quarta-feira, 22 de outubro de 2014

DOCLISBOA E O DEVER DE MEMÓRIA

German Concentration Camps Factual Survey

1945/2014 / REINO UNIDO / 72’
22 OUT / 22.00, CULTURGEST – GRANDE AUD.
23 OUT / 19.45, CINEMA IDEAL
IWM_FLM_001467-F
Um documentário oficial sobre as atrocidades alemãs e os campos de concentração a partir do material filmado por operadores de câmara que acompanharam a libertação da Europa ocupada. Encomendado em Abril de 1945 pelo Quartel General Supremo da Força Expedicionária Aliada, era para ser o filme mostrado na Alemanha após a queda do terceiro Reich. Projecção seguida de debate com David Walsh, do Imperial War Museum, um dos responsáveis pelo restauro do filme.

CONVICÇÕES FORTES COMO UM RIO FORTE

Zeinal Bava é distinguido e lembra capacidade da "PT para superar as adversidades"

por LusaOntem  DN
Zeinal Bava é distinguido e lembra capacidade da "PT para superar as adversidades"
Fotografia © ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

TRANSPARÊNCIA NA COELHEIRA


LAVANDARIA EUROPA SARL

Polícia francesa participou nas buscas a general angolano

Elementos da polícia nacional francesa estiveram em Lisboa a acompanhar operação da PJ. Advogado de Bentos dos Santos também terá sido alvo de buscas
Elementos do departamento de polícia judiciária da Polícia Nacional francesa participaram, na passada semana, na vasta operação de buscas da Polícia Judiciária ao general angolano Bento dos Santos. Esta operação, segundo informações recolhidas pelo DN, não passou só pelas casas de Bento dos Santos, mas também terá atingido um advogado de Lisboa que o tem representado. Fonte da Judiciária disse ao DN que os polícias franceses estiveram em Portugal para troca de informações, já que também estão a investigar as atividades do general angolano em território francês.

GUERRA COLONIAL - BIBLIOGRAFIA


E ACIMA DE TUDO É O QUÊ?




Francisco Assis. O único socialista a aplaudir de pé "bom discurso" de Barroso

"Era o último discurso de alguém que presidiu durante dez anos à Comissão Europeia e acima de tudo é um português" (EXPRESSO)

AS AULAS PRÁTICAS DO NEOLIBERALISMO

Chile detém antigo assessor de Pinochet



Cristián Labbé é acusado de "homicídio, rapto, tortura e associação ilícita" num processo que investiga o assassinato de 13 presos políticos durante a ditadura militar de Augusto Pinochet.
EXPRESSO 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

PROPAGANDA, MIOPIA OU ESTUPIDEZ PURA E SIMPLES?



"Não vejo como o BES pode ter impacto na economia"

Maria Luís Albuquerque

DE OUTROS


«Assim se destrói um país com oito séculos de história, em que os chineses querem mandar...»

Mário Soares
DN

GUERRA COLONIAL - BIBLIOGRAFIA


REGRESSO DE IVONE SILVA COM A RÁBULA DA OLÍVIA EMPREGADA E DA OLÍVIA PATROA

Enatur reclama o pagamento de 3,7 milhões de euros por quebra do contrato de financiamento da Pousada da Serra da Estrela.
Público

SUGESTÃO


POMAR


domingo, 19 de outubro de 2014

AS ROTAS TURÍSTICAS DO FASCISMO 'MANSO'


18 de Outubro de 1936 – Rumo ao Tarrafal



Foi nesse dia que os primeiros presos saíram de Lisboa, no paquete Luanda, com destino ao que viria a ser o «Campo da Morte Lenta», na ilha de Santiago, em Cabo Verde. O Luanda era normalmente usado para transporte de gado proveniente das colónias e os porões habitualmente utilizados para esse efeito foram transformados em camaratas.

Depois de uma escala no Funchal e de uma outra em Angra do Heroísmo, para recolher mais alguns detidos e / ou largar os menos perigosos, e no fim de uma viagem em condições degradantes, foram 152 os que desembarcaram, no dia 29, em fila indiana, antes de percorrerem os 2,5 quilómetros que os separavam do destino final.

Edmundo Pedro é hoje o último sobrevivente deste primeiro grupo que construiu e viveu (durante nove anos, no seu caso) neste campo de concentração. No primeiro volume das suas Memórias, dedica longas páginas à descrição do que foi essa terrível viagem que durou onze dias. (*) O início e o fim:
«E na noite de 18 de Outubro, de madrugada, reuniram-nos em camionetes da GNR. Estas dirigiram-se para o cais de embarque, em Alcântara... No caminho, apesar das ameaças dos soldados, demos largas ao nosso protesto. O nosso vibrante grito de revolta ecoou, ao longo de todo o percurso, nas ruas, desertas, daquela madrugada lisboeta. Cantámos, a plenos pulmões, todas as canções do nosso vasto cancioneiro revolucionário... (...)
A 29 de Outubro de 1936, onze dias depois de termos partido de Lisboa, o velho Luanda fundeou, ao princípio da tarde, na pequena e aprazível baía do Tarrafal. Pouco depois, começou a descarregar a "mercadoria" que transportava nos seus porões... Alguns prisioneiros tinham chegado a um tal estado de fraqueza que só puderam abandonar o barco apoiados nos seus camaradas...»
Depois, foi o que se sabe: histórias de terror, 32 pessoas por lá morreram e o Campo durou até 1954. Foi reactivado em 1961, como «Campo de Trabalho do Chão Bom», para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas (o ministro do Ultramar era então Adriano Moreira e foi ele que assinou a respectiva portaria) e durou até 1974.

(*) Edmundo Pedro, Memórias, Um Combate pela Liberdade, Âncora Editora, 2007, pp. 350-359.

(Do blogue "Entre as Brumas da Memória")

GUERRA COLONIAL - BIBLIOGRAFIA


DE OUTROS

Ricardo Araújo Pereira

sábado, 18 de outubro de 2014

SUGESTÃO


Carlos Moedas, o facilitador

A 2 de Junho, um mês e meio antes da detenção e constituição de arguido de Ricardo Salgado, pairava já a sombra da falência sobre o Grupo Espírito Santo. Em desespero, a família reunida chega a um consenso para uma cartada de último recurso: um pedido de ajuda às autoridades portuguesas, para viabilizar um financiamento bancário de emergência - através da Caixa Geral de Depósitos - ao ramo não financeiro do grupo.
“O Carlos Moedas conhece o ministro luxemburguês de quem é amicíssimo. Vai tentar contactá-lo para ver se nós o podemos contactar"
A meio da reunião, apesar de a ideia atropelar as regras da supervisão, Ricardo Salgado arriscou e ligou ao governador do Banco de Portugal, mas  Carlos Costa declinou ajudar.  O impasse gerado pela nega do governador não dura muito tempo. Há quem sugira falar directamente com a Caixa ou com o Ministério das Finanças. José Manuel Espírito Santo atira um nome: “O Moedas, o Moedas! Eu punha já o Moedas a funcionar”.
Salgado não perde tempo e liga-lhe no mesmo minuto. “Carlos, está bom? Peço desculpa por estar a chateá-lo a esta hora. Tivemos agora uma notícia muito desagradável. Tem a ver com a Procuradoria no Luxemburgo, que abriu inquérito a três empresas. Temos medo que possa desencadear um processo complicado sobre o grupo. Porventura temos de pedir uma linha através de uma instituição bancária. Seria possível dar uma palavrinha ao José de Matos, para ver se recebia a nossa gente da área não financeira? Temos garantias para dar”.
A resposta, desta feita, é positiva. O então secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro diz a Salgado que vai falar com o presidente da CGD, José de Matos, e revela que conhece o ministro da Justiça do Luxemburgo, o luso-descendente Feliz Braz, e que vai tentar pô-lo em contacto com o Grupo Espírito Santo. Salgado desanuvia: “Ele abrir a porta para nós o contactarmos é excelente. Obrigado, Carlos, um abraço”.
Salgado recupera ânimo e relata o diálogo ao grupo. “O Carlos Moedas conhece o ministro luxemburguês de quem é amicíssimo. Vai tentar contactá-lo para ver se nós o podemos contactar. Enfim, é uma coisa simpática. Ao José de Matos vai também tentar contactá-lo, mas não sabe se o apanha hoje”.
Finalmente boas notícias para o grupo, mas há ainda quem sugira alternativas noutras instituições financeiras. É sugerido o recurso a bancos estrangeiros mas a demora que esse processo acarretaria faz com que encerrem essa página.
José Manuel Espírito Santo aponta uma possibilidade dentro de portas: “Podias falar com o BCP”. “Com o BCP já falei. Ficou de contactar a Rita Barosa (alto quadro do BES e ex-secretária de Estado de Miguel Relvas). Já houve contactos, mas para os hotéis, não para a linha”, responde Salgado. 

SOL