Movimento de mulheres conservadoras nasce com aval do Chega e com olho nas bandeiras evangélicas
O Chega nunca fez uma aposta declarada no eleitorado mais religioso e evangélico, mas a colaboração com a direita brasileira e a criação de um movimento onde deputadas do partido abraçam a dimensão religiosa da sua atividade política pode indicar uma vontade em procurar outros eleitorados
A primeira reunião aconteceu no passado dia 11 de julho no Palácio Valenças, monumento na vila de Sintra que faz parte do espólio da Câmara Municipal. Rita Matias, dirigente do Chega e vereadora em Sintra, foi a mestre de cerimónias.
(...)
Além de Rita Matias, estiveram no evento as deputadas Madalena Cordeiro, Cláudia Estevão e Lina Pereira, a militante Madalena Pereira, presente ao longo de diferentes campanhas do partido, e a professora universitária e ‘ministra-sombra’ Teresa Nogueira Pinto, cuja notoriedade tem aumentado nos últimos meses, com uma crónica regular no Expresso, um podcast de autora e um espaço de comentário na SIC Notícias.
Teresa Nogueira Pinto, que está no governo-sombra do Chega com a pasta da Cultura e que participou no evento como oradora convidada, fica agradada com a existência de uma nova estrutura que desafia o que diz ser a “hegemonia” do feminismo progressista no espaço público.
Hélio Carvalho (Expresso)