2013 – os piores
Cavaco Silva – O Presidente da República inventou uma nova maneira de interpretar o seu etéreo cargo: a ausência. Não se mostra, não fala, não faz nada. Isto, como se calculará, é um método para evitar sarilhos: os dele e, sobretudo, os do país. Acabou, com o tempo, numa espécie de fantasma, em que já ninguém acredita. Ele também não se importa. Conta os dias para a reforma definitiva.
Passos Coelho – Governa Portugal como governaria a JSD. Com muita balbúrdia, muita incoerência, uma espécie de entusiasmo juvenil, e discursos de acaso que não fazem geralmente sentido. Há quem julgue que ele conspira. Conspira sempre contra si próprio quando abre a boca.
José Sócrates – Voltou do exílio de Paris, com um “mestrado”, persuadido, o pobre, que se tinha transformado em filósofo. Na televisão serve umas parlengas para exaltar o seu génio político e discutir assuntos que toda a gente ignora. Precisava de mais publicidade para andar contente.
Poiares Maduro – Um novo estilo de ministro. Não se sabe para que serve, não se percebeu ainda em que actividades misteriosas passa tempo, apresenta de quando em quando um plano absurdo para a RTP. Mas parece feliz. Pelo menos, ao contrário de Relvas, pode apresentar um currículo académico esmagador. Está lá em casa numa gaveta.
Vasco Pulido Valente
Público


