
Brasil: Escândalo de corrupção no Ministério do Interior
Ministro recusa pedir demissão
O ministro brasileiro do Trabalho, Carlos Lupi, o mais recente alvo de acusações de corrupção no governo de Dilma Rousseff, afirmou-se ontem inocente, desconhecedor de qualquer esquema de corrupção no seu ministério e vítima de perseguição. Garantindo ser um homem de luta, assegurou que prefere morrer a renunciar ao cargo.
"Eu sou osso duro de roer. Estou num vespeiro, mas vou nesta luta até ao fim, descarto totalmente a hipótese de renúncia. Eu morro mas não renuncio", afirmou o ministro, nomeado por Lula da Silva em 2007 e mantido no cargo por Dilma por pressão do ex-presidente. Três dos seus assessores foram acusados de corrupção e um deles foi sumariamente demitido, mas Lupi recusa abandonar o cargo, seguindo o conselho dado recentemente por Lula, que exortou os ministros acusados de corrupção a não se demitirem porque os escândalos acabam por arrefecer.
CM