Passos Coelho apresenta um 'manifesto' contra “os adversários da família”, “a ideologia de género” e “a cultura de morte”
Ao destruir Gaza, Israel destrói-se por dentro, e para fora.
Alexandra Lucas Coelho (Público)
Acontece, porém, que a medida foi tomada quando o país já se encontrava confrontado com um momentoso problema de estética que atinge profundamente o orgulho nacional: a apresentadeira e administradeira da TVI, Cristina Ferreira, tem, segundo alguns, os pés feios. A princesa da Malveira ficou muito incomodada e metade da portuguesaria não o ficou menos.
E sobre isto o que fez o governo? Até ao momento, nada. Nem sequer nomeou um designer para conceber uns sapatos que escondam os aleijões dos calcantes da nossa glória nacional. Imperdoável.
Expresso
JN
A Presidência da República recusou entregar à Inspeção-Geral de Actividades em Saúde (IGAS) os e-mails trocados no final de 2019 sobre o caso das gémeas luso-brasileiras, na sequência do pedido de ajuda ao pai enviado pelo filho de Marcelo Rebelo de Sousa.
A documentação em causa, nomeadamente os e-mails trocados por Belém e por Marcelo Rebelo de Sousa com o filho do Presidente, Nuno Rebelo de Sousa, só foi dada à IGAS com um mês de atraso, depois de uma primeira recusa com base num alegado segredo de justiça, e apenas por causa de uma decisão da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA).
A decisão em causa foi provocada por uma queixa da TVI/CNN Portugal e terminou com uma decisão unânime da CADA a exigir que a Presidência da República fornecesse aos jornalistas deste canal os e-mails com as comunicações entre Belém e o filho de Marcelo Rebelo de Sousa.
CNNP
O clima de insegurança instalou-se com a chegada do novo contingente da guarda, em agosto, mas os episódios intensificaram-se há cerca de um mês e meio.
O jornalista Miguel Carvalho é o vencedor da 3.ª edição do Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva com o seu trabalho de investigação para a revista VISÃO O braço-armado do Chega.
Este prémio, atribuído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em parceria com o Clube de Jornalistas, pretende distinguir trabalhos que reforcem os diferentes estilos da imprensa escrita, seja através da investigação, da reportagem ou da análise, que contribuam para uma sociedade mais informada, e atribui ao vencedor uma bolsa de investigação jornalística no valor de 5000 euros. Visa ainda prestar homenagem a Vicente Jorge Silva, figura de destaque no jornalismo português das últimas décadas.
O júri do Prémio, presidido por Nicolau Santos, presidente do Conselho de Administração da RTP, e composto por David Pontes, diretor do Público, João Vieira Pereira, diretor do Expresso, Francisco Belard, vice-presidente do Clube de Jornalistas, e Luísa Meireles, diretora de Informação da Agência Lusa, decidiu distinguir, por unanimidade, o texto de Miguel Carvalho por ser “um trabalho de investigação sério e rigoroso, exemplarmente bem estruturado, com uma atualidade e pertinência prementes e um lado precursor inequívoco”.
VISÃO
Graça Castanheira
Público
Ontem, entre as 15,47h e as 15,56h, ofereceu-nos 9-minutos-9 de directo com o 'duce' do Chega/Chunga.
O voto da comunidade lusa, como o da maioria dos imigrantes de origem europeia no país sul-americano, sempre foi à direita e conservador. Graças ao trabalho comunicacional do bolsonarismo, caiu no colo de Ventura. DN
"Não conseguimos esquecer (e seria bom falar de outra coisa) do elefante no meio da sala que são um milhão de votos contra a nossa democracia e contra a nossa civilização. Um milhão de votos que assumem o racismo e a discriminação como projetos desejáveis e realizáveis.
Dizer que um milhão de pessoas não podem ser todas racistas, xenófobas e homofóbicas, mas que são, sim, vítimas de um sistema político decadente, e que convém, pelo contrário, acarinhá-las, é, como justamente apontava António Guerreiro no Público, passar por cima do caldo de cultura que fomos deixando criar, em que o que é acarinhado é o mais medíocre e grosseiro programa para atrair audiências, é o desprezo da escola pela cultura humanística e a sua instrumentalização por uma ética estritamente individualista e egoísta, virada para o dinheiro como bem e senhor supremo. “O vitelo de ouro continua vivo”, canta Mefistófeles na ópera Fausto: mas agora calcina e destrói tudo em sua volta.
Nesta sociedade, com uma comunicação social dominada pelo poder económico e pelo extremismo ultraliberal, a pregação antissocialista converteu-se na pregação antidemocrática e antissocial, com que nos arengam quotidianamente os nossos comentadores."
Luís Castro Mendes (DN)
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