sábado, 14 de março de 2026

NOTAS & MOEDAS

 

Carlos Moedas decidiu nomear a namorada do vereador do Chega Bruno Mascarenhas para um cargo numa entidade municipal. Tem de nos explicar como chegou ao nome de Mafalda Livermore para um cargo público. E tem de o explicar porque o contexto político em que essa nomeação aconteceu, depois de votos decisivos do Chega para aprovar o regimento da Câmara e o orçamento municipal, deixa evidente que, nem na distribuição de tachos em troca de favores políticos, cumpriu os mínimos.

Daniel Oliveira

Expresso

REVELADORAS AMIZADES

 

Estátua de Trump e Epstein agarrados como na cena de 'Titanic' colocada perto do Capitólio em Washington

Escultura com cerca de 3,5 metros de altura e pintada a dourado mostra o presidente dos EUA e o pedófilo já falecido.

CM

sexta-feira, 13 de março de 2026

UM IMENSO ADEUS

 



Morreu o escritor e jornalista Mário Zambujal

A POCILGA PRECISA DE UMA LIMPEZA

 

Polémica na Câmara de Lisboa: militante do Chega com império clandestino

Nomeada por Moedas para os Serviços Sociais da câmara arrenda casas com condições indignas a imigrantes ilegais. É namorada do vereador do Chega.


Ler mais: https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/polemica-na-camara-de-lisboa-militante-do-chega-com-imperio-clandestino

quinta-feira, 12 de março de 2026

O DIREITOLAS DAS SELFIES

 


A légua final dos dez anos de Marcelo na Presidência foi marcada por circunstâncias que fizeram dele uma sombra do que era. 1) o caso das gémeas tinha acabado de vez com o seu estado de graça; 2) anos a palrar de tudo e de nada tinham desbaratado o valor da sua palavra; 3) o comboio de dissoluções parlamentares (seriam, no total, três na Assembleia da República e mais duas nas regiões autónomas) recomendava maior contenção no uso desse instrumento de desestabilização política; 4) o regresso do PSD ao poder dava a Marcelo a possibilidade de se reconciliar com o seu partido de sempre, que o olhava com a desconfiança reservada aos “enfants terribles”. Este foi, talvez, o desiderato mais evidente do seu final de mandato. Reconciliar-se com a sua família política, o que poderá justificar a condescendência com que tratou sempre o Governo de Montenegro. Houve casos de incompetência atroz, com consequências trágicas, que nunca mereceram do PR a exigência de demissão que tinha feito no passado: por muito indecente e má figura que fizessem as duas ministras da Administração Interna, nunca o Presidente exigiu um “novo ciclo”, com a exigência de demissão que levou Constança Urbano de Sousa. Por muito evidente que seja o estado calamitoso em que está o SNS, com sucessivas falhas no INEM, clamorosa incapacidade de gerir recursos, e agora até a recomendação de contenção cega de custos, nunca Marcelo disse o que se impunha sobre uma ministra em cujo ministério acontecem coisas bastante mais graves do que a zaragata do assessor de João Galamba. Marcelo chutou sempre para canto, encolheu os ombros, falou por eufemismos, flauteou a voz. Como na canção, simplesmente não era o Marcelo that we used to know. 

Filipe Santos Costa

CNN (P)

PORCARIAS


 Cinco meses depois das autárquicas, Chega perdeu oito vereadores e substituiu três

A juntar à crise interna na Câmara de São Vicente, Chega já perdeu vereadores no Funchal, Gaia, Fundão, Marinha Grande, Lisboa, Coimbra e Mirandela. Em Ourém, Odemira e Azambuja, foram substituídos.

quarta-feira, 11 de março de 2026

PORCARIAS

 

Câmara de S. Vicente, na Madeira, à beira da implosão política. Presidente da autarquia - uma das três conquistadas pelo Chega nas últimas autárquicas - concentra agora todos os pelouros. PSD já se afirma preparado para eleições intercalares

Expresso

terça-feira, 10 de março de 2026

PASSE BEM

 

Chegaram ao fim os longuíííímos dez anos do reinado de Marcelo Rebelo de Sousa, o pior presidente da II República. Um decénio em que sempre foi difícil distinguir o Palácio de Belém do Coliseu dos Recreios; em que, com todas as manhas e disfarces, a esquerda foi afastada do poder, e uma Direita bimba e chica-esperta foi levada ao colo e depositada no Palácio de S. Bento; em que foram, objectivamente, oferecidos, com o precioso auxílio de um tal Costa, no papel de idiota útil ou de carreirista diplomado com distinção (ou nas duas condições), quarenta e oito deputados a uma agremiação de neofascistas.

Prometeu sua excelência retirar-se para a Califórnia. Pois que cumpra a promessa, vá e passe bem.

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

OS PASSOS DO COELHO

 

Passos Coelho, um messias com a visão de um mecânico

Eleger o Chega como putativo parceiro de Governo é o primeiro passo para se suspeitar que, bem mais do que mudar o país, o que Pedro Passos Coelho quer, de facto, é mandar no país.

Manuel Carvalho

Público


domingo, 8 de março de 2026

ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 


Ao lado da Espanha, porém, existe um país cujo MNE e o seu Governo, não só ofereceram livremente uma base aérea essencial no ataque ao Irão, como o ministro até conseguiu antecipar-se e ir ainda mais longe que a UE. Ele acusou o Irão de cobardia por ter atacado os vizinhos e não os Estados Unidos (a 12.000 km de distância, com mísseis que só alcançam 2500...) e por não ter atacado Israel — o que é redondamente falso, como toda a gente viu. Como falsa é a afirmação de que a base açoriana não foi utilizada em nenhuma acção de guerra (os aviões estariam em passeio...). As suas atrapalhadas explicações sobre a utilização das Lajes ao abrigo do Decreto-Lei 2/2017 ou do acordo luso-americano não conseguiram esconder a evidência de que nenhum deles foi respeitado. A “autorização tácita” ao abrigo do DL 2/2017 não é aplicável para a passagem ou estacionamento de armas, e a autorização abrigo do acordo, que ele diz que só foi dada mediante condições, não cumpriu logo a primeira delas: a de se tratar de resposta a um ataque do Irão (e que ataque foi esse?). Ouvi quem se atravessasse por ele, dizendo que Portugal não podia fazer nada mais do que aquilo que os Estados Unidos quiseram, sob pena de criar um incidente diplomático com eles. Talvez, mas então seria mais decente declarar logo que o acordo é uma fantochada e que tudo o que os EUA quiserem ou ordenarem, nós fazemos e obedecemos. Com Paulo Rangel, isso nem precisa de ser dito: este é o homem que passou dois anos em silêncio cúmplice com o genocídio de Gaza, que achou que o rapto do presidente da Venezuela foi uma acção “benigna”, que queria que Portugal integrasse o Conselho da Paz de Donald Trump, inventado para afundar de vez a ONU e num momento em que um português é seu secretário-geral, e o mesmo que foi a Madrid, a um comício eleitoral da direita espanhola, fazer uma patética figura aos gritos histéricos de “Espanha, no te mates!”, para apelar ao voto contra o partido no Governo, perante o espanto da própria audiência. E que agora tem o desplante de afirmar, para justificar a oferta das Lajes, que “não nos foi dito (pelos Estados Unidos) que ia haver uma operação militar”: com metade da Marinha e da Força Aérea americanas reunidas à volta do Irão, o nosso MNE pretende ter sido o único habitante do planeta Terra que não suspeitou que aquilo não seria para um simples desfile ou um passeio turístico! Paulo Rangel envergonha-nos.

Miguel Sousa Tavares  (Expresso)


SUGESTÃO

 


Um olhar revelador sobre o fim das democracias em todo o mundo — e um guia para as resgatar.

Bestseller do New York Times
A presidência de Donald Trump veio levantar uma questão que muitos nunca pensaram colocar: a democracia norte-americana está em perigo? Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, ambos professores em Harvard, dedicaram mais de 20 anos ao estudo da queda de democracias na Europa e na América Latina, e acreditam que a resposta para essa pergunta é «sim».

As democracias já não se desmoronam mediante uma revolução ou golpe de Estado, caem aos poucos, através do enfraquecimento das instituições fundamentais, como os tribunais e os órgãos de comunicação social, e do desgaste gradual de normas políticas de longa data. Mas nem tudo está perdido. O autoritarismo pode ser revertido.

O livro a ler sobre o atual estado da política norte-americana! Apoiados em décadas de pesquisa e apresentando vários exemplos históricos pelo mundo (Hungria, Turquia, Venezuela, Peru, entre outros países), os autores mostram como morrem as democracias e de que modo se poderá salvar a democracia norte-americana.

«Impressionante. Uma análise provocante dos paralelismos entre a ascensão de Donald Trump e a queda de outras democracias.» - Kirkus Reviews

sexta-feira, 6 de março de 2026

UM IMENSO ADEUS

 


Morreu António Lobo Antunes

PRIMEIRO TESTE PARA O NOVO MAI

 


Sete agentes da PSP detidos por suspeitas no caso de tortura da esquadra do Rato; MAI preocupado com o caso

Hugo Franco  (Expresso)

quinta-feira, 5 de março de 2026

quarta-feira, 4 de março de 2026

MAIS UM

 

Deputado do Chega acusado de violência doméstica nega agressões e relação amorosa com alegada vítima

Há queixas na GNR de ambas as partes. Mulher diz ter sido agredida. António Lobão diz que é mentira.  (CM)

SUGESTÃO

 


terça-feira, 3 de março de 2026

COM VERGONHA OU COM DESCARAMENTO, EIS OS AMIGOS DO CHEGA/CHUNGA

 

O regresso em força de Passos Coelho significa também que a direita assume a derrota nas presidenciais e confessa que vive dividida entre a aliança envergonhada de Montenegro com o Chega e a aliança descarada de Passos com Ventura.

Paulo Baldais  (Expresso)

segunda-feira, 2 de março de 2026

CHEGA!, DIZ O CONSELHO DA EUROPA

 


Conselho da Europa alerta Portugal para "necessidade de combater o crescente discurso de ódio e estereótipos" dos ciganos nas redes sociais


Expresso