Uma sugestão: desistamos da organização do Mundial em 2030
A questão é séria e de natureza reputacional: um Estado que quer preservar a sua decência deve manter um perímetro de segurança face à FIFA.
Pedro Adão e Silva (Público)
A questão é séria e de natureza reputacional: um Estado que quer preservar a sua decência deve manter um perímetro de segurança face à FIFA.
Pedro Adão e Silva (Público)
* Leia-se 'A Queda dum Bimbo'
Em causa estava uma publicação nas redes sociais em que o deputado do Chega lançou a suspeita de que José Manuel Pureza poderia ter praticado um “crime contra a liberdade e autodeterminação sexual”.
O deputado do Chega Pedro Frazão foi condenado, nesta quarta-feira, ao pagamento de uma multa e de uma indemnização, no total de quatro mil euros, por ter difamado, em 2021, o actual coordenador do BE, José Manuel Pureza.
José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, deu seguimento à queixa da Iniciativa Liberal contra André Ventura, por alegada entrada e filmagem sem autorização nos espaços reservados da bancada liberal. Aguiar-Branco remeteu o caso para a Comissão Parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados.
Nos últimos tempos, a insensibilidade humana – repito, insensibilidade humana e nem sequer só política -, a insensatez e o ridículo do primeiro-ministro e líder do PSD, são já boçais e insultuosos.
Eurico Reis (Sábado)
Como sabemos, José Augusto e António Simões foram grandes vedetas do mundial de futebol de 1966. Felizmente, continuam bem vivos e recomendam-se, facto que, olimpicamente, um tal Roberto Martinez, com uma ambiguidade de critérios incompreensível, não teve em conta, e foi decisivo para precipitar o afastamento da selecção, nos oitavos de final. Sim, porque com um trio de ataque constituído por José Augusto, Ronaldo e Simões, Portugal ganharia, sem dúvida, o Mundial dos Lares para a Terceira Idade. Alguém duvida?
Ronaldo, ou melhor, a sombra dele (o Ronaldo saiu de cena após a segunda época na Juventus), dono da selecção e, ao que parece, também dono da federação do pontapé na bola, quis dar uma conferência de imprensa. Deu e disse as baboseiras que, normalmente e com poucas excepções, caracterizam os discursos dos bípedes que do chulé fazem ouro.
Por detrás das pesadas portas de madeira de um prédio discreto no coração de Santiago, Chile, esconde-se uma história sombria. A casa no n.º 38 da Rua de Londres abriga o legado de dois homens cujas histórias pessoais atravessam continentes, nacionalidades e décadas de atrocidades: Augusto Pinochet, presidente do Chile, e Walther Rauff, oficial nazi das SS.
Este é o seleccionador de Cabo Verde. Fez um brilharete com jogadores do Chaves, Amadora, Portimonense e de outros clubes da terceira divisão.
Este julga-se seleccionador e, com jogadores dos melhores clubes do mundo, conseguiu formar uma equipa capaz de disputar o campeonato nacional da segunda divisão.
La guerra ha terminado. España está en ruinas. En el cementerio de Alicante exhuman los restos de José Antonio Primo de Rivera. Sus camaradas falangistas van a llevarlo a hombros hasta enterrarlo en El Escorial, morada de reyes, sepulcro imperial. Durante once días y diez noches, el cortejo fantasmagórico avanzará por pueblos y ciudades entre hogueras, escarcha, brazos enhiestos y propaganda: una epopeya fascista de 467 kilómetros para demostrar quién manda en la nueva España. Sin embargo, la guerra no ha terminado. Una memoria se está construyendo y otra memoria se quiere borrar. En esos días crudos del otoño de 1939, miles de vidas humildes sufren la zarpa de la represión. Presos, fusilados, exiliados, trabajadores forzados, internos en campos de concentración, maestros depurados, vencedores desgraciados para siempre. El régimen trata de esconderlos. Pero ahí están: presentes. Paco Cerdà, que trazó el rostro humano del 14 de abril, compone una vibrante sinfonía de posguerra. Con un coro de voces olvidadas por la Historia. Con el delirio megalómano de un mito ?José Antonio? al servicio de su amo: Franco. Presentes es un viaje al corazón de nuestras tinieblas. El conmovedor relato de quienes soñaron unos ideales jamás enterrados.
==============
(Que a editora Alfaguara lance rapidamente a edição portuguesa, é o que se deseja.)
Há por aí um caneiro televisivo, pertencente ao universo empresarial do nababo Cristiano Aveiro, baptizado com um nome em português moderno, NOW, que concorre ferozmente com o caneiro youtube do Chega/Chunga. Com assustadora frequência, quase dia sim, dia não, a propósito de tudo e de coisa nenhuma, lá temos o caneiro, percorrendo os caminhos desbravados pelo saudoso António Ferro, a amplificar os grunhidos do mussolinizinho do Algueirão.
Consta que dá audiências, e as audiências são o sonho molhado dos produtores de conteúdos, uma praga que veio substituir essa espécie cavernícola e em extinção que dá pelo nome de jornalistas. Que os deuses os protejam e a lavadura não lhes falte. Ámen.