terça-feira, 11 de outubro de 2016

INTERVALO MUSICAL

GLOBALIZAÇÃO

Lula enfrenta nova acusação por negócios em Angola

Ex-Presidente visado por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção passiva devido a negócios em Angola.

MARKETING


Os taxistas, com a sua tradicional, imensa, atrevida e orgulhosa boçalidade, são os melhores marketeiros da Uber.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PARA UMA ANTOLOGIA DO ANEDOTÁRIO POLÍTICO NACIONAL

"I"

INTERVALO MUSICAL

DE OUTROS

Guerra colonial ou guerra do Ultramar?
A escolha da designação da guerra que os portugueses travaram entre 1961 e 1975 não é inocente e, como se tornou um motivo de polémica, ainda menos inocente é. No entanto, penso que não é tão importante como isso, nem precisa de suscitar grandes exaltações, à medida que o tempo vai assentando. Na verdade, a guerra no Ultramar foi uma guerra colonial, e não há modo de lhe dar a volta se tratarmos apenas do conteúdo. Começou como guerra colonial, desenvolveu-se como guerra colonial, gerou as tensões no Ultramar e na metrópole típicas de uma guerra colonial, atingiu soldados, colonos brancos e guineenses, moçambicanos e angolanos, como uma guerra colonial, levou à queda de uma ditadura por ser uma guerra colonial, logo perdida à cabeça e sem solução militar, acabou como uma guerra colonial, e continuou, nas suas sequelas de guerra civil, como acontece com os efeitos de uma guerra colonial.

Para quem se lhe opôs, desde os desertores, os refractários, os militantes contra a guerra nas escolas e fábricas, os partidos clandestinos que combatiam a ditadura, ninguém a designa a não ser como guerra colonial. Para os nacionalistas africanos que combateram com armas as Forças Armadas Portuguesas, também não lhes passa pela cabeça chamar à guerra outra coisa que não colonial. Penso, com o risco deste tipo de previsões, que ficará na História como guerra colonial, pelo simples facto de ter sido… uma guerra colonial. 

Mas há outro lado: muitas centenas de milhares de portugueses combateram na guerra, muitas mães, namoradas e esposas conheceram a espera sobressaltada e o sofrimento com mortes, feridos e feridas, algumas das quais nunca sararam. Ouvi recentemente alguns depoimentos de soldados, e das mulheres que esperavam, e percebe-se muito bem porque a designação guerra colonial os incomoda, mesmo que, ao falarem da sua experiência militar, se perceba até que ponto foram forçados a fazerem-na, sofreram ao fazerem-na, e olham para ela com uma perspectiva muito mais crítica do que muitos opositores à guerra são capazes de ter. Por uma razão simples, eles fizeram-na e precisam, pela sua dignidade e identidade, que o seu esforço e risco não seja minimizado ou apoucado, pela parte que lhes cabe na condenação moral que tem a designação de guerra colonial. Eu nunca designaria a guerra a não ser como colonial, se à minha frente estivessem os seus responsáveis políticos e militares, nem os seus defensores actuais, mas não me incomoda vê-la designada como sendo do Ultramar por estes homens e mulheres. Até porque, de todos os que ouvi, nenhum achava que a guerra tinha sido justa, nenhum correu para a guerra porque acreditava nas virtudes do império, nenhum escondia as violências e os excessos e mesmo alguns sublinhavam como a guerra lhes destruiu quer a vida que desejavam ter, quer a que tiveram. 
J. Pacheco Pereira
Sábado

domingo, 9 de outubro de 2016

CARACTERIZAÇÃO DE UM ORANGOTANGO


 "Ele é tão descaradamente estúpido. É um rufia, um cão, um porco, um vigarista, um autista de merda, um rafeiro que não sabe o que diz. Ele não faz o trabalho de casa, não se interessa, pensa que está a jogar a sociedade, não paga impostos. É um idiota. Collin Powell disse-o melhor, é um desastre nacional. Um embaraço para este país. Fico tão revoltado por este país ter chegado a este ponto. Que este parvo, este palhaço, tenha chegado onde chegou. Ele fala de como quer esmurrar pessoas na cara. Bem, eu gostava de lhe dar um murro na cara. Isto é alguém que queiramos para presidente? Não creio. Preocupo-me com a direção que este país leva. E estou muito, muito preocupado por poder ir na direção errada, com alguém como Donald Trump. Se se preocupa com o seu futuro, vote por ele."

OS DIAS DIFÍCEIS DE UM ORANGOTANGO


Republicanos fartos de "surpresas de Outubro" todos os meses querem Trump fora da corrida


Vídeo em que o nomeado do Partido Republicano fala dos seus avanços sexuais foi a gota de água. A sua mulher, Melania Trump, diz que as declarações são "ofensivas e inaceitáveis", mas aceitou as desculpas.
Público

sábado, 8 de outubro de 2016

INTERVALO MUSICAL

DE OUTROS

Os princípios fundamentais com os quais a União Europeia se fundou estão dizimados. Os grandes interesses económicos sobrepõem-se ao humanismo mais elementar, fundado após a Segunda Guerra Mundial. A decisão dos dirigentes húngaros em erguer linhas de arame farpado em todo o seu território fronteiriço é um escândalo inominável, pelo que representa de separação e de humilhação humanas. Na história recente das afrontas generalizadas, nada de semelhante se lhe aproxima. E é bom que tenhamos em conta esta violência quase generalizada contra a nossa condição cada vez mais desesperada e afrontada.

Baptista-Bastos
Jornal de Negócios

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

AINDA A ONU



Bom, o Guterres já lá está. Agora, vamos bater-nos pela nomeação do padre Melícias para capelão dos capacetes azuis.
Bora lá. Oremos!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ONU

Guterres 13 votos a favor - Kristalina oito votos negativos

Aparentemente, o jogo foi entre Portugal e a Bulgária. Mas, desta vez, a Alemanha perdeu.

A ILITERACIA 'NOS FINALMENTES'

A líder desse partido menor que dá pelo nome de CDS ou pela alcunha de PP, a 'dótora' Cristas, quis demonstrar a sua alegria pela escolha de Guterres para secretário-geral da ONU. Fez uma declaração formal que terminou em linguajar de 'coronel' brasileiro, assim: "O processo está nos finalmentes".
Espero que o novo secretário-geral da ONU faça qualquer coisinha para combater a iliteracia que grassa por esse mundo fora. Começar pelo CDS seria uma boa ideia.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SEMPRE!


SUGESTÃO


OS SEGREDOS DA JUSTIÇA


Ministério Público investiga juiz Rui Rangel

"Confirma-se a existência de um inquérito que teve origem numa certidão do processo 'Rota do Atlântico", respondeu à agência Lusa, esta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR), na sequência de uma questão levantada após uma notícia da imprensa de sábado passado, segundo a qual o juiz Rui Rangel era suspeito de receber fortuna do empresário futebolístico José Veiga, arguido naquele processo relacionado com crimes de corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de capitais e tráfico de influência.
A PGR adianta que "encontra-se em investigação e está em segredo de justiça".

terça-feira, 4 de outubro de 2016

LEITURA


"Estavam no serviço de guarda ao Hospital Militar os soldados que ontem morreram.  Tinham saído de turno, descansavam na casa da guarda. E o 'inimigo', na pessoa de um soldado internado na Psiquiatria do Hospital, apareceu, pegou numa G3 que estava no armeiro e disparou à queima-roupa. Um tiro no peito de um, um tiro na cabeça do outro. Os dois mortos, logo ali. Foi assim, quando menos se esperava, onde menos se esperava. Fizemos o funeral com as honras militares habituais,  lá estão numa casa mortuária do cemitério de Bissau a aguardar transporte de barco para Lisboa. Do soldado que disparou pouco se sabe: estava internado em Psiquiatria, internado em Psiquiatria ficou. E também não se sabe, talvez nunca se venha a saber, por onde andou, o que viu, o que fez, o que lhe fizeram para chegar aqui."

NA BIBLIOTECA DE BEJA A FESTA TAMBÉM FOI BONITA, PÁ


UM IMENSO ADEUS

Morreu Mário Wilson


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

IMPERDOÁVEL DISTRACÇÃO



Embora leitor diário do jornal das mercearias Continente, só hoje soube, ao ler uma carta de despedida, que ao neocon e ex-pançudo Fernandes sucedeu uma senhora na direcção do jornal. Chama-se Bárbara Reis e, ao que parece, é jornalista há muitos anos.
Oh, minha senhora, penalizo-me pela minha imperdoável distracção. E passe bem!