As sondagens têm registado uma subida das intenções de voto no partido Chafurda.
Lembro aos promitentes votantes no partido que se bate pelo advento de um regime suinocrático um velho ditado: "Quem não quer ser porco não lhe veste a pele".
As sondagens têm registado uma subida das intenções de voto no partido Chafurda.
Lembro aos promitentes votantes no partido que se bate pelo advento de um regime suinocrático um velho ditado: "Quem não quer ser porco não lhe veste a pele".
"Ronaldo autoexpulsou-se, eu espero que não haja razão alguma para o trazer de volta".
Miguel Sousa Tavares (Expresso)
Daniel Oliveira
Expresso
O crime, o assalto das 'sturmtruppen' do Chega à Rádio Universidade de Coimbra, tipificado e com pena prevista no Código Penal, foi cometido. A fascistagem exulta, e enquanto a Justiça (não) actua, recomendo aos indiferentes a leitura de dois livros recentemente editados (um em Portugal, "Weimar - A Vida à Beira da Catástrofe", de Katja Hoyer, outro em França, "La Bascule", de Johann Chapoutot). Ambos nos descrevem os dias decisivos antes do desastre total, quando a peste castanha preparava o assalto ao poder por via 'democrática', ambos serão úteis como sinais de alerta para consciências adormecidas.
Quanto à comunicação social cá da paróquia, pouco ou nada há a acrescentar ao que, a todo o tempo, apregoo e apregoarei até que 'a voz me doa': jornalistas são uma espécie em extinção (louve-se a dúzia deles que resistem e estrebucham), o tempo é de mercenários produtores de conteúdos e de hagiógrafos de todos os santinhos da Direita extrema e da Extrema-direita, assumidos ou camuflados, travestidos de comentadores que obedecem, caninamente, às ordens dos donos.
D. Sebastião, desaparecido em Alcácer Quibir, no ano da desgraça de 1578...
(...)
Bem pode o ministro da Economia, Castro Almeida, vir dizer que Cristiano Ronaldo é um “ativo inestimável para a projeção da marca Portugal”. Cristiano há muito que tem uma marca própria e que não é nacional, mas global e (legitimamente) o representa, a ele e à sua máquina, e não o País. E mesmo que seja um ativo nacional, há bastante tempo que deixou de ser consensual, para se tornar cada vez mais divisivo – e não apenas pelos seus casos e/ou desempenhos na Equipa das Quinas: o compromisso com o regime saudita, Estado que mantém o desrespeito pelos direitos humanos, bem como a sua aproximação a Donald Trump, terão introduzido, mal ou bem, um elemento de toxicidade num ativo até então completamente limpo.
Filipe Luís
Visão
Ler Mais: https://visao.pt/opiniao/2026-10-08-montenegro-pos-os-portugueses-a-aquecer-opiniao-de-filipe-luis/
”Conheço o André Ventura há alguns anos, mas conheço-o o suficiente para achar que tem bastante mérito e tem mostrado um poder de iniciativa notável"
Pedro Passos Coelho (Expresso)
Jorge Jesus não foi o primeiro selecionador com quem Cristiano Ronaldo teve problemas. Aconteceu com Fernando Santos, Paulo Bento e Carlos Queiroz. Só com Scolari e Roberto Martínez é que a relação foi boa do início ao fim.
Na tropa, sabe-se, a antiguidade é um posto, mas um velho capitão que abandona as tropas por não concordar com as decisões do coronel que lhe diagnosticou as diversas artrites não merece perdão e, muito menos, um pedido de regresso.
Nestas circunstâncias, só há uma saída digna: despromoção a soldado básico e expulsão das fileiras, a menos que os milhões das nikes da farpela e dos pés, mais os milhões de likes das redes sociais, associados a poderes ocultos que sempre acompanham os nababos, imponham a sua lei.
Provavelmente, é o que vai acontecer, tendo em conta que estamos no mundo dos infantinos, dos proenças e de outra gentinha nada recomendável que se verga facilmente ao poder do dinheirame e trata a decência como se trata uma bola de futebol - ao pontapé.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita e quatro altos funcionários sauditas foram acusados de cometerem crimes contra a humanidade. A acusação foi submetida a um tribunal alemão pela Repórteres sem Fronteiras, organização defensora da liberdade de imprensa. Em causa está a alegada participação de Mohammed bin Salman na morte de Jamal Khashoggi e outros crimes contra jornalistas.
RTPN - 2.3.2021
O príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, aprovou o assassínio em 2018 do jornalista Jamal Khashoggi, segundo um relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos passado à imprensa, indicou a EFE. (Observador) 25.2.2021
O comunicado de Ronaldo é uma peça extraordinária. Apesar de algumas vírgulas fora de sítio, é escrito com cuidado, bastante detalhado e objetivo. Percebe-se que demorou a ser produzido e que foi feito por um profissional. E é isso que surpreende. Como é que quem escreveu aquilo não percebeu que ia fazer de Ronaldo uma anedota mundial? O “The New York Times” fala em trapalhada trágica. O “The Spectator” chama-lhe o maior bebé chorão. A Cadena SER pergunta se C’Ego7 vai substituir a marca CR7. Como classificar alguém que exige a um treinador que diga “eu quero o Cristiano na seleção nacional; aliás, não quero pouco, quero muito; felizmente ele também acredita em mim”? O comunicado é um monumento ao narcisismo. Daí que insista na pergunta: como é possível que profissionais da comunicação exponham o seu patrão a este ridículo internacional?
Uma explicação é que a necessidade de adulação de Cristiano fez com que se rodeasse de bajuladores. Com isso perdeu a noção da realidade. É um problema comum.
(...)
Quando olhamos para Ronaldo, vemos que não se trata apenas de se ter rodeado de meia dúzia de yes men. A idolatria estende-se ao presidente da Federação e ao anterior selecionador, bem como a órgãos de comunicação social. É um sistema montado e comprado para o adorar. Com 41 anos e 8 meses e no banco, a distância entre o estatuto e o que consegue entregar é a ameaça ao ego de que os estudos falam. Tornar-se-á num case study. Ninguém caiu no ridículo como ele. Resta a consolação de, até nisso, ser o maior do mundo.
Luís Aguiar-Conraria
Expresso
Procurador-geral da República instruiu magistrados para recorrerem de decisões em que Ministério Público sofre consequências de não respeitar prazos. Tribunal Constitucional chamado a pronunciar-se.