Padre [pedófilo] para vítima: “Estiveste bem. Deus gostou”
Ventura, Moedas e Montenegro estão do mesmo lado e com um discurso alinhado. A xenofobia e as razões do mercado levam, afinal, às mesmas conclusões.
Carmo Afonso (Público)
A par de Amélia Maria Polónia da Silva saem também três diretores de serviço do instituto.
Esta segunda-feira também houve uma demissão numa instituição sobre a qual a ministra Elvira Fortunato tem alguma responsabilidade: Joana Mendonça saiu da Agência Nacional para o Investimento (sic). [Deve ler-se Inovação]
TSF
A aquisição de 61% da TAP pela Atlantic Gateway de David Neeleman e a capitalização da companhia aérea, com base num negócio de compra de 53 aviões da Airbus, seria do conhecimento do acionista Estado, através da Parpública, empresa tutelada pelo Ministério das Finanças, à data liderado por Maria Luís Albuquerque.
Os 226,75 milhões de dólares em prestações suplementares que o empresário de nacionalidade norte-americana e brasileira colocou na TAP SGPS e que garantiram a privatização vieram diretamente da Airbus, como indica uma análise legal da Serra Lopes, Cortes Martins & Associados (SLCM) revelada pelo ECO. Dinheiro que terá sido entregue em contrapartida de um negócio de compra de 53 aviões ao fabricante europeu, fechado pelo próprio David Neeleman, e que segundo os advogados pôs a companhia aérea a pagar a sua própria capitalização, violando o Código das Sociedades Comerciais. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) tem já a decorrer um inquérito com base nestes indícios.
CNN Portugal
A TAP pode ter sido lesada em mais de 400 milhões de euros no negócio da compra de 53 aviões à Airbus. Segundo o jornal online Eco, o contrato foi feito por David Neeleman, anterior acionista da companhia.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta quinta-feira que Governo aprovou a privatização da TAP com "muita coragem" e associou o PS ao processo, afirmando que começou em 1997 com um executivo socialista. (Jornal de Negócios 11-6-2015)
TSF
“Graves irregularidades” detectadas há cinco anos na instituição estão em análise desde Maio na Segurança Social. Instituto diz que os auditores foram agora para o terreno.
A agressão a um jovem imigrante nepalês, feita por um grupo de jovens portugueses racistas e xenófobos, não aparece do nada. Há um discurso político que se repete à exaustão e que descreve estes imigrantes como personae non gratae, pelo que a existência de pessoas que se sentem no direito de os tratar como não-humanos é uma consequência desse discurso.
"Revolve-me as entranhas quando comparam a nossa antiga emigração à nossa atual imigração", afirmou André Ventura, na última Convenção do Chega. Num passado recente já tinha dito que "a imigração islâmica é um perigo para Portugal, é um perigo sobre as nossas mulheres e sobre as nossas cidades". E, em Lisboa, o deputado municipal do Chega Bruno Mascarenhas acusou os imigrantes que "invadem o país e a nossa cidade, aproveitando-se da nossa boa vontade, e ainda abusam porque conseguem que lhes paguemos casa, comida e ainda damos dinheiro".
Qualquer pesquisa num motor de busca com apenas duas palavras (Chega e imigrantes) nos revela de imediato de que é feito este partido. Não é o que foi dito uma ou outra vez, é um discurso que se repete como estratégia para ganhar votos pelo medo, promovendo um discurso de ódio que pode terminar, como aconteceu agora em Olhão, em violência física. Sem surpresa nenhuma, porque a violência é a marca de água da extrema-direita.
Paulo Baldaia (DN)