREÇO DO PITROL E SEUS DERIVADOS
Preço dos combustíveis volta a subir. Litro de gasóleo e gasolina ultrapassa os 2 euros
Galp lucra mais 44%, melhora estimativas anuais e dá mais resultados aos accionistas
segunda-feira, 27 de julho de 2026
SUGESTÃO
Dois livros — um de éditos e um de inéditos — publicados simultaneamente: Ser Livre em Português: Uma Antologia reúne dezenas de títulos publicados pelo autor, nomeadamente a grande maioria dos seus textos mais emblemáticos, como Comunidade, Crítica de Circunstância ou O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor. Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos é uma rigorosa recolha de textos conservados em espólios e no acervo da família, passando por esboços, correspondência, cadernos, crónicas e produção diarística, reflexos de uma aventura literária persistente.
«Não sei nada. Duvido de tudo. Desci ao fundo dos fundos, lá onde se confunde a lama com o sangue, as fezes, o pus, o vómito; fui até às entranhas da Besta e não me arrependo. Nada sei do futuro, e o passado quase esqueci. Li muito e foi pior.» — Luiz Pacheco, Comunidade
Edição de Rui Sousa e Sofia A. Carvalho
Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos (volume de inéditos)
A obra de Luiz Pacheco é muitas vezes lida em função dos episódios singulares e controversos que marcaram uma vida de intensa deambulação, que condicionou, seguramente, o desenvolvimento de alguns projetos, ao mesmo tempo que definiu um estilo literário peculiar e a escolha dos géneros literários mais adequados à expressão criativa do nomadismo físico e intelectual.
Essa circunstância biográfica convive com outros aspetos decisivos, embora menos lembrados, como a riqueza e a pluralidade dos âmbitos que explorou como leitor omnívoro, o rigor da atividade de editor dos próprios textos, as campanhas obsessivas de planificação e reelaboração dos projetos estruturantes da sua obra ou o carácter experimental dos diários, incluindo os que permanecem inéditos.
Textos Avulsos apresenta alguns exemplos dessa pulsão criativa, através de um trabalho de investigação no espólio pessoal de Pacheco à guarda da família, a que se acresce uma recolha de crónicas nunca reunidas em volume pelo escritor.
domingo, 26 de julho de 2026
"O governo é refém da bitola ética de Montenegro, Neves será refém da sua fragilidade"
Luís Montenegro foi, na prática, durante meses e quando já era primeiro-ministro, por via da sua empresa que apenas formalmente passou para o nome da mulher com quem vive em comunhão de adquiridos, avençado da Solverde, empresa de casinos que depende de concessões do Estado. Os eleitores decidiram, nas urnas, que nada disto tinha relevância política.
Não se pode aceitar ter, depois de tudo o que se sabe, Luís Montenegro como primeiro-ministro e esperar rigor ético abaixo dele. Se o limite é o crime, tudo o que esteja abaixo do crime não tem valor. Foi isso que os eleitores determinaram há um ano. Aceitámos um padrão, não podemos esperar que ele tenha um valor intermitente. Um primeiro-ministro não pode demitir quem não esteja muito abaixo da sua própria bitola.
Daniel Oliveira (Expresso)
sábado, 25 de julho de 2026
DISCURSO SOBRE O DELÍRIO NEOLIBERAL
Tendo visto com que lucidez e coerência lógica certos loucos (delirantes sistematizados) justificam, a si próprios e aos outros, as suas ideias delirantes, perdi para sempre a segura certeza da lucidez da minha lucidez.
Bernardo Soares
Livro do Desassossego


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