O partido de extrema direita que lidera o governo e pôs em prática a política de genocídio lento tem a legitimidade democrática que lhe foi dada pelo voto de 2.159.742 portugueses. Acontece... e não é a primeira vez. Também Adolfo Hitler chegou à chancelaria por via eleitoral. Lá, nos idos de 33, e cá, nos dias que correm, o pior veio depois...
Vamos dar à grande maioria dos 2.159.742 tugas que votaram, em 2011, na extrema-direita o benefício da dúvida e admitir a sua santa ingenuidade e genuíno desejo de ter um estado 'reformado' e um país modernaço e 'competitivo'. Seja.
Acontece, porém, que dois anos passados, o estado não foi reformado, mas destruído, o país não se modernizou, mas empobreceu, a falsa competitividade tem sido conseguida com a imposição do modelo social chinês. Os números, que sublinham as evidências, estão aí e não vale a pena transcrevê-los.
E, perante isto, só há um alerta a fazer: votar novamente no partido responsável pelo actual estado das coisas, quer as eleições sejam locais, europeias, legislativas ou presidenciais, é deixar de ter o estatuto de ingénuo ou de idiota útil e passar, pura e simplesmente, a ser cúmplice do genocídio lento que está a acontecer mesmo à frente dos nossos olhos. E ponto final!
