terça-feira, 28 de julho de 2026
segunda-feira, 27 de julho de 2026
SUGESTÃO
Dois livros — um de éditos e um de inéditos — publicados simultaneamente: Ser Livre em Português: Uma Antologia reúne dezenas de títulos publicados pelo autor, nomeadamente a grande maioria dos seus textos mais emblemáticos, como Comunidade, Crítica de Circunstância ou O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor. Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos é uma rigorosa recolha de textos conservados em espólios e no acervo da família, passando por esboços, correspondência, cadernos, crónicas e produção diarística, reflexos de uma aventura literária persistente.
«Não sei nada. Duvido de tudo. Desci ao fundo dos fundos, lá onde se confunde a lama com o sangue, as fezes, o pus, o vómito; fui até às entranhas da Besta e não me arrependo. Nada sei do futuro, e o passado quase esqueci. Li muito e foi pior.» — Luiz Pacheco, Comunidade
Edição de Rui Sousa e Sofia A. Carvalho
Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos (volume de inéditos)
A obra de Luiz Pacheco é muitas vezes lida em função dos episódios singulares e controversos que marcaram uma vida de intensa deambulação, que condicionou, seguramente, o desenvolvimento de alguns projetos, ao mesmo tempo que definiu um estilo literário peculiar e a escolha dos géneros literários mais adequados à expressão criativa do nomadismo físico e intelectual.
Essa circunstância biográfica convive com outros aspetos decisivos, embora menos lembrados, como a riqueza e a pluralidade dos âmbitos que explorou como leitor omnívoro, o rigor da atividade de editor dos próprios textos, as campanhas obsessivas de planificação e reelaboração dos projetos estruturantes da sua obra ou o carácter experimental dos diários, incluindo os que permanecem inéditos.
Textos Avulsos apresenta alguns exemplos dessa pulsão criativa, através de um trabalho de investigação no espólio pessoal de Pacheco à guarda da família, a que se acresce uma recolha de crónicas nunca reunidas em volume pelo escritor.
domingo, 26 de julho de 2026
"O governo é refém da bitola ética de Montenegro, Neves será refém da sua fragilidade"
Luís Montenegro foi, na prática, durante meses e quando já era primeiro-ministro, por via da sua empresa que apenas formalmente passou para o nome da mulher com quem vive em comunhão de adquiridos, avençado da Solverde, empresa de casinos que depende de concessões do Estado. Os eleitores decidiram, nas urnas, que nada disto tinha relevância política.
Não se pode aceitar ter, depois de tudo o que se sabe, Luís Montenegro como primeiro-ministro e esperar rigor ético abaixo dele. Se o limite é o crime, tudo o que esteja abaixo do crime não tem valor. Foi isso que os eleitores determinaram há um ano. Aceitámos um padrão, não podemos esperar que ele tenha um valor intermitente. Um primeiro-ministro não pode demitir quem não esteja muito abaixo da sua própria bitola.
Daniel Oliveira (Expresso)
sábado, 25 de julho de 2026
DISCURSO SOBRE O DELÍRIO NEOLIBERAL
Tendo visto com que lucidez e coerência lógica certos loucos (delirantes sistematizados) justificam, a si próprios e aos outros, as suas ideias delirantes, perdi para sempre a segura certeza da lucidez da minha lucidez.
Bernardo Soares
Livro do Desassossego
sexta-feira, 24 de julho de 2026
ISTO NÃO É UM PAÍS SÉRIO
O PLANETA DOS MACACOS
Trump quer que Gianni Infantino se candidate a secretário-geral da ONU
De acordo com o New York Post, Trump considera que o líder da FIFA é uma figura respeitada internacionalmente e com capacidade para unir diferentes setores.
SICN
quinta-feira, 23 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
terça-feira, 21 de julho de 2026
PORCOGAL PRECISA DE UMA LIMPEZA
Cartazes, insultos e queixas à PSP: a passagem do Chega pela Faculdade de Letras de Lisboa
O PÚBLICO teve acesso ao texto integral da participação apresentada pelo director da FLUL ao Parlamento sobre uma incursão da deputada Rita Matias e de membros da juventude do Chega à faculdade.
“Violação grave”, “comportamento ofensivo”, uma actuação “além dos limites aceitáveis” e uma “utilização totalmente injustificada” das prerrogativas parlamentares. É desta forma que o director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), Hermenegildo Fernandes, classifica a actuação das deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro, ambas do Chega, durante uma deslocação de membros do partido à instituição, a 18 de Março, numa participação enviada à Assembleia da República em que pede a apreciação da conduta das duas parlamentares.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
FAÇA-SE LUZ
Ministério Público pede suspensão imediata da construção do hotel Hilton e apartamentos na linha de Cascais
domingo, 19 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
FUTEBOLIXO
Uma sugestão: desistamos da organização do Mundial em 2030
A questão é séria e de natureza reputacional: um Estado que quer preservar a sua decência deve manter um perímetro de segurança face à FIFA.
Pedro Adão e Silva (Público)
sexta-feira, 17 de julho de 2026
A QUEDA DUM ANJO*
Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, nascido na aldeia de Caçarelhos, fidalgo transmontano, pois, austero e conservador, é uma espécie de encarnação satírica do Portugal de revista parquemayeriana: eleito deputado, Calisto veio viver para Lisboa, onde se deixou seduzir pelo néon, pelo nababo Cristiano Aveiro y sus muchachos da selecção futeboleira, pelo luxo que se exibe no eixo Campo de Ourique-Lapa e pelo prazer que impera na capital da Bimbolândia. Elevado ao estrelato pelos caprichos de uma espinhosa roleta, e incapaz de resistir aos apelos de venturosas pocilgas, sobre ele já pairam montes de nuvens negras. Não vai durar muito, dizem as estrelas e uma infalível bruxa que é vedeta da CMTV. Aguardemos.
* Leia-se 'A Queda dum Bimbo'
quinta-feira, 16 de julho de 2026
MAIS UM CONDENADO
Pedro Frazão condenado por difamar coordenador do Bloco de Esquerda José Manuel Pureza
Em causa estava uma publicação nas redes sociais em que o deputado do Chega lançou a suspeita de que José Manuel Pureza poderia ter praticado um “crime contra a liberdade e autodeterminação sexual”.
O deputado do Chega Pedro Frazão foi condenado, nesta quarta-feira, ao pagamento de uma multa e de uma indemnização, no total de quatro mil euros, por ter difamado, em 2021, o actual coordenador do BE, José Manuel Pureza.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
MAIS UMA AVENTURA PORCINA
Presidente da Assembleia da República abre inquérito a Ventura após queixa da IL
José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, deu seguimento à queixa da Iniciativa Liberal contra André Ventura, por alegada entrada e filmagem sem autorização nos espaços reservados da bancada liberal. Aguiar-Branco remeteu o caso para a Comissão Parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados.




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