quarta-feira, 8 de agosto de 2018
MONCHIQUE
Na serra de Monchique, o retrato é idêntico, com uma diferença: o eucalipto é a árvore dominante, com 13.888ha (72,4%) da área florestal do concelho. O sobreiro fica-se por 2.210 hectares, menos de metade do medronheiro (4.679 ha).
Público 15.5.2018
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Robles só podia renunciar. Em nome de quem vota no Bloco, mas não só
"Porque é que a renúncia de Robles era a única decisão possível, do ponto de vista de quem já votou no Bloco, e da esquerda em geral? Porque há uma fortíssima, insanável contradição entre o processo imobiliário de Robles e a campanha que ele fez para a Câmara de Lisboa. Essa contradição é da ordem da ética, não da ilegalidade. De tudo o que foi publicamente escrutinado, parece claro que Robles não cometeu qualquer ilegalidade. E justamente por ser uma fortíssima, insanável contradição ética é que a esquerda, e sobretudo quem vota no Bloco, só podia esperar, desejar e aplaudir a renúncia. Em suma, porque isso é parte essencial do que a distingue, ou deve distinguir, da politiquice barata, do chico-espertismo, para não falar de ilegalidade contumaz.
Mas percebe-se que os oportunistas à direita pipoquem com a menor oportunidade de apontar o dedo financeiro à esquerda. É que, de facto, não têm muitas oportunidades de o fazer. Os crimes financeiros de políticos são quase um exclusivo de PS, PSD e CDS, a tal ponto que já dificilmente ocorreria uma demissão por razões éticas, dentro de algum destes partidos. Se um partido está a braços com casos de corrupção activa e passiva, branqueamento de capitais, fraude fiscal, abuso de poder, peculato de uso, burla, extorsão ou falsificação de documentos, como tem acontecido com PS ou PSD ou CDS, e se os prevaricadores continuam a mentir até depois da cadeia, como imaginar que se demitam quando nem sequer cometem ilegalidades?
O PSD “exigir” a demissão de Robles é patético. Mas o Bloco, e outra esquerda, não podem deixar de fazer o que há a fazer por o PSD achar que retira dividendos disso. Primeiro, não retira. E segundo, era o que faltava. A esquerda não pode ficar refém da direita a esseponto. O patético do PSD fica com o PSD."
Alexandra Lucas Coelho
Sapo
LER MAIS; https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/robles-so-podia-renunciar-em-nome-de-quem-vota-no-bloco-mas-nao-so
Mas percebe-se que os oportunistas à direita pipoquem com a menor oportunidade de apontar o dedo financeiro à esquerda. É que, de facto, não têm muitas oportunidades de o fazer. Os crimes financeiros de políticos são quase um exclusivo de PS, PSD e CDS, a tal ponto que já dificilmente ocorreria uma demissão por razões éticas, dentro de algum destes partidos. Se um partido está a braços com casos de corrupção activa e passiva, branqueamento de capitais, fraude fiscal, abuso de poder, peculato de uso, burla, extorsão ou falsificação de documentos, como tem acontecido com PS ou PSD ou CDS, e se os prevaricadores continuam a mentir até depois da cadeia, como imaginar que se demitam quando nem sequer cometem ilegalidades?
O PSD “exigir” a demissão de Robles é patético. Mas o Bloco, e outra esquerda, não podem deixar de fazer o que há a fazer por o PSD achar que retira dividendos disso. Primeiro, não retira. E segundo, era o que faltava. A esquerda não pode ficar refém da direita a esse
Alexandra Lucas Coelho
Sapo
LER MAIS; https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/robles-so-podia-renunciar-em-nome-de-quem-vota-no-bloco-mas-nao-so
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
QUANDO É QUE OS ÍNDIOS DO BAIXO ALENTEJO PÕEM EM SENTIDO OS COWBOYS DE LISBOA?
Comboio avariado deixa passageiros sem luz no meio da linha em Beja
Um comboio regional com destino a Vila Nova da Baronia, Beja, avariou, na sexta-feira à noite, na linha do Alentejo, obrigando os passageiros a suportar temperaturas na ordem dos 40 graus e levando a que algumas pessoas decidissem ir a pé até à estação mais próxima.
SUGESTÃO
Vencedor do National Book Award em 2005, "Central Europa" constitui um notável exercício literário que se propõe meditar sobre a moralidade das acções humanas no contexto de uma época histórica em que a moral se desloca do limbo da incerteza para a pura impraticabilidade. Nesta colossal obra de ficção, o escritor norte-americano William T. Vollmann centra o seu olhar nos regimes totalitários que vigoraram, durante parte do século XX, na Alemanha e na União Soviética, narrando, em tom de ironia fúnebre, a marcha insana destes dois leviatãs antagónicos, e autopsiando o mapa da terrível era a que estes deram origem. A história, politemporal e polifónica, deste livro enlaça os percursos e os destinos, ao mesmo tempo obsessivamente documentados e imaginativamente ficcionados, de uma série de personagens (quase todas) reais, entre as quais se conta a artista plástica alemã Kathe Kölwitz, a poetisa russa Anna Akhmatova, o jovem oficial da SS Kurt Gerstein, os generais Vlasov e Paulus, o realizador de cinema soviético Roman Karmen, entre outras. A mais proeminente dessas personagens, cuja vida domina, acima de todas as outras, os diferentes movimentos desta sinfonia literária é, contudo, a de Dmitri Chostakovich, o compositor soviético, que nesta obra é retratado como um homem assombrado por dois rostos: o rosto omnipresente de Estaline e, sobretudo, o rosto secreto de Elena Konstantinovskaya, a mulher-amante que, como o próprio autor diz, é ela própria a Europa, a ideia de transcendência que hipnotiza e atrai a História para o abismo.
domingo, 5 de agosto de 2018
SE UM IMBECIL INCOMODA MUITA GENTE, TRÊS IMBECIS INCOMODAM MUITO MAIS
Ao ouvir este trio, por breves minutos, antes da transmissão da Volta a Portugal em bicicleta, perguntei-me: será que os apresentadores de programas de entretenimento são obrigados a frequentar cursos de imbecilidade?
BATIDO O RECORDE DE JOSÉ SÓCRATES
7,6 afirmações falsas por dia: Trump mente quatro vezes mais do que no início da presidência
Segundo a contagem do The Washington Post, o presidente americano faz em média 7,6 afirmações falsas por dia
sábado, 4 de agosto de 2018
AS CONTAGENS
Sem mortos nos incêndios de verão para contar, o partido de Jacinto Leite Capelo Rego conta os milhões de Ricardo Robles.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
PARIS ERA UMA FESTA
Textos de Hemingway escritos em 1956 vão ser publicados
Conto sobre a Segunda Guerra Mundial vai ser publicado pela primeira vez
Histórias da Segunda Guerra Mundial de Ernest Hemingway, escritas em 1956, vão ser publicadas pela primeira, anunciou esta quinta-feira a revista britânica Strand Magazine.
De acordo com a revista, o conto A Room on the Garden Side vai ser publicado na edição de verão, nas bancas já na próxima semana.
A Room on the Garden Side baseia-se nas experiências de Hemingway como correspondente e combatente durante a Segunda Guerra Mundial. A história passa-se em Paris, no ano de 1944, logo após a cidade ter sido libertada da ocupação pelas tropas nazis.
"O profundo amor de Hemingway pela sua cidade favorita, à medida que está a sair do ocupação nazi, está aqui amplamente presente, bem como as marcas que distinguem a sua prosa", escreveu na nota editorial o editor executivo da Strand Andrew F. Gulli.
A história passa-se no Hotel Ritz, em Paris, e retrata os soldados cansados da guerra, mas com esperança no futuro, descreve ainda a publicação.
DN
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
PADEIRO FEDORENTO
Padaria Portuguesa: Sumos de laranja com larvas geram onda de queixas
Há denúncias de casos em várias lojas em Lisboa. Director de qualidade da empresa admite "casos pontuais" e responsabiliza a "qualidade" da laranja do Algarve que, nesta altura do ano, atrai a "mosca da fruta". Mas garante que a larva é inofensiva.Jornal de Negócios
DEVOÇÃO CANINA
Trump pede ao seu procurador-geral que trave investigação sobre a Rússia
Advogados do Presidente esclareceram que ele estava apenas a emitir uma opinião, e não a dar uma ordem.
Público
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
PARECE QUE ESTÃO A GOZAR COM A TROPA (E COM OS LADRÕES)
Exército recusa dar ao Parlamento a lista do material de Tancos recuperado
Será que os senhores deputados querem mesmo saber com rigor que material foi 'recuperado'? A dúvida levanta-se porque eles fazem a pergunta ao Exército, quando deviam fazê-la aos ladrões (se usarem o Facebook, os ladrões respondem). Ou os senhores deputados não sabem que a tropa tem muita dificuldade em contar as armas e munições que tem à sua guarda? Nunca terão ouvido falar do assalto aos paióis de Tancos e de todo o anedotário subsequente?
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