terça-feira, 8 de março de 2016

HORAS FELIZES



Martinho da Arcada quer ocupar sobreloja e assumir-se como “café literário”


Espaço sobre o café frequentado por Fernando Pessoa pertence à Direcção-Geral do Tesouro. Ministério da Cultura já reconheceu o interesse cultural do projecto.
Por cima do histórico café Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, Lisboa, existe uma sobreloja com uma entrada directa a partir da rua, que se faz por uma grande porta verde mesmo ao lado da esplanada. É nessa sobreloja, actualmente propriedade da Direcção-Geral do Tesouro, que o proprietário do Martinho, António de Sousa, e o escritor Luís Machado pretendem instalar o espaço Pessoa Plural – projecto que o ministro da Cultura, João Soares, considerou “de elevado interesse cultural”, num despacho que já seguiu para o Ministério das Finanças.
Público

FIM DE CICLO


segunda-feira, 7 de março de 2016

PASSE BEM

("Grato a todos os portugueses". Assim sendo, também estou incluído nos destinatários do agradecimento. Até estou comovido com a grandeza que a cavacal figura exibe na hora da despedida. Oh, Aníbal António, não tem que me agradecer. Tudo o que de si disse foi sincero, espontâneo e genuíno. E mantenho! Olhe, passe bem.) 


PECADILHO EM TARDE DE SÁBADO

Naquela tarde de sábado, a equipa de futebol do Liceu foi jogar ao Seminário. Jogo amigável, ocupação de tempos livres.
Nós éramos um bando que entre livros, serenatas e copos, intercalava umas futeboladas. Para os seminaristas, em regime fechado, o futebol era quase tão importante como o Latim e a Bíblia. Treinavam diariamente, jogavam bem e jogavam duro, com botas de sola de pneu.
Lá pelo meio da segunda parte, com o jogo renhido e empatado, depois de um passe rasgado feito pelo Picado, dominei o esférico e encaminhava-me com rapidez e bom estilo para a linha de fundo, imaginando já o cruzamento para a cabeça de um dos nossos e o subsequente golo fatal que, certamente, nos garantiria a vitória. 'Imaginando', disse, por ser verdade, mas, de facto, não houve cruzamento nem golo: o seminarista que fazia de back esquerdo passou-me uma rasteira e lá fui eu raspando a perna pelo 'pelado' que parecia lixa. O árbitro, um padre e professor da Casa, nem falta marcou. Pecado venial, achei.
A coisa pareceu-me mal e, numa atitude pouco cristã,  na primeira oportunidade, numa disputa de bola, alcei a perna e com a travessa da bota 'limpei' a pele da canela do back esquerdo, de cima a baixo. Deve ter doído. O rapaz até me disse: "Olha que eu também xei faxer faltas" ao que eu, com sotaque alentejano, respondi no mesmo dialecto: "Xe xabes faxer faltas, vai faxer faltas prá cona da tua tia". Ele corou, benzeu-se e afastou-se.
O jogo acabou pouco depois e empatado 1-1. Eu saí de campo com a consciência pesada...

SUGESTÃO


Era uma vez uma mulher que viu um filho partir para a guerra… E quando o filho regressou, a mãe não era a mesma mulher e o próprio filho era outro, embora não o soubesse. Henrique fez a guerra. Ou foi a guerra que o fez a ele? Adélia levanta a dúvida. Certo é que décadas após terminarem as guerras coloniais, Henrique, como muitos dos outros 800 mil homens que combateram, ainda não assinou o cessar-fogo consigo próprio nem conseguiu apagar as tatuagens da memória. E é assim que para eles – e são milhares – a guerra ainda não acabou.

domingo, 6 de março de 2016

O RETRATO OFICIAL

Fatinho de alpaca, pin do Olhanense, caneta de tinta permanente, tinteiros para o abastecimento, livros do Deve, Haver e do Razão - EIS O GUARDA-LIVROS.

SUGESTÃO


sábado, 5 de março de 2016

NOJO


Diz-se por aí que foi curto o período de nojo de Maria Luís Albuquerque (quatro meses), antes de abocanhar a primeira tachada. Não concordo e explico porquê: o período de nojo da madama foi de quatro anos e quatro meses. Sim porque tudo o que ela fez como governante meteu nojo. Portanto, esse tempo deve contar para efeitos de nojo e, já agora..., de reforma.

TECNO- ÉTICA


Passos não vê problemas éticos no emprego de Maria Luís. “Ela é candidatável a um futuro governo”

Expresso

DE OUTROS

Maria Luís Albuquerque foi responsável pela reestruturação da banca nacional, segundo objetivo da intervenção da troika. Do fracasso dessa reestruturação dependia o negócio da Arrow Global, que vive do crédito malparado. Na realidade, quanto pior corressse (e corra) a vida aos portugueses melhor corre a esta empresa. E é para ela que a ex-secretária de Estado e ex-ministra das Finanças que acompanhou todo este difícil período vai trabalhar? Não consegue a deputada perceber o simbolismo sórdido disto tudo? Maria Luís Albuquerque chega administradora da Arrow Global sem ter qualquer experiência em empresas financeiras. É mais um caso de contratação de um político com uma agenda de contactos interessante. E com um conhecimento pormenorizado dos ativos dos bancos que será posto ao serviço desta empresa. A política foi, para ela, um mero estágio para outra carreira. Pode-se defender Maria Luís Albuquerque, como se defendeu Maria de Belém, e antes delas Pina Moura, Jorge Coelho ou Ferreira do Amaral, dizendo que ao aceitar este cargo não viola a lei. Mas a ética republicana não se resume à lei.

Daniel Oliveira
Expresso

sexta-feira, 4 de março de 2016

OPERAÇÃO LAVA LULA

Na sequência da realização de buscas ao apartamento de Luís Inácio da Silva em São Bernardo do Campo (São Paulo), esta sexta-feira de manhã, e da detenção do antigo presidente do Brasil para depor, o Ministério Público emitiu um comunicado a afirmar que existem “fortes evidências” contra o antigo líder do Partido dos Trabalhadores (PT).
Lula da Silva terá recebido dinheiro desviado da Petrobras, tendo sido “um dos principais beneficiários” dos crimes relacionados com a petrolífera estatal, refere a “Folha de São Paulo”. O jornal “Estado de São Paulo” fala em “indícios significativos” contra o ex-governante.
O montante recebido ilegalmente foi utilizado nas obras de um apartamento triplex no Guarujá, São Paulo, e num terreno em Atibaia, no mesmo estado. O antigo presidente do Brasil é também suspeito de receber dinheiro desviado da petrolífera através de doações e conferências.
EXPRESSO

COERÊNCIA

Secretária do Governo apanhada em desfalque

Durante dois anos Ana Moura, vogal da comissão política do PSD de Setúbal, fingiu que pagava as rendas da antiga sede social-democrata, em Almada. Os 600 euros mensais foram sempre saindo da conta do partido, mas nunca chegaram às mãos da senhoria. Os cheques eram passados pela dirigente que depois os depositava na sua conta pessoal.
Ana moura, de 49 anos, que até às eleições legislativas de 2011 foi vice-presidente do psd Almada, estava a trabalhar no gabinete da secretária de estado do tesouro. Esta terça-feira, Maria Luís Albuquerque aceitou o pedido de demissão da sua secretária pessoal, que conheceu durante a campanha eleitoral e contratou, logo após a vitória, por 1.882,76 euros mensais. (Sol 28.6.2012)

Marido de Maria Luís Albuquerque contratado pela EDP


 António Albuquerque, jornalista da área económica dispensado pelo Diário Económico há cerca de dois meses, começou recentemente a prestar serviços de consultoria nos projetos fora de Portugal do grupo EDP, segundo apurou a VISÃO. Albuquerque é casado com Maria Luís, a nova ministra das Finanças que, no último dia de 2011, enquanto secretária de Estado do Tesouro, concluiu a venda de uma participação de 21,35% na elétrica aos chineses da Three Gorges, por 2 700 milhões de euros. (Visão 3.7.2013)

Maria Luís Albuquerque contratada por empresa que comprou créditos ao Banif

A ex-governante que teve responsabilidades diretas sobre o Banif vai trabalhar para uma empresa que comprou carteiras de crédito ao banco

Visão 3.3.2016


quinta-feira, 3 de março de 2016

O FIM TRÁGICO DOS JORNAIS

Há dias, a técnica de higiene e limpeza que trabalha cá na barraca fez-me um pedido extravagante: pediu-me para lhe dar os jornais que já tivesse lido. Achei extravagante porque, nela, os sinais exteriores de amor pelas letras não são perceptíveis. Aliás, até já lhe tinha pedido para não arrumar os livros, depois de limpos de pó, com as lombadas para dentro e lhe tinha feito notar que não tinha gostado de ver, por manifestamente inestético, os meus sapatos pretos arrumados na prateleira destinada ao Fernando Pessoa & Companhia, entre o Bernardo Soares e o Álvaro de Campos.
Perguntei se os jornais eram para o senhor Costa (o senhor Costa é o 'espouso' da técnica de higiene e limpeza que trabalha cá na barraca). A senhora gargalhou, primeiro, e depois respondeu: "Não, não. São para a minha cadelinha fazer as necessidades, de noite, num canto da cozinha".
Esclarecido, achei por bem dar-lhe informações complementares e disse-lhe: "Olhe, diga à cadelinha que neste maior escrevem a Filomena Mónica, o Henrique Raposo e a Clara Ferreira Alves; neste acinzentado, escrevem o João César das Neves e o António Barreto; neste amarelado escrevem o Vasco Pulido Valente e o Miguel Esteves Cardoso. O bichinho há de gostar de saber..."

DE OUTROS

Depois de ter comprado empresas portuguesas altamente endividadas, bancos descapitalizados, operadores de telecomunicações muito promissores, elétricas de grande potencial e grupos de comunicação em dificuldades, depois de receber mais de 8000 empresas portuguesas e mais de 150 mil portugueses no seu país, depois de, por causa de uma investigação judicial, ter visto o poder político português ajoelhar-se aos seus pés e do poder judicial pedir-lhe desculpa, eis que o dinheiro angolano parece ter chegado a um dos pilares da democracia. O caso do ex-procurador Orlando Figueira, detido por indícios de corrupção relacionados com uma investigação ao vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, que o procurador acabou por arquivar, é inquietante; e se se provar que o Banco Privado Atlântico Europa, onde Figueira tinha a conta por onde passou o dinheiro suspeito, não reportou esse movimento ao Banco de Portugal, então pode concluir-se que o poder económico angolano já se sente à vontade para atuar por cá como no seu país: sem quaisquer freios.
Nicolau Santos (Expresso)

COLIGAÇÃO EXEMPLAR

Os três animais vivem juntos no Noah's Ark Animal Santuary há 15 anos (DN)

quarta-feira, 2 de março de 2016

MÁSCARAS DE ESQUERDA

Nunca consegui entender porque tanto precisam os portugueses do Carnaval, dos feriados do Carnaval, da ponte do Carnaval, da tolerância de ponto do Carnaval e do fim de semana de Carnaval. Tudo se resume, afinal, a não trabalhar mais um dia, se possível dois, ou três ou quatro. Num país próspero e que não se chame Brasil, este desejo seria naturalmente estranho. Num país falido e a viver de empréstimos chamado Portugal, o desejo de fazer férias de Carnaval, férias da Páscoa, férias dos feriados do 25 de Abril e 1º de Maio, férias dos feriados de junho, mais todos os intervalos religiosos e pagãos e republicanos e monárquicos que nos concede o calendário, deixa-me perplexa.
Admito que estejam a pensar que a frase é da autoria do senhor Alexandre das mercearias 'Pingo Doce'. Engano.

Para uma empresa no limite da rentabilidade [sic], ou para um Estado no limite da austeridade, a introdução deste hiato no ritmo normal de trabalho não acrescenta prosperidade. Não vale a pena dizer que o Carnaval não custa dinheiro, tudo, no século XXI e no mundo em que vivemos, custa dinheiro. E dinheiro é, justamente, o que os portugueses não têm. 
'Ora aí está uma tirada  de um discurso do tio Belmiro das mercearias 'Continente' ou do trabalhador Américo das cortiças & gasolinas'. Foi o que julgaram? Engano.

Portugal não precisa, neste ponto da sua história, de carnavais. Nem deve tê-los como pretexto para deixar de trabalhar. E isto aplica-se tanto ao público como ao privado, que não dispensa as suas férias folionas. Portugal precisa de cada cêntimo a ganhar, e precisa de aprender a esperar pelas férias da Páscoa e os feriados de abril, maio e junho. E a seguir... "metem-se as férias".
Não chega?
Se crêem tratar-se de excerto de um comunicado conjunto da CIP e da CAP, voltarei a desiludir-vos: engano.
Pois é, os nacos de prosa transcritos saíram da pluma caprichosa de uma jornalista de esquerda chamada Clara Ferreira Alves.
O quê? Eu disse 'de esquerda'? Engano!

SUGESTÃO


terça-feira, 1 de março de 2016

AS VANTAGENS DAS PRIVATIZAÇÕES


TRUMP, MY NAME IS TRUMP, DONALD TRUMP

Foto: Ana Rita Martins

CONTRA O ESQUECIMENTO


Espaço dedicado à divulgação da obra do escritor
Casa Carlos Oliveira inaugurada em Febres

Em Febres, acaba de abrir ao público a Casa Carlos Oliveira, equipamento cultural criado naquela que foi a habitação do escritor durante alguns anos da juventude, agora transformado num centro de dinamização de iniciativas culturais em torno da sua vida e obra.