domingo, 21 de junho de 2026

SUGESTÃO

 


Depois do primeiro volume dedicado ao tempo de Salazar (já na 3.ª edição): um livro sobre como a DGS de Marcello Caetano em nada diminuiu a violência e a atuação da PIDE.

A «evolução na continuidade» prometida em 1968 por Marcello Caetano nada alterou na temida e odiada polícia política do Estado Novo. Apenas mudou o nome: a salazarista PIDE passou a chamar-se Direção-Geral de Segurança (DGS).

A «primavera marcelista», que desabrochara com o fim da deportação de Mário Soares em São Tomé, começou a murchar 18 meses depois, quando o socialista foi compelido ao exílio em Paris.

Outra vítima foi o militante clandestino do PCP Daniel Cabrita, fundador e primeiro líder da Intersindical (atual CGTP), torturado, julgado e condenado, cuja mulher se suicidou quando ele estava preso na cadeia de Peniche.

À atenção e vigilância da PIDE/DGS continuava a não escapar ninguém: nem os sucessivos patriarcas de Lisboa, nem os sete oficiais que viriam a fazer parte da Junta de Salvação Nacional do 25 de Abril de 1974.

A violência da DGS atingiu o paroxismo nas colónias, testemunhada pela Cruz Vermelha Internacional: nas vésperas da revolução, em Moçambique, continuava a torturar, em massa e até à morte.

Estas são algumas das Histórias da PIDE que o jornalista José Pedro Castanheira investigou para o semanário Expresso, e que ocorreram durante a governação de Marcello Caetano. O primeiro volume incidiu sobre a época em que Salazar governava.

HOLOCAUSTO 2.0

 

“Israel esgotou por completo o crédito para alguma vez voltar a invocar o Holocausto”


Omer Bartov 

Historiador israelita nascido num kibbutz e especialista no Holocausto





sexta-feira, 19 de junho de 2026

ONDE JÁ CHEGA O NEONAZISMO INDÍGENA

 

Ricardo Araújo Pereira era um dos alvos dos neonazis do Movimento Armilar Lusitano


Movimento Armilar Lusitano equacionou atentado a Luís Montenegro


CM

quinta-feira, 18 de junho de 2026

E O CONGO CONGOU-NOS EM CIMA

 

Há muito que desconfiava, mas, agora, tenho a certeza: o grande nababo Cristiano Aveiro gosta de cães. De há uns tempos a esta parte tem um rafeiro chamado Roberto. Até aqui, tubo bem. O problema é que o Roberto, fiel e obediente ao dono, como qualquer canídeo que se preze, percebe tanto de futebol como o Mobutu, sargento da tropa e grande artista de várias e lucrativas artes, percebia de missas em latim.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

SOBRE FUTEBOLIXO

 


"Chamemos os bois pelos nomes: a FIFA é uma organização de fraquíssima reputação"


Augusto Santos Silva
Sábado



terça-feira, 16 de junho de 2026

A DOCE FRAGRÂNCIA NO CHIQUEIRO

 



André Ventura recebe oferta de 400 euros em maquilhagem e perfumes


CM

segunda-feira, 15 de junho de 2026

A prova de que o ridículo não mata

 


Se vivêssemos num mundo normal, o narcisismo patológico de Trump já o teria levado a ser internado numa instituição para doentes mentais.

José Pacheco Pereira

Público

domingo, 14 de junho de 2026

CARNEIRADA

 

“TER UM LÍDER FORTE NO GOVERNO É BOM PARA PORTUGAL MESMO QUE ESSE LÍDER NÃO TENHA EM CONTA O PARLAMENTO E AS ELEIÇÕES”

EXPRESSO

sábado, 13 de junho de 2026

BUFARIA COMO DESÍGNIO NACIONAL

 


Canal de denúncias será anónimo e vai receber queixas de quem quiser reportar fraudes na atribuição da PSU

Expresso

sexta-feira, 12 de junho de 2026

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O CÓDIGO DO ÓDIO


 "O classismo tem uma ordem: começa no fundo das escadas, pelos mais frágeis, e vai subindo. Como é sempre a elite que produz as verdades incontestáveis de que se faz o senso comum, cada degrau é mobilizado contra quem está abaixo, poupando sempre, para não ser invejoso, quem está acima. E nunca percebendo que é o próximo a ser pisado. O primeiro degrau é do imigrante. Vem abusar dos apoios, não se integra, não quer trabalhar. Isto sobre contribuintes líquidos da Segurança Social indispensáveis para a nossa economia. Contra ele, leis de imigração e da nacionalidade mais restritivas. O segundo degrau é do pobre nacional que recebe apoios. Está encostado, faz do subsídio uma vida, também não quer trabalhar. Contra ele, 15 horas de trabalho obrigatório em troca de um apoio social, como se o problema fosse a preguiça, não a pobreza. O terceiro degrau é do trabalhador descontente. É um obstáculo à competitividade, faz greve em véspera do feriado e, claro, também não quer trabalhar. Contra ele, uma contrarreforma laboral que fragiliza quem já tem tão pouco poder na empresa. Um Governo sem um programa de modernização do país só tem de apostar nesta tripla."

Daniel Oliveira

Expresso

quarta-feira, 10 de junho de 2026

ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 

Nascer do Sol

terça-feira, 9 de junho de 2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

BOA NOTÍCIA

 




Apesar do aumento do custo de vida, são muitos os portugueses a comprar livros na Feira do Livro de Lisboa, que decorre até dia 14 de junho  (Expresso)



domingo, 7 de junho de 2026

HAJA DEUS

 

Igreja protege padres dos abusos sexuais: Vaticano arquiva processos em investigação de sacerdotes ainda vivos

Decisões comunicadas sem que denunciantes tivessem acesso aos fundamentos do arquivamento.

CM

sábado, 6 de junho de 2026

SUGESTÃO

 


O essencial já foi dito, mas decerto ainda é preciso escrever mais um pouco, só mais um pouco.

De regresso ao romance e ao universo de Fernando Pessoa, Pedro Eiras segue o poeta português, qual detective no seu encalço, pelos cerrados anos de António Ferro e Salazar nos primeiros avanços do Estado Novo. Tempos de metafórico e espesso nevoeiro, em que talvez se possam reconhecer outras nuvens, bastante mais recentes: «Que resta dizer? Talvez apenas isto: que não se escreve uma investigação sobre o passado sem se ser movido pelo presente. E que não há uma única página desta narrativa – ambientada nos primeiros anos do Estado Novo – que não seja tingida pela sombra dos dias de hoje.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

"Edgar Morin, um mestre da resistência"



Edgar Morin, um mestre da resistência

Atravessou a tragédia do século XX, agiu como um sismógrafo detectando com agudeza as tendências da época, funcionando como um alarme que nos adverte dos perigos. Foi um nosso contemporâneo.

quarta-feira, 3 de junho de 2026