Já disse 'a quem de direito': Quando acharem que estou doido varrido, internem-me no Ministério da Educação.
Já disse 'a quem de direito': Quando acharem que estou doido varrido, internem-me no Ministério da Educação.
Daniel Oliveira (Expresso)
Quando um porco se instala num palácio, o porco não se torna príncipe, o palácio é que se transforma numa pocilga.
Noutro nível de exigência, talvez o ministro da Administração Interna tivesse de se demitir. Mas sendo a Spinumviva e a casa de Espinho as marcas deste governo, não vejo como isso se justifique. Com o que sabemos, o que levaria à demissão de Luís Neves nunca poderia permitir que Montenegro se mantivesse primeiro-ministro. Sendo que esta bitola ética foi uma escolha do país, nas últimas eleições.
Daniel Oliveira
Expresso
É um desfile de ignorância, e nem parece haver pudor. Desta vez, Cristina Rodrigues, deputada do Chega, indignou-se com o casting de Odisseia, de Christopher Nolan, que está agora nos cinemas. O filme, claro, resgata o poema épico de Homero, e Rodrigues indigna-se porque a escolha de Lupita Nyong'o “não tem rigorosamente nada a ver [sic] com a Helena de Tróia”.
“Parece-vos a Helena de Tróia?”, pergunta ela, com sorriso de risco ao lado e ar de quem acha que a figura existiu mesmo.
(...)
É um desgosto que o parlamento esteja reduzido a isto. Gente sem inspiração, sem estudo, sem rigor. Gente que não faz ideia do que é trabalhar, que trata o parlamento como um circo, que não se distingue de um influencer que viva de publicitar cremes no Instagram – gente a quem interessa fazer barulho e mais nada, e para quem o terreno democrático é apenas um palco pronto para conferir visibilidade. Gente que olha para uma figura mitológica que nasce a partir de um ovo e se indigna por não ter olhos azuis. Homero saberia lá inventar isto, mas Cristina Rodrigues sabe lá quem foi Homero.
Ana Bárbara Pedrosa
Expresso
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado. Falo da "informação" fornecida por canais e caneiros televisivos. Quase diariamente, repito: quase diariamente, lá vem no menu "informativo": entrevista com o político mais abjecto que a II República, até hoje, conheceu.
E o concerto de grunhidos lá vem. Quando não é no caneiro NOW, é na SICN; quando não é no caneiro CMTV é na CNNP.
Porra, senhores directores de "informação", mudem o 'chip', preocupem-se com o pluralismo. Dêem também tempo de antena ao 1143 e ao Armilar Lusitano. Eles também são filhos de Deus e até gostam de missas em latim.
Deputado do Chega Francisco Gomes alvo de queixa na Entidade de Contas e Financiamentos Políticos por suspeita de receber subsídio indevido.
A Entidade de Contas e Financiamentos Políticos recebeu uma queixa contra o deputado do Chega Francisco Gomes, que esta manhã foi visto, através das câmaras de vigilância a entrar no Parlamento às 7:00.
A denúncia anónima levanta a suspeita de o deputado, que tem residência na Madeira, ter recebido indevidamente o o Subsídio Social de Mobilidade, apesar de os custos das viagens serem integralmente pagos pela Assembleia da República.
Em causa podem estar crimes de enriquecimento ilícito, fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
A SIC tentou contactar Francisco Gomes, mas sem sucesso
SICN
RTP
Dois livros — um de éditos e um de inéditos — publicados simultaneamente: Ser Livre em Português: Uma Antologia reúne dezenas de títulos publicados pelo autor, nomeadamente a grande maioria dos seus textos mais emblemáticos, como Comunidade, Crítica de Circunstância ou O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor. Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos é uma rigorosa recolha de textos conservados em espólios e no acervo da família, passando por esboços, correspondência, cadernos, crónicas e produção diarística, reflexos de uma aventura literária persistente.
Luís Montenegro foi, na prática, durante meses e quando já era primeiro-ministro, por via da sua empresa que apenas formalmente passou para o nome da mulher com quem vive em comunhão de adquiridos, avençado da Solverde, empresa de casinos que depende de concessões do Estado. Os eleitores decidiram, nas urnas, que nada disto tinha relevância política.
Não se pode aceitar ter, depois de tudo o que se sabe, Luís Montenegro como primeiro-ministro e esperar rigor ético abaixo dele. Se o limite é o crime, tudo o que esteja abaixo do crime não tem valor. Foi isso que os eleitores determinaram há um ano. Aceitámos um padrão, não podemos esperar que ele tenha um valor intermitente. Um primeiro-ministro não pode demitir quem não esteja muito abaixo da sua própria bitola.
Daniel Oliveira (Expresso)
Tendo visto com que lucidez e coerência lógica certos loucos (delirantes sistematizados) justificam, a si próprios e aos outros, as suas ideias delirantes, perdi para sempre a segura certeza da lucidez da minha lucidez.
Bernardo Soares
Livro do Desassossego
De acordo com o New York Post, Trump considera que o líder da FIFA é uma figura respeitada internacionalmente e com capacidade para unir diferentes setores.
SICN