Montenegro diz que PSD está "intimamente ligado" à criação do SNS
Um Costa com maioria absoluta;
Um papa no rio Trancão;
Uma irmã Lúcia com virtudes heróicas;
Um Marcelo salvo por milagre do letal efeito do moscatel quente;
Um Anjo di Maria de regresso ao Benfica.
Estou convertido. Vou rezar o terço, e já volto.
Roma, 3 de maio de 1938. Mussolini aguarda na estação de Ostiense pela chegada do comboio que traz Hitler de visita a Itália. Semanas antes, o ditador alemão proclamara a anexação da Áustria. Também Mussolini tem ambições para Itália: retira-a da Liga das Nações e prepara-se para promulgar legislação racial de uma dureza sem precedentes. Ainda assim, há quem tenha esperança de que a sede de poder dos dois chefes de estado seja saciada sem mais derramamento de sangue.
Antonio Scurati reconstrói com precisão o delírio de Mussolini, que julga poder influenciar as decisões do Führer. Desfeita a ilusão, e apesar de estar ciente da debilidade e do isolamento do seu país, das alturas da varanda do Palazzo Venezia, Il Duce declara ter chegado ""a hora das decisões irrevogáveis"". A guerra começava.
Neste terceiro volume do seu ambicioso projeto literário, Scurati debruça-se sobre o triénio fatal de 1938-40, o culminar da ilusão da Itália fascista, que se sujeita à aliança com a Alemanha nazi e à sua infame legislação racial. Traça os últimos dias de uma Europa abalada pela barbárie e incapaz de escapar aos males do totalitarismo. Um romance trágico e poderoso, carregado de advertências para o nosso futuro.
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O inquérito criminal sobre o discurso do ódio nas polícias está num impasse. A PJ e o Ministério Público consideram que a informação obtida pelos "investigadores digitais" do Consórcio de Jornalistas configura uma ação encoberta ilegal e não pode ser considerada prova. Ainda não terão sido propostas escutas ou outras diligências.
Quinhentos e noventa e um (591) foi o número, pesado, de polícias - 295 militares da GNR e 296 da PSP, a grande maioria no ativo - a quem a investigação de um consórcio de jornalistas portugueses atribuiu a autoria de "comportamentos contrários ao Estado de Direito, apelos à violência e à violação de mulheres, comentários racistas, xenófobos, misóginos e homofóbicos, simpatia pelo Chega e por outros movimentos de extrema-direita e saudosismo salazarista".
"Ainda que Emmanuel Macron tenha muitos fiéis, ele é o co-protagonista da implosão do sistema político que fundou a Europa. E conseguiu fazê-lo num instantinho quando, a partir do seu cargo no Governo do socialista François Hollande, criou o seu movimento político autónomo. Hoje, está a braços com uma revolta nas ruas que ninguém ainda percebe como vai acabar. A ideia de que perdeu o controlo da situação faz caminho."
Ana Sá Lopes
Público
Largarde foi ouvida em tribunal no passado dia 23 de Maio. Dois meses antes, a polícia tinha encontrado em sua casa uma carta manuscrita dirigida ao antigo Presidente francês. A missiva foi nesta segunda-feira revelada pelo jornal Le Monde, que alega ter tido acesso ao processo judicial que condenou o Estado francês a indemnizar em 2008 o empresário francês Bernard Tapie com 403 milhões de euros. Tapie é amigo de Sarkozy e apelou ao voto no ex-Presidente.
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O presidente da câmara de uma pequena cidade do sul do México casou com um jacaré, num ritual tradicional que visa trazer boa sorte para o seu povo.
Victor Hugo Sosa, autarca de San Pedro Huamelula, uma localidade dos indígenas Chontal no istmo de Tehuantepec, casou com Alicia Adriana, jurando ser verdade o que o folclore tradicional apelida de "princesa".
"Aceito a responsabilidade porque nos amamos. Isso é que é importante. Não podemos ter um casamento sem amor... Aceito casar com a princesa", indicou Sosa no ritual. (DN)
(Que o Altíssimo, com as suas consabidas bondade e sabedoria, livre os indígenas deste catolicíssimo torrão de tais rituais que balançam entre o animismo e o paganismo. É que, para além das questões de estrito carácter religioso, há também a considerar uma não menos importante questão de segurança: imaginem, um dia destes, em Évora, cidade património mundial, com as ruas cheias de alentejanos e de turistas de todo o mundo, um 'cardume' de jacarés à porta do estabelecimento prisional, aguardando pacientemente a hora da visita aos cônjuges. É perigoso.)
Daniel Oliveira (Expresso)
Não está em causa a opinião de quem quer que seja relativamente à ilegalização do Chega ou sequer uma avaliação das consequências sociais dessa ilegalização, mesmo que estejamos a falar de um motim violento. A única coisa que pode – e que deve – ser avaliada é se o Chega propaga ou não uma mensagem racista. Se concluirmos como concluiu este relatório, então deveremos exigir à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal Constitucional que assumam as suas responsabilidades, que não são mais do que cumprir e aplicar a lei. E a lei é claríssima: um partido racista tem de ser extinto.
Carmo Afonso
Público