segunda-feira, 9 de março de 2026

OS PASSOS DO COELHO

 

Passos Coelho, um messias com a visão de um mecânico

Eleger o Chega como putativo parceiro de Governo é o primeiro passo para se suspeitar que, bem mais do que mudar o país, o que Pedro Passos Coelho quer, de facto, é mandar no país.

Manuel Carvalho

Público


domingo, 8 de março de 2026

ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 


Ao lado da Espanha, porém, existe um país cujo MNE e o seu Governo, não só ofereceram livremente uma base aérea essencial no ataque ao Irão, como o ministro até conseguiu antecipar-se e ir ainda mais longe que a UE. Ele acusou o Irão de cobardia por ter atacado os vizinhos e não os Estados Unidos (a 12.000 km de distância, com mísseis que só alcançam 2500...) e por não ter atacado Israel — o que é redondamente falso, como toda a gente viu. Como falsa é a afirmação de que a base açoriana não foi utilizada em nenhuma acção de guerra (os aviões estariam em passeio...). As suas atrapalhadas explicações sobre a utilização das Lajes ao abrigo do Decreto-Lei 2/2017 ou do acordo luso-americano não conseguiram esconder a evidência de que nenhum deles foi respeitado. A “autorização tácita” ao abrigo do DL 2/2017 não é aplicável para a passagem ou estacionamento de armas, e a autorização abrigo do acordo, que ele diz que só foi dada mediante condições, não cumpriu logo a primeira delas: a de se tratar de resposta a um ataque do Irão (e que ataque foi esse?). Ouvi quem se atravessasse por ele, dizendo que Portugal não podia fazer nada mais do que aquilo que os Estados Unidos quiseram, sob pena de criar um incidente diplomático com eles. Talvez, mas então seria mais decente declarar logo que o acordo é uma fantochada e que tudo o que os EUA quiserem ou ordenarem, nós fazemos e obedecemos. Com Paulo Rangel, isso nem precisa de ser dito: este é o homem que passou dois anos em silêncio cúmplice com o genocídio de Gaza, que achou que o rapto do presidente da Venezuela foi uma acção “benigna”, que queria que Portugal integrasse o Conselho da Paz de Donald Trump, inventado para afundar de vez a ONU e num momento em que um português é seu secretário-geral, e o mesmo que foi a Madrid, a um comício eleitoral da direita espanhola, fazer uma patética figura aos gritos histéricos de “Espanha, no te mates!”, para apelar ao voto contra o partido no Governo, perante o espanto da própria audiência. E que agora tem o desplante de afirmar, para justificar a oferta das Lajes, que “não nos foi dito (pelos Estados Unidos) que ia haver uma operação militar”: com metade da Marinha e da Força Aérea americanas reunidas à volta do Irão, o nosso MNE pretende ter sido o único habitante do planeta Terra que não suspeitou que aquilo não seria para um simples desfile ou um passeio turístico! Paulo Rangel envergonha-nos.

Miguel Sousa Tavares  (Expresso)


SUGESTÃO

 


Um olhar revelador sobre o fim das democracias em todo o mundo — e um guia para as resgatar.

Bestseller do New York Times
A presidência de Donald Trump veio levantar uma questão que muitos nunca pensaram colocar: a democracia norte-americana está em perigo? Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, ambos professores em Harvard, dedicaram mais de 20 anos ao estudo da queda de democracias na Europa e na América Latina, e acreditam que a resposta para essa pergunta é «sim».

As democracias já não se desmoronam mediante uma revolução ou golpe de Estado, caem aos poucos, através do enfraquecimento das instituições fundamentais, como os tribunais e os órgãos de comunicação social, e do desgaste gradual de normas políticas de longa data. Mas nem tudo está perdido. O autoritarismo pode ser revertido.

O livro a ler sobre o atual estado da política norte-americana! Apoiados em décadas de pesquisa e apresentando vários exemplos históricos pelo mundo (Hungria, Turquia, Venezuela, Peru, entre outros países), os autores mostram como morrem as democracias e de que modo se poderá salvar a democracia norte-americana.

«Impressionante. Uma análise provocante dos paralelismos entre a ascensão de Donald Trump e a queda de outras democracias.» - Kirkus Reviews

sexta-feira, 6 de março de 2026

UM IMENSO ADEUS

 


Morreu António Lobo Antunes

PRIMEIRO TESTE PARA O NOVO MAI

 


Sete agentes da PSP detidos por suspeitas no caso de tortura da esquadra do Rato; MAI preocupado com o caso

Hugo Franco  (Expresso)

quinta-feira, 5 de março de 2026

quarta-feira, 4 de março de 2026

MAIS UM

 

Deputado do Chega acusado de violência doméstica nega agressões e relação amorosa com alegada vítima

Há queixas na GNR de ambas as partes. Mulher diz ter sido agredida. António Lobão diz que é mentira.  (CM)

SUGESTÃO

 


terça-feira, 3 de março de 2026

COM VERGONHA OU COM DESCARAMENTO, EIS OS AMIGOS DO CHEGA/CHUNGA

 

O regresso em força de Passos Coelho significa também que a direita assume a derrota nas presidenciais e confessa que vive dividida entre a aliança envergonhada de Montenegro com o Chega e a aliança descarada de Passos com Ventura.

Paulo Baldais  (Expresso)

segunda-feira, 2 de março de 2026

CHEGA!, DIZ O CONSELHO DA EUROPA

 


Conselho da Europa alerta Portugal para "necessidade de combater o crescente discurso de ódio e estereótipos" dos ciganos nas redes sociais


Expresso

domingo, 1 de março de 2026

O CHIMPANZÉ NOBELIZADO

 



Vá lá, dêem-lhe o Nobel da Paz. Ele merece.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O (DES)GOVERNO - VISTA PARCIAL

 


Este é o Governo onde tantos ministros sabem tão pouco. A antecessora de Luís Neves não sabia “o que correu mal” na resposta à calamidade, porque simplesmente desconhecia o que deveria ter corrido bem.

A ministra da Saúde, que folga as costas quando outros estão debaixo de fogo, não sabe explicar por que razão todos os indicadores do SNS se degradam, incluindo o dos gastos (a área “está num caminho de insustentabilidade financeira”, vaticinou ontem o oráculo Passos Coelho).

O ministro da Agricultura, mais um em tournée nacional para mostrar que o Governo “está no terreno”, chega a Coimbra para um encontro com autarcas e desata a perorar para a comunicação social, sem dizer água-vai aos presidentes de Câmara que o esperavam. Se não sabe o básico, haja alguém que o ensine. Foi o que fez Ana Abrunhosa com uma descompostura em público como nunca se viu um autarca dar a um ministro. Carregadinha de razão, como o próprio ministro admitiria.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, cuja única ambição parece ser receber o prémio de funcionário do mês da Casa Branca, garante que o acordo das Lajes não diz o que o acordo das Lajes diz. Lê-se no papel, preto no branco, que “qualquer utilização pelos EUA das instalações” das Lajes que não cumpra determinados requisitos “deverá ser objeto de autorização prévia”. Que requisitos? No essencial, utilizar a base no âmbito de missões ou operações militares aprovadas pela NATO ou por “outras organizações internacionais de que ambas as partes sejam membros”. E o que diz o Dr. Rangel quando os EUA utilizam as Lajes para um eventual ataque ao Irão sem qualquer mandato internacional? Que Trump pode fazer nas Lajes o que lhe aprouver.

Filipe Santos Costa

CNNP

O APELO QUE VEM DA POCILGA

 


“Temos que ouvir mais Pedro Passos Coelho."

André Ventura  (Expresso)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 



Advogada nomeada há duas semanas por José Sócrates renuncia à defesa


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

À ESPERA DE SEBASTIÃO KOELHO

 


Falhada a estratégia dos três salazares, será que há já "nevoeiro" suficiente para o regresso do D. Sebastião?

Eurico Reis
Sábado

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

MISTURA FINA

 


Apoios ao grupo neonazi 1143 e ao seu líder expõem afinidades no Chega

Dirigentes, candidatos, autarcas e membros do Chega apoiaram em público o “preso político” Mário Machado e o 1143, organização visada na Operação Irmandade, considerada criminosa pelas autoridades