Discute-se, hoje, a legitimidade do referendo na Catalunha. Mas, muito antes disso, deve questionar-se a legitimidade da monarquia espanhola. Por serem regimes de castas que se julgam escolhidas por Deus e por exercerem o poder por 'direito divino', todas as monarquias são ilegítimas. E a monarquia espanhola a esta ilegitimidade original acrescenta mais duas: depois da abdicação de Amadeu I e da implantação da I República, só um golpe militar ilegítimo possibilitou a restauração da monarquia; depois da renúncia e fuga de Alfonso XIII (que, durante dez anos, tinha apoiado a feroz ditadura de Primo de Rivera) e da proclamação da II República, só um golpe militar ilegítimo, apoiado por Hitler, Mussolini, hierarquia da Igreja católica, falangistas, carlistas, requetés e outros fascistóides de raça indefinida, seguido de uma guerra civil e de uma ditadura fascista que durou dezenas de anos, permitiu o regresso da monarquia. Rios de sangue e montanhas de cadáveres - é este o cenário de fundo da actual monarquia espanhola, que nem mesmo o referendo condicionado de 1978 consegue apagar. E daí a pergunta: será legítimo um tal regime?
"O que aconteceu nos anos do “ajustamento” sob a direcção de Passos Coelho não foi uma “adaptação” da linha política do passado à situação dos últimos anos, nem às “exigências” da troika (que hoje sabemos foram em grande parte propostas do PSD divulgadas como sendo da troika), mas uma mudança qualitativa. Essa mudança pretendia tornar o PSD um partido neoliberal, tendo como modelo Singapura, considerando que a “economia” eram as empresas e os trabalhadores um “custo” que devia ser domado, apontando como alvo para a austeridade a classe média e deixando os pobres sofrer com o custo dos despedimentos e numa redoma assistencial." J. Pacheco Pereira Público
Durante quatro anos, PaSSos fez de Pierre Laval. Nos últimos dois, tem feito de Fernand de Brinon. Até quando teremos de suportar esta farsa do eixo Massamá-Lapa, como réplica revisteira da tragédia do eixo Vichy-Sigmaringen?
Do primeiro sei o essencial: é leitor de notícias, produtor de chouriços em formato de livro, em Lisboa, e taxista-biscateiro, em Atenas.
Mas quem será este Marco Alves que larga prosa mortífera sobre a civilização ocidental com a mesma facilidade com que o Kim Jong Un lança mísseis sobre o Japão?
Listopad tinha 95 anos e encenou cerca de 60 peças de teatro. Deixa 50 obras de prosa, poesia e ensaio, em checo, português e francês. Vivia em Portugal desde a década de 50.