"A credibilidade do Chega ficaria "menos dois" caso se apurasse que o episódio foi simulado, arriscou Hugo Soares na SIC Notícias. E é neste contexto anormal, nascido na campanha eleitoral com o refluxo gástrico de Ventura que juntou ambulâncias e suspeitas de treta, que se somam suspeitas sobre se o crime na Assembleia da República terá sido real ou inventado.
Se for real é gravíssimo, se for inventado é mais grave que gravíssimo e se ficar tudo em águas de bacalhau é como dar trigo aos pardais, sendo que os pardais são o lamaçal. Falhar nesta investigação é bingo para o populismo do Chega, a vítima do sistema, da Justiça do costume, do centrão e da pouca vergonha, que só lá ía com três Salazares. Convém que PJ e Ministério Público se despachem a apurar quem vandalizou o gabinete do líder da oposição para roubar documentos comprometedores para o Governo e não será um trabalho de Hércules saber quem entrou na Assembleia da República nas horas-chave que antecederam o crime, num palácio vigiado, com PSP e GNR, segurança e protocolos de entrada e de saída."
Ângela Silva (Expresso)