Pelo elevado número de cabeças partidas que os diversos canais televisivos me vão mostrando, estou a ficar com a impressão de que há por aí 'chapas' que estão a confundir a praça do Rossio com a esquadra do Rato.
Pelo elevado número de cabeças partidas que os diversos canais televisivos me vão mostrando, estou a ficar com a impressão de que há por aí 'chapas' que estão a confundir a praça do Rossio com a esquadra do Rato.
'Para o Rossio imediatamente e em força', disse o Spinumvivo, inspirado no seu antecessor António de Oliveira, o Salazar. E o caso não era para menos: uma guerrilheira urbana autotransportada buzinou e um 'chapa', com um casal de orelhas a servirem-lhe de radares, camuflado no capim do Rossio, saltou para a picada e com uma rajada de esferográfica multou a perigosa terrorista, enquanto cantava o hino guerreiro 'Tal Como Angola, o Rossio é Nosso'.
O 'chapa' será condecorado com o porrete de ouro de 1ª classe, com palma, por feitos em combate, no próximo dia 18 de janeiro, dia mundial do Riso.
Agora, o diretor nacional que tomou posse há duas semanas prometendo o “respeito absoluto pelos direitos humanos” torna-se o justiceiro que manda bater de madrugada para fazer as vontadinhas a quem o nomeou. Eis o que resta do promissor Pedro Moura: um sabujo obediente, cujo crédito e carácter não resistiram 15 dias.
João Paulo Batalha (Sábado)
Ler mais: https://www.sabado.pt/opiniao/convidados/joao-paulo-batalha/detalhe/o-xerife-tramou-o-policia
Quão estranho é pensar num jornaleiro nascido na aldeia de Bogas de cima armado com uma caçadeira e cartuchos de dinamite pronto para combater nas montanhas asturianas por um país onde não nasceu?
Os protagonistas deste livro viviam em Espanha em Julho de 1936 quando eclodiu a guerra civil: são homens e mulheres que lutaram contra o golpe militar, que pegaram em ferramentas e armas de caça, que foram para as linhas de fogo com as roupas do trabalho. Nasceram em Portugal, mas foi em Espanha que constituíram família, que saltaram de emprego em emprego em existências precárias, que ganharam consciência política. E foi por esse país que sofreram e morreram, vítimas da justiça militar franquista e do vasto catálogo repressivo da ditadura.
A partir das suas histórias individuais, numa investigação transnacional que durou oito anos, A las Barricadas resgata da invisibilidade vidas de diáspora e resistência, dá nome e biografia a portugueses que foram presos, julgados e condenados à morte ou a longas penas de reclusão, repatriados, espoliados de bens e dinheiro, submetidos a trabalhos forçados e obrigados ao exílio.
Lá pelas Franças, o Emmanuelzinho Macronzinho, coitadinho, quer ser o Napoleão Bonaparte 2.0.
Por cá, no pobre Portugalório, o espinhoso cacique, a quem saiu, num jogo de casino, uma horta no palácio de S. Bento, tem um objectivo mais modesto: basta-lhe ficar na História como o intendente Pina Manique da era digital. Coitadinho.
"Há o Bastonário da Ordem dos Advogados e os advogados da ordem do bastão. O João Miguel Tavares não quis fazer o exame e não se submeteu a essa deontologia de uma forma clara. Tornou-se, ainda assim, solicitador do movimento, tratando dos registos e cobranças."
Manuel Cardoso
Expresso
Hans Frank, advogado de Hitler e governador-geral da Polónia ocupada, foi condenado e enforcado em Nuremberga em 1946. O filho mais novo tinha sete anos. Este livro é um testemunho feroz e um sarcástico libelo de acusação. Uma longa carta ao morto em que a memória de infância do autor, filho do criminoso de guerra, se converte em prova de acusação, transformando a impossibilidade de ternura em fúria.
Um acerto de contas sem perdão nem complacência; o retrato mais implacável que alguma vez um filho fez de um pai. Neste mês de Outubro assinalam-se os 80 anos da conclusão dos julgamentos de Nuremberga, tendo o pai de Niklas Frank sido condenado e enforcado no dia 14 de Outubro.
Ler entrvista com o autor aqui: https://visao.pt/entrevista-sem-agenda/2026-10-25-se-hitler-tivesse-dirigido-aquelas-frases-crueis-nao-contra-os-judeus-mas-contra-os-portugueses-o-meu-pai-teria-dito-exatamente-as-mesmas-coisas-com-a-mesma-crueldade-sobre-matar-portugueses/
A carga noturna revelou uma componente política, os polícias que nela participaram com contentamento vêm do mundo das redes sociais, de movimentos de extrema-direita infiltrados na PSP, que olham para aqueles manifestantes como escória da sociedade, a “esquerdalha”.
José Pacheco Pereira
Sábado
Conteúdo patrocinado
Expresso
Com as vedetas de Holliwood tão caras e lá tão longe, é compreensível que as empresas que operam na publicidade para o mísero mercado português se virem para as vedetas da SIC, mais em conta e aqui à mão.
Depois de Rogeiro, espero que as empresas de publicidade se lembrem de outras vedetas da estação de Paço d'Arcos, e até dou sugestões:
O Milhazes a promover uma marca de vodka,
o Luís Pedro Nunes a publicitar sapatos e relógios,
o Miguel Morgado a cantar os benefícios do Red-Bull-dá-te-asas,
a Maria João Avillez a recomendar os supositórios 'Passos Koelho',
a Clara Ferreira Alves a prescrever o Shelltox-mata-que-se-farta, como insecticida anti-esquerda,
o João Miguel Tavares a elogiar a moca de Rio Maior
e o Bernardote Ferrão a anunciar as vantagens das fraldas Dodot.
"Acho que eles são boas pessoas": Trump a favor de fuga de Flávio Bolsonaro e a família para os Estados Unidos