“O populismo autoritário não põe minimamente em questão o regime neoliberal da economia. Pelo contrário, favorece-o, na medida em que o Estado passa a ser um colaborador do mercado”
A questão do fascismo está a ser muito debatida nas ciências sociais neste momento, questionando-se se não seria mais apropriado falar de movimentos fascizantes. O debate não é fácil, porque o fascismo tem uma conotação histórica bastante clara, mas há características dos movimentos fascistas do passado que estão a ser reproduzidas de uma forma diferente na nossa contemporaneidade.
Cristiano Gianolla
(Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra)
