quinta-feira, 26 de março de 2026

ESPINHOSOS SEGREDOS

 

Spinumviva. Montenegro terá ocultado informações

Luís Montenegro terá ocultado informações a serviços do Estado aos quais pediu pareceres sobre o caso Spinumviva.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA, MONSTRUOSIDADE

 

Prisão preventiva para ex-candidato do Chega suspeito de pedofilia

Ficou em prisão preventiva um ex-candidato autárquico do Chega de Fafe. É suspeito de crimes de abuso sexual da própria filha. (RTPN)

quarta-feira, 25 de março de 2026

LARANJADA OU TUTTI FRUTTI?

 

Rede do ‘Tutti Frutti’ toma conta do PSD

Carlos Eduardo Reis ganhou a distrital de Braga. Bruno Ventura, apanhado em escutas, substituiu Ângelo Pereira, outro arguido do processo cuja instrução está a terminar.

CM

OS CRIADOS DO PUTIN

 

Ministro húngaro admite falar com russos (e não só) antes e após reuniões da União Europeia

Szijjártó tinha descrito como “notícias falsas” informações que agora confirmou. Acesso dos deputados da AfD a dados sensíveis da UE e possível transmissão à Rússia preocupa Berlim e Bruxelas.
DN


terça-feira, 24 de março de 2026

A POCILGA PRECISA DE UMA LIMPEZA

 

Candidato do Chega detido por abuso sexual de menor

Inspetores encontraram computadores e discos com centenas de ficheiros. Homem é ainda acusado de filmar uma mulher, sem autorização, em momentos íntimos. Vítimas têm ligações familiares ao suspeito.

Ler mais: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/candidato-do-chega-detido-por-abuso-sexual-de-menor

O HITLER DEMENTE

 

"Mais perigoso do que um Hitler americano é um Hitler demente": psiquiatra diz que Trump é "narcisista maligno"

segunda-feira, 23 de março de 2026

sábado, 21 de março de 2026

A BANALIZAÇÃO DO NACIONAL-PORQUISMO

 


A normalização do racismo e da xenofobia nunca se fica pela bolha políticaComeça no Parlamento, continua na rua, nos cafés e nos transportes públicos, segue para as instituições e para o Estado, instala-se nas políticas públicas e acaba, quando se transformam em senso comum, a ser ensinados a adolescentes como valores da comunidade. Hannah Arendt explicou como as maiores ignomínias só foram possíveis quando o impensável foi banalizado. É a isso que estamos a assistir. Uma geração educada pelas redes e ensinada a aceitar o racismo como um mero ponto de vista oferecer-nos-á as tragédias do futuro.

Daniel Oliveira  (Expresso)

sexta-feira, 20 de março de 2026

OS PASSOS DO COELHO


 "Seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo.

Passos Coelho deixou uma herança maldita no PSD, mais funda do que se pensa: o abandono da identidade social-democrata, que mal ou bem tinha sobrevivido até Cavaco Silva. O Governo Passos-Portas-troika foi mais do que um Governo de “necessidade” imposta, foi uma experiência de engenharia social que só não foi mais longe devido às limitações que o Tribunal Constitucional colocou à governação e ao falhanço da tentativa de mudar o programa do PSD que foi entregue à direita radical. Foi isso que significou “ir além da troika”.

Muitas das ideias que hoje estão encarnadas no Chega e na Iniciativa Liberal foram aplicadas pela governação de Passos, em particular a colocação como alvo da austeridade da classe média que tinha ascendido da pobreza pela acção do Estado. Este processo de elevador social era um elemento fundamental do pensamento de Sá Carneiro, e correspondia à tradição social-democrata e à doutrina social da Igreja, a de que o funcionamento do capitalismo e do mercado não eram eficazes no combate à exclusão e à injustiça social, que devia ser uma função garantida por um Estado com um programa que olhasse para a desigualdade e para as suas raízes. O último momento em que o PSD fez uma séria tentativa de aplicar este programa social-democrata foi o Plano de Erradicação das Barracas, com Cavaco Silva.

Mas, como sempre acontece, Passos deslocou o PSD para uma direita radical, atacando a função pública, colocando os “jovens” contra os seus pais e avós com a ideia de uma “justiça geracional”, atacando os sindicatos e retirando direitos aos trabalhadores, privatizando tudo o que pôde, parando apenas quando o travaram, como aconteceu com a Caixa Geral de Depósitos, e fazendo pagar a austeridade aos sectores da sociedade que tinham recentemente saído da pobreza, num processo que tenho classificado como o de “pai lavrador – filha professora primária – neto universitário”. O bloqueio do elevador social em Portugal, como noutros países da Europa, foi um dos factores do ascenso do populismo e da extrema-direita após a crise financeira da banca, que acabou por ser paga por aqueles que nenhuma culpa tinham da ganância que a motivou. Schäuble, um dos seus autores, reconheceu que errou e pediu desculpa, cá nada disso aconteceu.

Mas as políticas moldam os partidos e o PSD nunca mais foi igual. Os discípulos de Passos que não foram para o Chega nem para a Iniciativa Liberal – e muitos foram – estão hoje à frente do PSD, da direcção do partido ao grupo parlamentar. Mas são, de facto, menos “reformistas” no sentido de Passos (e, diga-se de passagem, do Chega), porque são mais tacticistas e perceberam o desgaste eleitoral do Governo Passos-Portas-troika na base eleitoral do PSD, perdendo a juventude para a Iniciativa Liberal e os mais velhos ou para a abstenção, ou para o Chega.

Porém, com ou sem “linhas vermelhas” e “não é não”, é à direita que hoje o PSD está confrontado com a diluição das suas fronteiras sociais-democratas. Essas fronteiras já tinham soçobrado em vários momentos, nas regiões autónomas e na competição com o Chega no mais perigoso tema da imigração. Embora a questão da imigração seja real e tenha havido muitos erros na governação socialista e na incapacidade de reconhecer que havia aqui um “problema”, o modo como Montenegro e o Governo a defrontaram significou um upgrade do discurso do Chega que, a partir daí, dominou a agenda política, e foi o melhor serviço que foi prestado ao Chega. A combinação de uma declaração solene do primeiro-ministro em horário nobre com a rusga hipermediática na Rua do Benformoso, o complemento da declaração dramática de Montenegro, foi sem dúvida o factor mais relevante na ascensão do Chega, que viu a sua visão estrutural da imigração impor-se pela acção do Governo.

Passos está aqui em completa sintonia com a dinâmica do Chega e o Portugal que daqui sairia seria o da direita radical, do Vox a Trump, uma espécie de institucionalização de uma guerra civil como a que já hoje se passa nos EUA

A sombra e a motivação para o frenesim declaratório de Passos, que não tem outro sentido senão um regresso, não se sabe muito bem como, são o chamado “pacote laboral”, a “reforma” que está presente por detrás das suas declarações sobre o falhanço reformista do Governo. Não é por acaso que o “pacote laboral” é a motivação de Passos, embora o alcance da sua acção seja mais vasto. O primeiro passo de Passos é a pressão para um acordo parlamentar de fundo entre o PSD e o Chega e a Iniciativa Liberal, e qualquer acordo sobre a legislação laboral é sempre um acordo de fundo. Depois, esse acordo que daria a maioria às políticas da direita radical mostraria quem manda em Portugal, revelaria a irrelevância da esquerda, a começar pelo PS, e abriria caminho para outros acordos, a começar pelo Tribunal Constitucional e na revisão da própria Constituição. Passos está aqui em completa sintonia com a dinâmica do Chega, e o Portugal que daqui sairia seria o da direita radical, do Vox a Trump, uma espécie de institucionalização de uma guerra civil como a que já hoje se passa nos EUA.

Por isso, o pessimismo da inteligência deve ser nestes dias mais forte do que o optimismo da vontade. Se esse optimismo se dirigir para o combate duro a este caminho, será bem-vindo. É também por isso que seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo."

José Pacheco Pereira  (Público)

quinta-feira, 19 de março de 2026

A PROMOÇÃO DA SUINICULTURA

 

"Dê-me o controle dos media e farei de qualquer país uma vara de porcos."

quarta-feira, 18 de março de 2026

ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 



Sócrates com três advogados num só dia de julgamento da Operação Marquês

MARCELADAS (BALANÇO PROVISÓRIO)

 

O Presidente Marcelo, nem sequer aceitando a substituição do primeiro-ministro, fez tábua rasa da estabilidade que apregoava e da vontade expressa pouco antes por uma rara maioria absoluta de eleitores. Mas, pior: ele, o guardião do regular funcionamento das instituições democráticas, caucionou um autêntico golpe de Estado institucional da magistratura sobre o Governo democraticamente eleito. E com isso assegurou o regresso do seu PSD ao poder e, de caminho, a ascensão às nuvens da extrema-direita, que ora nos ameaça.

Miguel Sousa Tavares  (Expresso)

segunda-feira, 16 de março de 2026

ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 


“Primeira-dama” não violou direitos

 de autor, mas designers esperam

 que vista português

“Primeira-dama” não violou direitos de autor, mas designers esperam que vista português
O vestido que a mulher do Presidente da República, Margarida Maldonado Freitas, usou na tomada de posse continua a ser comentado, quer pelo valor da peça Valentino (perto de cinco mil euros), quer pelas alterações que fez ao modelo, retirando os botões originais para colocar uns de filigrana com corações de Viana. A “primeira-dama” — cargo não oficial — não infringiu os direitos de autor, explica a professora de Direito Lígia Carvalho Abreu, mas “pode haver uma ofensa à identidade criativa”


Público

PORCARIAS

 

Chega contra Chega: Rita Matias pede demissão de vereador Bruno Mascarenhas

Público

domingo, 15 de março de 2026

O PREÇO DO PETRÓLEO

 

Ataque a escola que matou quase 200 crianças feito pelos EUA, segundo AP

RTPN

Trump admite que subida do preço dos combustíveis dá "muito dinheiro" aos EUA

SICN

SUGESTÃO

 



NÓS, FILHOS DE EICHMANN (1988) reúne duas cartas - a primeira escrita no rescaldo da leitura de Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt, e a segunda nos anos 80 - dirigidas ao filho mais velho do infame responsável pela logística das deportações nazis. Günther Anders diz não pretender revisitar o passado recente, mas evitar a repetição da monstruosidade e falar ao presente, a uma humanidade que a todo o momento pode recair na barbárie. Porque o avassalador progresso técnico converteu o mundo numa máquina de tal forma complexa, que excede a compreensão dos que nela participam e oculta o carácter lesivo de acções quotidianas, abrindo o caminho para a falência moral que nos transformará a todos, peças da engrenagem, em filhos de Eichmann.