Vá lá, dêem-lhe o Nobel da Paz. Ele merece.
A ministra da Saúde, que folga as costas quando outros estão debaixo de fogo, não sabe explicar por que razão todos os indicadores do SNS se degradam, incluindo o dos gastos (a área “está num caminho de insustentabilidade financeira”, vaticinou ontem o oráculo Passos Coelho).
O ministro da Agricultura, mais um em tournée nacional para mostrar que o Governo “está no terreno”, chega a Coimbra para um encontro com autarcas e desata a perorar para a comunicação social, sem dizer água-vai aos presidentes de Câmara que o esperavam. Se não sabe o básico, haja alguém que o ensine. Foi o que fez Ana Abrunhosa com uma descompostura em público como nunca se viu um autarca dar a um ministro. Carregadinha de razão, como o próprio ministro admitiria.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, cuja única ambição parece ser receber o prémio de funcionário do mês da Casa Branca, garante que o acordo das Lajes não diz o que o acordo das Lajes diz. Lê-se no papel, preto no branco, que “qualquer utilização pelos EUA das instalações” das Lajes que não cumpra determinados requisitos “deverá ser objeto de autorização prévia”. Que requisitos? No essencial, utilizar a base no âmbito de missões ou operações militares aprovadas pela NATO ou por “outras organizações internacionais de que ambas as partes sejam membros”. E o que diz o Dr. Rangel quando os EUA utilizam as Lajes para um eventual ataque ao Irão sem qualquer mandato internacional? Que Trump pode fazer nas Lajes o que lhe aprouver.
Filipe Santos Costa
CNNP
Dirigentes, candidatos, autarcas e membros do Chega apoiaram em público o “preso político” Mário Machado e o 1143, organização visada na Operação Irmandade, considerada criminosa pelas autoridades
O deputado do Chega Rui Afonso, líder distrital do partido no Porto, é suspeito de inscrever elementos do movimento neonazi 1143 e comprar votos para disputas eleitorais internas.
Margarida Davim (Visão)
Morreu. Paz à sua alma. Missa do 30º dia na capela da prisão onde se suicidou o filantropo Jeffrey Epstein.
Morreu. Paz à sua alma. Missa do 30º dia na capela da prisão onde se suicidou o filantropo Jeffrey Epstein.
O candidato presidencial André Ventura agradeceu aos eleitores que votaram em si nas eleições presidenciais "por acreditarem num país diferente".
SIC Notícias
E para terminar o tema André Ventura, e uma vez terminado também este ciclo infernal de quatro eleições em nove meses, é de esperar que as televisões agora nos dêem tréguas do homem, deixando de o acompanhar todos os dias, de manhã à noite, e correspondendo, sem falhar, a todos os pretextos e oportunidades que ele cria para ser notícia. De facto, nem recuando ao salazarismo tenho memória de algum político com tanto tempo de atenção mediática: no Estado Novo, tínhamos Salazar ou Américo Thomaz quase diariamente; agora, temos Ventura, infalivelmente, todos os santos dias. Não desfazendo nos seus méritos de tribuno, de populista e de demagogo, ele deve muito, muito mesmo, à infatigável presença de câmaras à sua volta, desde as saídas da missa até aos seus esforços a fingir que apaga incêndios.
Miguel Sousa Tavares
Expresso